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Sábado, 16 de Junho de 2018

Decide-te e liberta-te!

Não fiques preso às opções que deixas para trás, a verdade é que nunca saberás onde te levariam. Liberta-te.

 

Não fiques estagnado à espera que os outros e as circunstâncias te empurrem, para depois te sentires inocente e impotente perante o que acontece. Decide-te.

 

A liberdade é um dom que deve ser bem utilizado. Escolhendo bem. Escolhendo o bem.

 

A vida não é um intervalo de tempo que devemos dedicar apenas a admirar o que nos rodeia. Viver não é sobreviver, é existir, ser autor e protagonista de cada dia e de cada noite. Existir é acertar e errar, perdoar e ser perdoado. Procurando acertar e perdoar cada vez mais.

 

O sentido da vida é amar, por isso liberta-te de todas as amarras que te petrificam e das culpas pelo que decidiste, dos julgamentos dos outros e de cada uma das limitações que te impõem. Nasceste único. Faz da tua existência a oportunidade para seres ainda mais autêntico.

 

Esquece o pouco, o pormenor e o pequeno. Não deixes que nada disto te perturbe. Com tempo e um pouco de bom humor todas essas insignificâncias se desvanecem.

 

Não percas tempo, forças e concentração a pensar ou a preparar vinganças. Fecha-te à maldade. Pensa no amor de que és capaz. Pensa nos que dependem de ti para serem felizes. Naqueles para quem és dom que anima e força que levanta. Sabes, a presença dos bons pode sentir-se até mesmo quando estão ausentes.

 

A suprema liberdade alcança-se quando aprendemos a aceitar o que nos acontece e a responder-lhe sempre com o melhor de nós. És o que escolhes ser face ao que te acontece, ao que te é dado.

 

Somos criaturas chamadas a completar a criação de si. Os nossos gestos e palavras constroem-nos… ou destroem-nos.

 

Não deixes de te decidir.

 

Decide e esquece tudo o que se perde com a tua decisão. Só assim chegarás aos lugares e corações onde o teu amor faz falta.

Ensaio do filósofo rafapaim às 10:30
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Quinta-feira, 14 de Junho de 2018

Vai passar ... sempre passa!

Você não vai conseguir esquecer algumas pessoas, porque não tem como apagar a memória. No tempo certo, elas vão se tornar passado.

 

Algumas dores vão demorar a passar e alguma feridas vão demorar a cicatrizar. 

 

Muita gente vai sumir da sua vida sem respostas, sem mensagens e sem adeus. 

 

Muitos términos vão acontecer, por mais que queira que o outro fique. Não adianta querer sozinho.

 

Saiba que vai perder, vai se machucar, vai querer algo e não vai ter.

 

Mas não precisa se destruir e maltratar por isso. Muitas decisões não dependem de você e precisa ter a maturidade para aceitar isso.

Ensaio do filósofo rafapaim às 15:30
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Terça-feira, 12 de Junho de 2018

Seja bem sucedido

Valor a quem merece... amor a quem dá... carinho a quem retribui... consideração a quem tem... e nada mais!

 

Substituir pessoas sem antes curar o coração não é seguir em frente, é trocar de problema. 

 

Uma pessoa tóxica conquista você fazendo-te sentir atraente... manipula você fazendo-te sentir vulnerável... e afasta você fazendo-te sentir culpa.

 

Rir muito e com frequência, ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afecto das crianças, merecer consideração de pessoas honestas e suportar traições de falsos amigos. Encontrar o melhor dos outros e deixar o mundo um pouco melhor, saber que uma vida respirou mais fácil porque você viveu ... isso é sucesso!

Ensaio do filósofo rafapaim às 10:32
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Segunda-feira, 4 de Junho de 2018

Passageiro

 

A verdade, é que tenho tido momentos incríveis com pessoas passageiras e isso por vezes dói ... mas não se iluda com uma pessoa só porque viveu momentos inesquecíveis ao lado dela, nem tudo que é intenso significa que será eterno.

Compromisso é permitir que o outro entre na nossa vida. É sonhar junto sem se sentir ameaçado, marcar um horário sem se sentir controlado, dividir o espaço sem se sentir invadido. Compromisso não é a falta de liberdade. Compromisso é o exercício da liberdade de estar com alguém.

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 10:17
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Quinta-feira, 31 de Maio de 2018

Irmãos

“Ser fruto da mesma árvore, correr em nós uma mesma seiva, ter raízes numa mesma história, faz-nos matéria da mesma matéria, mas – mais do que isso – experiência de uma mesma experiência.

 

Ter irmãos é reconhecermo-nos neles, a cada passo, até nas muitas diferenças que possam separar-nos. É sabermos o sentido da pertença visceral, inteira, absoluta. É ter parte de e fazer parte de. Com irmãos, é verdadeiramente o sentido do Outro que se torna intrínseco. E isso faz muito por aquilo que cada um de nós é e pode ser.

 

Conheço e sou amigo de muitos filhos únicos, mas confesso que sempre lhes admirei em dobro tudo o que têm de admirável. Para eles, foi diferente e mais difícil. Faltou-lhes a vivência íntima e precoce da coisa dividida, do amor partilhado, do espaço disputado, da descoberta conjunta, do caminho cúmplice. Faltou-lhes o privilégio de nascerem com a certeza de um mundo para além deles. Faltou-lhes o desafio identitário de uma autonomia construída a partir da tensão – ora centrífuga, ora centrípeta – com o comum e o heterónomo.

 

Os irmãos cimentam a nossa vida, são a argamassa que nos faz gente. Com eles andámos para cá e para lá. Com eles conhecemos as muitas pessoas que, antes de outras, deram cor e cheiro às nossas vidas. Com eles chorámos as primeiras lágrimas e a eles voltámos para outros choros vida fora. Com eles ousámos aventuras sem volta, experimentámos medos inconfessáveis, partilhámos conquistas, dividimos frustrações, sofremos perdas. Com eles demos irrecuperáveis gargalhadas de infância e com eles continuamos a rir – por vezes, sobretudo a sorrir – ao ritmo dos anos que passam. Com eles fomos verdade, às vezes frágeis, às vezes fortes, às vezes hesitantes, às vezes resilientes, às vezes ternos, às vezes duros. Com eles vivemos o que está inscrito no mais fundo dos nossos corações, da nossa personalidade, da nossa história, de tal modo que qualquer troca de olhares pode, muitos anos depois, seja qual for o pretexto, levar-nos de volta a uma mesma memória, uma mesma emoção ou uma mesma saudade.

