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Segunda-feira, 16 de Agosto de 2004

A pena não edifica

Sejamos francos: à partida, todos nós temos tendência para ficar chocados quando alguém faz humor sobre deficiências profundas.

Mas o que está por detrás dessa atitude protectora? É simples: a ideia de que os deficientes são uns coitadinhos. Poupá-los à pilhéria, eis a expressão suprema da piedadezinha. Ora, apesar de não podermos negar que eles de facto carregam um fardo muito pesado, uma das maiores dificuldades que os deficientes enfrentam é precisamente conseguir libertar-se desse modo que a sociedade tem de olhar para eles.

Essa protecção que lhes reservamos é, ao mesmo tempo, uma perversa forma de os inferiorizar. Quem, como eu, cresceu a ver dramalhões televisivos dos anos 80, sabe que há duas coisas que os deficientes abominam: que alguém os tente ajudar, quando eles não precisam (atenção, isto não é uma indirecta para os autores dos mails indignados); e que se tenha pena deles. Ninguém consegue suportar uma existência baseada na comiseração alheia.

A pena não edifica.

Pelo contrário, abafa, estiola, gera acomodação e desistência. Ao invés, o humor pode desempenhar um papel bem mais positivo, graças ao efeito de desdramatização. O humor retira peso a situações quase insustentáveis (enunciado que é exemplarmente ilustrado em A Vida É Bela de Roberto Benigni), ajuda-nos a lidar com as nossas dificuldades e limitações.

Resumindo, se encararmos alguém portador de uma deficiência como um ser humano cuja identidade não se esgota na sua deficiência física, como um homem que não se deixou inferiorizar pela sua condição de deficiente, então discriminação seria não fazer piadas sobre ele.

Resumido do Gato Fedorento

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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8 comentários:
De rafapaim a 20 de Agosto de 2004 às 00:43
Alexandra Guerreiro... realmente se o humor for usado como disfarce para mesquinez... então nesse caso é mera estupidez!
De Alexandra Guerreiro a 20 de Agosto de 2004 às 00:23
O povo português padece de males vários de uma só vez, mas quiçá o mais grave de todos, para além de nos fazer de tolos, será o síndrome do coitadinho, a pena do pobrezinho. A mesquinhez é "fatela", transforma em má a alma que era bela.Tal pequenez só revela que a pessoa não tem coragem para viver a vida que é dela.
De rafapaim a 19 de Agosto de 2004 às 16:08
... ... como estamos de acordo!!! " pode e deve brincar-se com tudo..;) "!!! Lindo!!! Beijo!
De ... a 19 de Agosto de 2004 às 02:41
Bem visto, Filósofo! existe ainda um tipo de deficiência bem mais terrível... é a tal que faz de nós, os "comisederados", os coitadinhos nas mãos deles. E contudo, pode e deve brincar-se com tudo..;)
De rafapaim a 17 de Agosto de 2004 às 23:43
Ricardo... nem mais!!! Como já aqui escrevi a "intenção" acaba sempre por ser um desastre!!!
De Ricardo a 17 de Agosto de 2004 às 23:29
É um tema complexo que é válido não só para os deficientes mas para todos aqueles que tentamos ajudar. Nós não sabemos ajudar ... veja-se o exemplo dum familiar com depressão, raros são os familiares e amigos que não conseguem piorar a situação. Infelizmente não tenho a resposta certa para o problema, mas parece-me que, em algumas situações pelo menos, o humor é o melhor remédio. Mas não confundir humor com outras formas de piadas fáceis. O humor é a antitese da pena, é relativizar a dor.
De rafapaim a 17 de Agosto de 2004 às 18:51
analfabeto... saber rir e fazer humor sobre nós próprios é fundamental... e tudo pode originar uma boa piada (nada de falsos moralismos!)
De analfabeto a 17 de Agosto de 2004 às 16:31
Vais ciontra o senso comum, mas é uma verdade.

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