 

Antes de tudo, os irmãos são presença. Estão connosco, são connosco. E, antes de todos, contamos com eles. Como esperamos que contem connosco, que precisem de nós, que não prescindam nunca de que sejamos por eles e com eles.

 

A vida muda, vai mudando, a família transforma-se, as casas são outras, as caras também, os ritos vão ganhando e perdendo atributos, mas os irmãos são constância no tempo que passa, são ontem, hoje e amanhã. Crescem connosco, amadurecem connosco, envelhecem connosco.

 

Eu tenho um irmão e uma irmã. Não tenho memórias de viver sem eles e essa é uma das grandes felicidades da minha vida. Estiveram sempre, fomos sempre três, nunca vi o mundo sem eles. A generalidade das pessoas diz que somos muito diferentes. E somos. Mas somos, também, muito parecidos. E não sei o que mais nos aproxima e irmana, se as diferenças, se as parecenças.

 

A essência é a mesma. No fundo de cada um está uma mesma massa. Tudo depurado, decantadas todas as derivas impostas por percursos diversos, está lá uma mesma base. E a ela voltamos. Ao colo que tivemos, ao chão sólido que nos deu vida, aos exemplos e ensinamentos que nos moldaram. Aí está e estará sempre a nossa paz. E todos sabemos que é assim.

 

A graça de ter irmãos é tão grande e tão óbvia que nunca percebi por que não é devidamente celebrada. Por isso, quando enfim se promove o Dia dos Irmãos, 31 de Maio, junto-me à festa e saúdo os que deram corpo à ideia. É um excelente projecto. Faz falta parar para celebrarmos os Irmãos, os nossos Irmãos, o Irmão, a Irmã de cada um… São demasiado importantes, demasiado valiosos, demasiado imprescindíveis para que não nos assumamos imensamente gratos.

 

Os Irmãos são uma dádiva maior da Vida. E merecem ser honrados como tal.”

 

Texto Original: Sofia Galvão em Observador 28/05/2018

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:00
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Segunda-feira, 21 de Maio de 2018

Dá um jeito

O amor não morre. O que morre é o esforço de tentar em vão, de lutar batalhas inúteis, de ficar cansado da esperança de reciprocidade. O amor sempre permanece, o que vai embora mesmo é só a percepção errada que criamos sobre alguém que não merecia o nosso melhor.

Não é uma briga que atrapalha um relacionamento, são as desculpas esfarrapadas e não sentidas. Não é um desentendimento que destrói um amor, são as mentiras, enganos e falhas. Não é o trabalho que prejudica um namoro, é a falta de atenção. Não são os estudos que impedem um romance, é a ausência e o não querer saber. Não são os gostos diferentes que desanimam o casal, é a falta de diálogo e compromisso. Não é uma ligação não atendida, uma sms não retornada que esfria um amor, é a falta de interesse. Não é a distância que impede duas pessoas de estarem juntas, é o tanto faz. Quem quer, de coração, dá um jeito. Quem não quer, por desinteresse, mata mais um amor.

Ensaio do filósofo rafapaim às 13:02
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Sexta-feira, 18 de Maio de 2018

Take on me

 

Slowly learning that life is okay

Say after me

It's no better to be safe than sorry

 

a-ha - Take On Me [ Live From MTV Unplugged]

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:51
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Terça-feira, 8 de Maio de 2018

Radioactive

 

Confesso que nunca passou pela minha cabeça namorar você. Hoje acredito que fizemos a coisa certa, a gente não se atrai, a gente se atrita. A gente faz faísca. Eu te aconselho a me procurar, já que você não desiste de mim e eu não resisto a você. Amor não é quem te leva à loucura, é quem te traz a paz. A gente até pode ser um desacerto, e eu juro, por você, eu erro uma vida inteira!

 

Se nada mudar, invente … e quando mudar, entenda.

Se ficar difícil, enfrente ... e quando ficar fácil, agradeça.

Se a tristeza rondar, alegre-se … e quando ficar alegre, contagie.

Se o caminho for longo, persista … e quando chegar, comemore.

Se achar que acabou, recomece … e quando recomeçar, acredite.

 

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 10:54
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Sábado, 5 de Maio de 2018

Gosto daquela gente

 

Qualquer pessoa pode dar um bom conselho, mas nem todos podem dar um bom exemplo.

 

Só nos tornamos adultos quando perdemos o medo de errar. Crescer é tomar decisões e depois conviver em paz com a dúvida, nunca vamos ter a certeza absoluta de nada. Se te marcou, ficará em algum lugar dentro de ti. Não tem como apagar porque a vida não é como as redes sociais que podemos apagar e bloquear. A gente só precisa aprender a deixar em algum canto dentro de nós até que não faça diferença mais. Tudo que temos enfrentado é a preparação para viver tudo aquilo que sempre sonhamos.

 

Gosto daquela gente que faz o que diz, diz o que pensa, pensa no que sente e sente aquilo que diz.

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 14:07
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2018

Pessoas

Ter um sorriso no rosto e um pouco de esperança no coração são os meus pedidos … parecem bem simples, mas é assustador imaginar uma vida sem isso. Querendo ou não a gente é assim mesmo, se alimenta de esperanças sobre algo que não tem a chance de dar certo, se alimenta de amores inexistentes e de palavras que não dizem nada.

Sonhe alto, mas sonhe com os pés no chão, não crie expectativas, mas crie coragem. Não se ache melhor, mas se ache capaz, e se alguém tentar parar seu caminho mude de direção, mas não perca a razão. Se errar, pare por um instante, respire fundo e recomece.

Porque as aparências enchem os olhos, mas um bom coração transborda a alma. Você mente para não magoar, mas é a sua mentira que magoa. As pessoas andam muito preocupadas com toda essa vaidade de mostrar o que tem por fora, porque sabem muito bem que se fossem mostrar o que tem por dentro, não iam impressionar ninguém.

 

Nunca julgue as pessoas pelo seu passado:

Pessoas se arrependem…

Pessoas aprendem…

Pessoas amadurecem.

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:28
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Domingo, 29 de Abril de 2018

Linhas soltas

 

Quanto falta para a gente se ver hoje,

Quando falta para a gente se ver logo,

Quando falta para a gente se ver todo o dia,

Quando falta para a gente se ver para sempre,

Quando falta para a gente se ver dia sim dia não,

Quando falta para a gente se ver às vezes,

Quando falta para a gente se ver cada vez menos,

Quando falta para a gente não querer se ver,

Quando falta para a gente não querer se ver nunca mais,

Quando falta para a gente se ver e fingir que não se viu,

Quando falta para a gente se ver e não se reconhecer,

Quando falta para a gente se ver e nem lembrar que um dia se conheceu.

 

No final das contas, ou você se arrepende do que fez, ou fica arrependido por não ter tido coragem de fazer algo para saber se você iria ou não se arrepender depois … ninguém quer demonstrar afecto por medo de parecer fraco. O fim é o meio mais fácil para evitar discordâncias. A sensação de autossuficiência e indisponibilidade para o outro, só demonstram o quanto nos perdemos voluntariamente todos os dias.

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:30
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Sexta-feira, 27 de Abril de 2018

Cor da alma

 

Eu já me arrependi de ter dito, de ter silenciado, de ter escrito, de ter apagado… minha vida é repleta de arrependimentos e equívocos, e é por isso que não posso me recusar a perdoar os que erram da mesma forma que eu.

 

Crescer é perceber que às vezes a culpa é realmente nossa e que devemos aceitar, reflectir e mudar. Se pensa que foi mau, errou, fez o que não devia então retire a devida licção… se foi bom, provocou alegria então repita que pode ser o seu caminho.

 

Se querem distância, dê. Se deixam de gostar, respeite. Não é fácil … é necessário. Relacionamentos deveriam começar de trás para a frente… pois é no fim, quando não há mais nada a tirar do outro, que se descobre quem uma pessoa é de verdade.

 

Olhos com a cor da alma são mais bonitos que olhos verdes, azuis ou castanhos. Ninguém consegue dar aquilo que não tem, a gente transborda o que sobra do lado de dentro. Para ter aquilo que quer é preciso ter a coragem de largar aquilo que não quer.

 

Não tenho belos olhos, ou o físico ideal, não tenho uma carreira, não sou poeta e escolho por vezes palavras erradas, eu tropeço na hora de te alcançar, frequentemente desisto das coisas, eu tenho medo e um coração partido e imaginativo… sei que não sou a melhor opção, mas ofereço o imperfeito, o gostar mais humano e sobretudo me ofereço por inteiro, honestamente seu e infielmente meu.

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:00
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2018

Receita

 

Receita para realizar sonhos … comece onde você está … use o que você tem … faça o que você pode!

 

Não adianta querer mudar agora que não faz mais diferença. Não adianta querer valorizar agora quando não pode mais ter. Não adianta querer ser tudo o que eu sempre quis, agora que eu não quero mais … nem tudo … nem você.

 

Eu te entendo… e quando não te entendo eu te aceito… mas acima de todas as coisas, eu te respeito. A saudade, às vezes é melhor companheira que a decepção. Ao falar você apenas repete o que já sabe, mas ao ouvir, talvez você aprenda alguma coisa.

 

O beijo é para dizer que eu gosto, o abraço é para dizer que eu cuido, a mordida é para mostrar que eu quero, e o sorriso é para realçar o absurdo que é estar contigo … mas o carinho … é sem razão, é todo sem querer como que arrancado de mim … porque carinho é gostar sem motivo.

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 12:00
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Terça-feira, 24 de Abril de 2018

Someone to stay

You were alone left out in the cold

Clinging to the ruin of your broken home

Too lost and hurting to carry your load

We all need someone to hold

 

You’ve been fighting the memory all on your own

Nothing washes, nothing grows

I know how it feels being by yourself in the rain

We all need someone to stay

We all need someone to stay

 

Hear you falling and lonely, cry out

Will you fix me up? Will you show me hope?

The end of the day, I'm helpless

Can you keep me close? Can you love me most?

 

You’ve drunk it down and now you’ve spat it out

Nothing tastes like the things you had

So tear it off, why don’t you let them go?

We all need someone to stay

We all need someone to stay

 

Vancouver Sleep Clinic

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:01
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Domingo, 22 de Abril de 2018

Um dia alguém vai ...

Um dia alguém vai chegar e vai permanecer, você não vai precisar implorar por nada, ela vai chegar, se instalar e mudar a sua vida por inteira.

Um dia alguém vai valorizar o seu sorriso, o seu jeito de encarar a vida, vai te segurar pela mão e vai te mostrar para o mundo.

Um dia alguém vai te provar o quanto você é incrível, mesmo sendo inconstante, ciumento e repleto de medos que de vez em quando te impedem de dar um passo mais adiante.

Um dia alguém vai ser inteiramente seu, vai te provar em atitudes o quanto existe reciprocidade e vontade de te fazer a pessoa mais feliz desse universo.

Um dia alguém chegará com o optimismo que te falta, vai te levar para conhecer os lugares que você nunca pensou que existiria, vai fazer planos, traçar uma rota, vai te levar para jantar ou para praticar o seu desporto favorito.

Um dia alguém vai apostar em você, vai dar força aos seus sonhos adormecidos, vai te fazer enxergar a vida com outros olhos e te assegurar que vocês realmente nasceram para se pertencer.

Um dia alguém vai te abraçar forte e te proteger de tudo que te afronta.

Um dia alguém vai te tratar do jeito que você merece, vai ser o que nenhuma outra foi em sua vida, e vai te fazer entender porque demorou tanto para encontrar alguém em seu caminho.

Um dia alguém vai querer dormir e acordar do seu lado, vai querer mudar a sua história, o seu status e até seu sobrenome.

Um dia alguém vai te mostrar que mesmo desacreditado, é possível sim amar de novo.

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:30
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2018

Aprender errando...

 

Aprendi que se aprende errando,

Que crescer não significa fazer aniversário,

Que o silêncio é a melhor resposta quando se ouve um disparate,

Que trabalhar não significa ganhar dinheiro,

Que sonhos existem para serem alcançados,

Que amigos a gente conquista mostrando o que somos,

Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até ao fim,

Que a maldade se esconde atrás de uma bela face,

Que não se espera a felicidade chegar mas se procura por ela,

Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada,

Que a natureza é a coisa mais bela da vida,

Que amar significa se dar por inteiro,

Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos,

Que se pode conversar com estrelas,

Que se pode confessar com a lua,

Que se pode viajar além do infinito,

Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde,

Que dar um carinho também faz...

Que sonhar é preciso,

Que se deve ser criança a vida toda,

Que nosso ser é livre,

Que o julgamento alheio não é importante,

Que o que realmente importa é a paz interior.

 

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:00
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Quarta-feira, 18 de Abril de 2018

Sentir muito

 

A gente precisa aprender que alguns términos são maneiras de devolver-nos a nós próprios. Um relacionamento com diversas idas e vindas não significa que ainda existe amor, às vezes, é apenas carência. A teimosia nesses casos, só inaugura novas etapas de sofrimento, pois as reclamações não vão mudar. Serão as mesmas. Repetições dos velhos hábitos, da falta de atenção e reciprocidade. Tudo que já existia antes. A nova tentativa será recheada de cobranças e expectativas, facto que só potencializará os erros conhecidos e abrirá uma possibilidade mais trágica de duas pessoas que um dia se amaram tanto, começarem a se odiar, por pura insistência, por desejarem salvar algo que acabou há muito tempo.

 

Não quero muita coisa, sabem? Aprendi a ser um tanto quanto grato. Além de amor, quero um pouco mais de paz de espírito, sossego, felicidade e uma dose extra de paz, que é para os dias mais puxados. Acho que é disso que estou precisando… parar de correr tanto e contemplar a calma de ser feliz com o que já tenho. Não tem sensação melhor do que depois de sentir falta, sentir muito e sentir saudades … perceber que já não se sente mais nada.

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:00
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Segunda-feira, 16 de Abril de 2018

Comece de novo ...

O amor não é essa coisa toda que muitos falam… o amor é essa coisa toda que poucos fazem.

 

Quando você não quiser mais ficar com alguém tenha a coragem e o carácter de dizer isso às claras, qualquer forma de dor é dor, mas honestidade é só uma. Muitas das coisas que falo não podem ser comprovadas porque não são científicas, são poéticas. Elas não podem ser compreendidas pela lógica, por isso você precisa senti-las e perceber se te tocam ou não.

 

Ame, perdoe, viva, agradeça e não perca um só minuto com aquilo que não faz bem ao coração, não se prenda ao ódio, falta de perdão, ao rancor, mas se queira bem e faça o bem também. Tome distância de gente amarga, feia por dentro, pobre de bons sentimentos, a rotina já desgasta o suficiente, portanto, cerque-se de gente que insiste ver beleza na vida apesar dos pesares todos.

 

Não suporto quando se silencia para evitar respostas conflitantes, como se fosse fuga daquilo que não sabe lidar… e eu absorvo tudo que machuca em função do que não foi dito esperando uma resposta que me guiasse e que me trouxesse enfim a tranquilidade.

 

Nem sempre é amor, às vezes é tesão, às vezes é paixão, às vezes é amizade, às vezes é fuleiragem… às vezes é engano, às vezes acontece e a gente nem sabe o porquê, às vezes não era para ser, às vezes a gente não crê, às vezes a gente é feliz e não vê… mas quando se trata de amor ele nunca deixa de acontecer.

 

Se demonstrar interesse … eu mostro atitude. Não perca seu tempo tentando explicar algo para alguém que já decidiu o que quer entender… você sabe muito sobre as pessoas pelo que elas escolhem ver em você.

 

Todas as pessoas cometem erros na vida, mas isso não significa que elas tenham que pagar por eles o resto da vida. Às vezes boas pessoas fazem más escolhas, mas não significa que elas são más. Significa que elas são humanas.

 

Ame de olhos fechados e coração aberto.

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:20
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2018

Worst in me

Remember when I used to be happy for you?

You could go out with your female friends and I'd be totally fine

Remember when you used to be happy for me?

You celebrate all my success without crossing a line

 

Now, it's like we're scared of getting good

'Cause we know the truth is that we could

We know that we might actually work

And the truth is that we could

 

But maybe it's the worst in me

That's bringing out the worst in you

I know we can fix these kinks

But the worst in me doesn't want to work on things

But the best of me wants to love you

But the worst in me doesn't want to

 

It's almost like I've gotten so used to resentment

That every annoying little thing you say has lost its effect

It's almost like it's made you a little bit bitter

When I don't always react the way, you expect

 

I won't hurt you again

If you won't, if you won't

But, baby, I won't lose you again

If you won't, if you won't

 

Julia Michaels - Worst In Me

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:00
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2018

Quem sabe ...

Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós.

Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.

 

Mesmo na melhor versão de si mesmo, você continuará a ser mau para a pessoa errada…

E até na sua pior versão, você será bom para a pessoa certa.

 

Quem você foi…

Quem você é…

E quem você decide se tornar …

são três pessoas totalmente diferentes.

 

Eu perdoo, não porque algumas pessoas mereçam o perdão, mas porque eu mereço a paz.

 

O erro eu até posso perdoar,

Agora mentira já é mais complicado.

Errar, todo mundo erra, infelizmente acontece,

Mas mentir é uma escolha, você faz porque quer.

 

Quem sabe se agora não é diferente?

Quem sabe se agora não é melhor?

 

Porque ninguém tem que achar nada, ninguém tem de opinar em nada …

Porque quando doeu, só você sentiu.

 

Quando não dizemos o que sentimos…

O outro vai embora sem saber que talvez tivesse motivos para ficar.

Ensaio do filósofo rafapaim às 12:00
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Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2018

Especialidade

O meu desafio é andar sozinho
Esperar no tempo os nossos destinos
Não olhar pra trás, esperar a paz
O que me traz
A ausência do seu olhar

Traz nas asas um novo dia
Me ensina a caminhar
Mesmo eu sendo menino, aprendi

Oh, meu Deus, me traz de volta essa menina
Porque tudo que eu tenho é o seu amor

Ensaio do filósofo rafapaim às 12:17
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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017

Find Me

We said goodbye
That's what you told me once
So many times, we've made our peace
But this is love, I'll never give you up
But now your love has come home to me

Like a river, always running
I keep losing you
Like a fire, always burning
I'll be here for you

If you're ready, heart is open
I'll be waiting, come find me
If you're searching for forever
I'll be waiting, come find me
I see you, you're in the darkness
Finding life right where your heart is
If you're ready, heart is open
I'll be waiting, come find me

Come find me
Come find me
I see you, you're in the darkness
Blinding light right where your heart is
If you're ready, heart is open
I'll be waiting, come find me

If your star waits
That's what you told me once
But tears they come and go
This is us, I'll never get enough
It's taking losing you to know

 

Sigma - Find Me (feat. Birdy)

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:27
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Sexta-feira, 5 de Agosto de 2016

Outro reinício ...

Eu acredito em grandes amores… mas falo e namoro como se não acreditasse.

Eu não tenho expectativas fúteis para o romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar a flutuar. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados, que realmente gosta deste ambiente atual de conexão entre as pessoas e é feliz por viver numa época em que a monogamia não é necessariamente a norma.

 

Mas eu acredito em grandes amores, porque tenho um.

O tipo de amor que ensina mais do que tu pensaste que poderias aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe. É amor do tipo “amor da tua vida”.

 

E eu acredito que funciona assim:

Se tu tiveres sorte, conhecerás o amor da tua vida. Tu estarás com ele, aprenderás com ele, darás tudo de ti a ele e permitirás que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma outra.

Mas aqui está o que os contos de fadas não te vão dizer – às vezes encontramos os amores das nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.

Nós não chegamos a casar-nos com eles, nem passamos anos ao lado deles, nem seguraremos as suas mãos nos seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.

Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores da nossa vida, porque no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.

Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores das nossas vidas, porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes tu tens sonhos maiores do que os do outro. Às vezes, a maior atitude de amor que tu podes ter é simplesmente deixar o outro ir.

 

Outras vezes, tu não tens escolha.

 

Mas aqui está outra coisa que não te vão contar sobre encontrar o amor da tua vida: não viveres toda a tua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado.

Algumas pessoas podem amar-te mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-te mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.

Algumas pessoas entram nas nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.

E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores das nossas vidas”?

Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever as suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque os nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?

 

Talvez nós devêssemos simplesmente ser gratos por termos encontrado essas pessoas.

Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Pelas nossas vidas se terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.

 

Encontrar e deixar o amor da tua vida não tem que ser a tragédia da tua vida.

Deixá-lo pode ser a tua maior bênção.

Afinal, algumas pessoas nunca chegam sequer a encontrá-lo.

Ensaio do filósofo rafapaim às 01:12
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Sábado, 30 de Julho de 2016

5 sentidos...

Nunca esqueço,

E eu reconheço,

Que é o teu recomeço,

Longe do nosso início,

De todo o começo,

Maravilhoso e travesso,

Bem vivido, tão intenso,

E depois de tantas vezes,

Ainda tropeço,

Mas nunca desisto,

Mesmo que muito adverso,

És o meu universo,

Ainda que disperso,

Verso e converso,

Na expectativa perversa,

Que tu permaneças,

E em mim tudo aqueças,

Mesmo que desapareças,

Eu nunca me esqueço.

Ensaio do filósofo rafapaim às 16:20
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Terça-feira, 19 de Julho de 2016

Calma! Está tudo perfeitamente descontrolado.

A distância é intrigante … tem quem fique distante ao nosso lado e quem continue ao nosso lado, mesmo distante.

 

Conforme o tempo passa, nós vamos compreender que o que é feito para durar … dura.

E o que não é feito para durar … acaba.

O tempo resolve quase todos os problemas sozinho, e aqueles que o tempo não resolve, temos de resolver nós sozinhos.

 

A diferença entre nós dois é:

Tu queres perder por pouco … eu quero ganhar por muito.

 

Hoje sei que não é a distância que separa as pessoas. Mas sim a frieza, a falta de diálogo, a falta de atenção, a indiferença, o tanto faz. Isso sim forma abismos entre pessoas.

 

Esperar o melhor não requer mais esforço do que temer o pior, e é mais saudável, mais produtivo e muito mais divertido.

 

É engano pensar que só existe saudade do que aconteceu … existe saudade daquilo que quase ocorreu, do que a gente sonhou e não realizou, do que ficou pelo caminho por falta de insistência. Essa saudade é dolorida e tem gosto indefinido.

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:40
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Domingo, 29 de Maio de 2016

É desta vez...

Entre o que eu sinto,

O que eu quero escrever,

O que eu escrevo e tu leste,

O que queres ler e o que achas que entendeste,

Falta a tua certeza.

Provavelmente se uma pessoa te quer na vida dela, ela vai colocar-te lá...

Não é preciso lutar por um lugar.

Que a gente se encante cada vez mais pela simplicidade da verdade que vem do coração,

E menos pela nossa errada perceção.

Eu digo adeus, e ainda gosto de ti.

Não sei se eu queria...

Eu não sei se tu querias...

Ou se talvez queríamos os dois.

Não sei se gostei muito...

Não sei se gostei pouco...

Mas eu sei que gostei com tudo que sou.

Eu digo adeus e com essa despedida, deixo o sentimento morrer...

Digo adeus, mas continuarei a te querer.

 

Sugestão de música: Frances - Grow

Ensaio do filósofo rafapaim às 13:21
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Segunda-feira, 18 de Abril de 2016

Desperdício

“As pessoas que nos querem bem por vezes nos ferem também. Machucam sem querer machucar, arrancam lágrimas sem querer arrancar. E isso muitas vezes está relacionado mais à vida delas que às nossas. E a gente vai ter de compreender e aceitar, mesmo preferindo de outro jeito.


Isso é amor também, sabe? Saber aceitar a vida do outro, que interfere tanto na vida da gente, mas que ainda assim, é outra vida. Cada um tem uma historia, e ainda que muitos capítulos estejam ligados de forma definitiva, cada pessoa carrega em si não somente aquilo que sai dos olhos ou da boca, mas muitas coisas que jamais conseguiremos supor por completo …


A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

 

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.”

 

Sugestão de música: Kodaline - High Hopes

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:32
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2016

Indiferenças

Como é que duas pessoas tão diferentes no melhor se tornam tão iguais no pior?

E como é que algo que foi tão igual no seu melhor se torna outra vez tão diferente no seu pior?

 

Claro que é preciso um afastamento, que tudo volte a ser como era... "é preciso o desapego", tornar aquilo que estranhamente foi super natural numa relação naturalmente de estranhos! Talvez o agora não seja tão distante do antigamente, até porque esse antigamente é tão perto do agora!

 

Então como vai ser? ... vai ser quase igual.
Então não vai ser melhor? ... vai ser distante.
Então não vai ser pior? ... vai ser ausente.

 

Talvez seja altura de procurar relacionamentos errados que acabem dando certo, do que relacionamentos certos que acabam dando errado!

 

Se fiquei diferente .... não ... mas não me é indiferente!

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:55
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Domingo, 27 de Março de 2016

Certezas!

Preocupa-te com o teu carácter, e não com a tua reputação.

O teu carácter é quem tu és.

A tua reputação é o que as pessoas pensam que és.

 

Sim, tem aquela loucura que lhe é natural.

E sabes uma coisa? 

Que se lixe. Pessoas "perfeitas" são uma chatice.

 

Dizem que costumo "fingir" que não me importo com nada ... eu respondo que não estou a fingir.

Aquela coisa que nunca começou, nunca terminou, mas nunca deixou de confundir a tua mente.

 

As vezes é preciso coragem para falar.

Outras vezes, é preciso ainda mais coragem para não dizer nada.

 

"Eu sou tão inteligente, que por vezes eu não entendo uma única palavra do que eu estou dizendo"

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:06
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Quarta-feira, 23 de Março de 2016

Perspectivas…

Claro que entendo a necessidade do ser humano de classificar e rotular o que o rodeia … sejam coisas, pessoas e até sentimentos! É importante para a estabilidade que aquilo que nos cerca, e que conhecemos, faça sentido e faça bem.

 

Existe em todos uma necessidade de racionalizar e contextualizar o que nos rodeia … imagino o difícil que seria viver em constante incerteza, ser tudo uma eterna dúvida e inesperado! Muitas decisões são tomadas com estes pressupostos de conhecimento.

 

“temos formas tão diferentes de estar e agir, que se tornam incompatíveis. E isso não tem necessariamente a ver com sentimentos, mas acaba por ser determinante.”

 

Sempre acreditei que as pessoas não se completam … somam-se… que aquilo que nos faz melhor, e que nos torna melhor, é a capacidade de aprender, de observar e querer mudar. Não procurar nos outros aquilo que nos faz falta … mas encontrar em alguém aquilo que nos faz querer ser melhor.

 

Tentar compreender os outros, muitas vezes é apenas aceitar como são… e sim, podemos não querer isso para nós, não querer fazer parte de um “mundo” que desconhecemos, são decisões, escolhas e cada um com tem as suas prioridades.

 

Existem pessoas que procuram no lugar errado, observam formas de estar e de agir, escutam coisas aqui e ali, e talvez não reparem em detalhes, pormenores e pequenas coisas … talvez não acreditem que isso seja suficiente, que num mundo pouco cor-de-rosa as pessoas necessitam de ser compatíveis… pessoalmente passei a acreditar que a resposta não se encontra na razão, mas sim no coração.

 

Mas como sempre …. as filosofias baratas dos outros são tão boas como as nossas … nem que seja só pelo facto de serem deles! :)

 

Sugestão de leitura: http://filosofiabarata.blogs.sapo.pt/123751.html

Sugestão de entretenimento: https://www.youtube.com/watch?v=q_vrU1KlU3I

Ensaio do filósofo rafapaim às 07:36
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Sábado, 11 de Outubro de 2014

A dor do amor

Passado um tempo vamos entender que esquecer não significa ignorar uma chamada de telefone, nem ficar a evitar encontros casuais. Vamos descobrir que esquecer é quando atender o telefone e a voz não falhar mais, e que reencontros casuais não fazem mais tremer as pernas e disparar o coração! O lado mais triste do amor, é não sentir mais nada!

Vão perguntar um dia se eu conhecia você... um milhão de memórias vão passar pela minha mente e vou responder: não mais!
Ensaio do filósofo rafapaim às 00:07
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Também é amizade

... os casais bonitos são aqueles que acima de namorados, são amigos, brincam, brigam, tiram sarro um do outro, se mordem, beliscam, mas se amam de um jeito que nenhuma pessoa do mundo consegue duvidar, amor não é só beijos e amassos, amor é cuidado, amor é carinho, amor também é amizade ...

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:04
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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

A vida segue!

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar para trás."

Caio Fernando Abreu
Ensaio do filósofo rafapaim às 21:33
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Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Livro dos Loucos

"Comecei a amar-te no dia em que te abandonei.

Foram as palavras dele quando, dez anos depois, a encontrou por mero acaso no café. Ela sorriu, disse-lhe “olá, amo-te” mas os lábios só disseram “olá, está tudo bem?”. Ficaram horas a conversar, até que ele, nestas coisas era sempre ele a perder a vergonha por mais vergonha que tivesse naquilo que tinha feito (como é que fui deixar-te? como fui tão imbecil ao ponto de não perceber que estava em ti tudo o que queria?), lhe disse com toda a naturalidade do mundo que queria levá-la para a cama. Ela primeiro pensou em esbofeteá-lo e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, de seguida pensou em fugir dali e depois amá-lo a tarde toda e a noite toda, e finalmente resolveu não dizer nada e, lentamente, a esconder as lágrimas por dentro dos olhos, abandonou-o da mesma maneira que ele a abandonara uma década antes. Não era uma vingança nem sequer um castigo – apenas percebeu que estava tão perdida dentro do que sentia que tinha de ir para longe dali para ir para dentro de si. Pensou que provavelmente foi isso o que lhe aconteceu naquele dia longínquo em que a deixara, sozinha e esparramada de dor, no chão, para nunca mais voltar.

De tudo o que amo és tu o que mais me apaixona.

Foram as palavras dela, poucos minutos depois, quando ele, teimoso, a seguiu até ao fundo da rua em hora de ponta. Estavam frente a frente, toda a gente a passar sem perceber que ali se decidia o futuro do mundo. Ele disse: “casei-me com outra para te poder amar em paz”. Ela disse: “casei-me com outro para que houvesse um ruído que te calasse em mim”. Na verdade nem um nem outro disseram nada disso porque nem um nem outro eram poetas. Mas o que as palavras de um (“amo-te como um louco”) e as palavras de outro (“amo-te como uma louca”) disseram foi isso mesmo. A rua parou, então, diante do abraço deles."


Pedro Chagas Freitas

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:35
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Terça-feira, 22 de Julho de 2014

Basta o essencial

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de deus. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!"
Ensaio do filósofo rafapaim às 20:44
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Domingo, 29 de Junho de 2014

Redes Sociais

Existe sempre alguma verdade por detrás de todos os “estava só a brincar”… existe sempre alguma curiosidade por detrás de todos os “estava só a pensar”… existe sempre algum conhecimento por detrás de todos os “não sei”… e existe sempre algum sentimento por detrás de todos os “eu não quero saber”.

 

E porque acham que podem ler entrelinhas, ou retiram conclusões sobre as palavras que estão a ler, então eu poderei da mesma forma imaginar o que fazem nas minhas costas com aquilo que acusam os outros de fazer!

 

Quando num universo virtual tão pequeno acontecem tantas coincidências … e quando o “mesmo” sempre se repete e continua a estar presente, o “tal” faz parte e se evidencia e nós caímos no “erro” de um esquecimento ou acusação é simplesmente o reflexo dos nossos telhados de vidros!

 

Não pense que foi escrito para si … nem enquadre as palavras no tempo … mas se lhe parece uma mensagem é porque ainda esta a dar demasiada importância!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:37
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Segunda-feira, 10 de Março de 2014

Eu no meu papel

Não sou extravagante... sou normal... mas um normal fora do normal... sou eu... diferente mas igual, sem nunca ser igual a nada...

 

Por isso acertar não é difícil, o difícil é prever... pois como é que se pode prever o que é certo e não é certo? O que é igual no seu desigual?


Tu no teu papel és sem dúvida bom... pois insistes em ser o melhor... competitivo... malandro e calculista... ou não... mas o melhor... é difícil?

 

Duvido... porque tu gostas de ser assim...

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:14
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Terça-feira, 8 de Outubro de 2013

Indian Piggy

E tudo começa com um nada…

 

Nesse instante a indiferença não existe pela existência de um sentimento negativo, simplesmente a nossa curiosidade não presta atenção aos pequenos detalhes, não estamos preparados para uma nova mudança, é um todo à nossa frente e nós nada…

 

E o nada ganha cor…

 

E um dia olhamos, sentimos e despertamos… e estamos curiosos como nunca tínhamos reparado na normalidade e na rotina, como é possível que esteve sempre ali?! É desenhado a regra e esquadro, é um risco infinito de azul, é uma sombra cor-de-rosa…

 

E a cor também tem cheiro…

 

Mais que imagens são cheiros e toques que nos colocam em determinados lugares… muito mais que “à primeira vista” de certeza é ao “primeiro cheiro”! Olhamos ao nosso redor e procuramos no improvável a presença de alguém de aroma especial… duvidou, mas arriscou em algo original … coco afinal é tropical!

 

E o cheiro tem sabor…

 

E quando se prova é o fim… Se for mau é o fim, é novamente um nada… Se for bom é o fim, é o fim do sossego e da calma!

 

E tudo tem palavras…

 

Insuficientes para descrever aquele beijo, o que faz sentir, o que faz querer, desejar e sonhar, são apenas palavras mas são tudo o que tenho! E porque não sei o fim … sei que tudo começou em um nada!

Ensaio do filósofo rafapaim às 22:42
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Quarta-feira, 4 de Setembro de 2013

Anonimamente ela...

É para ela …

 

… e dessa forma (e com algum receio que ela saiba que é ela) não poderei falar sobre a origem do seu nome, a cidade onde nasceu e vive, nem de qualquer sinal ou cicatriz que a marque de forma tão única…!

 

Não falarei de nenhuma das histórias que a tornam numa pessoa divertida… não devo comentar a sua personalidade com receio do seu jeito de menina parecer mentira… nem da cor dos olhos, mas apenas como consegue que no seu olhar vejamos o melhor de nós… era revelador falar sobre o desenho do seu sorriso no rosto… !

 

Não saberia dizer-lhe nenhuma destas frases … e quase sempre a tenho ali à mão… poderia as dizer ébrio ou abstémio, com leveza ou seriedade, corajosamente ou envergonhado … em todas as situações (e até sem motivos para tal), consegue que qualquer pessoa ao lado dela não se sinta diminuído!

 

Certamente não a descobririam pela exuberância… nem por qualquer traço físico que poderia realçar… qualquer ato de mera observação não a encontra no meio da multidão, é preciso ver, mas sem procurar.

 

Passo por ela … e agradeço… por ainda me conseguir falar … por me notar … por conseguir que fale com ela… e sobretudo… pelo toque dela!

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:40
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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013

Voltou a acontecer

Existem histórias que nunca vão acontecer ... aquelas que escolhemos não viver e outras que nunca entenderei o porquê?!

 

O tempo vai ensinar a viver com esta sensação, o tempo será também responsável por passado algum tempo transformar tudo numa lição!

Podemos imaginar todas as razões para algo não acontecer, mas talvez sejam assim todos os desfechos de vida... o mundo conspira contra nós e tudo deixado ao acaso talvez não se realize! Consigo imaginar a única razão para acontecer... querer... querer muito! Quando não se quer todas as desculpas servem, quando se quer existe sempre um jeito.

 

Voltou a acontecer, estar ali tão perto e ao mesmo tempo tão distante... fazer parte do dia-a-dia, escutar o riso e observar o sorriso! Sentir a presença, e fazer parte de alguma coisa vazia, sem esperança e sem ser vivida! Tudo vira normal, passa a ser rotina e fechar os olhos apenas faz recordar sem sentir qualquer tristeza... é porque têm de ser e porque querem que seja assim!

 

Não sonho mais com isso... aprendi que viverei com falhas e erros, com algumas faltas e vazios, fica sempre a faltar um pedaço... mas é sem ser completo que procuro me completar! É saber que de novo faço parte ... e assim completo a história!

 

Ensaio do filósofo rafapaim às 06:00
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Domingo, 21 de Outubro de 2012

Eu quero ser o teu problema

Eu quero ser o teu problema, nada de amor heroico, bonito e comovente. Deixo as filosofias otimistas para quem acredita nelas.

Eu quero ser a tua insegurança, o teu objeto de desejo que te faz achar que você só tem defeitos e que certamente não me merece.

Eu quero ser o amor intruso, entrão, inconveniente; invadir o teu pensamento quando um amor menos complicado teimar em se aproximar.

Eu quero ser quem te faz procurar terapias; quero ser relatado a um psicólogo. Nada de rendas brancas, vestidos de noiva, taças cruzadas.

 

Eu quero ser quem te faz sair dos lugares comuns, abandonar jantares importantes e festas com seus melhores amigos.

Eu quero ser a ligação às três da madrugada e te confundir inteira quando você achar que já não quer tanto assim. Também quero ser o telefone que não toca no dia seguinte.

Eu quero ser tuas unhas roídas, tua mania constante de mexer no cabelo, tua síndrome das pernas inquietas.

Eu quero ser a resposta monossilábica para tua declaração.

Eu quero marcar um encontro, uma conversa, um café e, de última hora, desmarcar e numa eventual nova possibilidade de encontro, ver você me esperar outra vez. Nada de fotos, flores, músicas de nós dois.

 

Eu quero ser o teu eterno caso, a lembrança que você lamenta.

Eu quero deixar explícito o meu descaso e te ver, ainda assim, se importando comigo.

Eu quero te desfilar como um troféu perante aqueles que um dia te quiseram e, em casa, te colocar no lugar mais ignóbil de minha estante.

Eu quero ser as cartas que você não consegue jogar fora; a mentira que você não se cansa de acreditar; a saudade que emudece.

 

Eu quero ser os textos que você escreve de madrugada, tua tentativa desesperada de não enlouquecer. Quero ser a tua insônia, a tua insanidade. Teu susto, teu único assunto. Você Julieta, eu Romeu que não morreu.

Eu quero rir da hipótese de um futuro nosso, ver você me odiar por um minuto e voltar a me amar com toda sua raiva logo depois.

Eu quero ser as perguntas que você evita se fazer. Quero ser o seu medo de não aguentar. 

 

Eu quero ser o teu problema, garota. Não por capricho. Não por um motivo pífio.

Eu quero ser o teu problema desde que você se tornou o meu.

Ensaio do filósofo rafapaim às 02:39
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Sábado, 14 de Abril de 2012

The Space Between

You cannot quit me so quickly
There's no hope in you for me
No corner you could squeeze me
But I got all the time for you, love

The Space Between
The tears we cry
Is the laughter keeps us coming back for more
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain

But will I hold you again?
These fickle, fuddled words confuse me
Like 'Will it rain today?'
Waste the hours with talking, talking
These twisted games we're playing

We're strange allies
With warring hearts
What wild-eyed beast you be
The Space Between
The wicked lies we tell
And hope to keep safe from the pain

Will I hold you again?
Will I hold...

Look at us spinning out in
The madness of a roller coaster
You know you went off like a devil
In a church in the middle of a crowded room
All we can do, my love
Is hope we don't take this ship down

The Space Between
Where you're smiling high
Is where you'll find me if I get to go
The Space Between
The bullets in our firefight
Is where I'll be hiding, waiting for you
The rain that falls
Splash in your heart
Ran like sadness down the window into...
The Space Between
Our wicked lies
Is where we hope to keep safe from pain

Take my hand
'Cause we're walking out of here
Oh, right out of here
Love is all we need here

The Space Between
What's wrong and right
Is where you'll find me hiding, waiting for you
The Space Between
Your heart and mine
Is the space we'll fill with time
The Space Between...

 

Dave Matthews Band

Ensaio do filósofo rafapaim às 12:15
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Quarta-feira, 4 de Abril de 2012

o quatro do quatro a uma quarta feira

Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.

Lembrança é quando, mesmo sem autorização, sua imagem surge em meu coração.

Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.

Preocupação é quando o que ainda não aconteceu não consegue sair de meu pensamento.

Indecisão é quando eu sei muito bem o que quero mas acho que devia querer outra coisa.

Certeza é quando a imaginação desiste de procurar e pára.

Intuição é quando o meu coração dá um salto ao futuro e volta rápido.

Pressentimento é uma certeza que pode ser que nem exista.

Vergonha é um pano preto que eu quero para me cobrir naquela hora.

Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja.

Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.

Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Raiva é quando a fera que mora em mim mostra os dentes.

Tristeza é uma mão gigante que aperta meu coração.

Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.

Amizade é quando eu não faço questão de mim e me empresto pros outros.

Culpa é quando eu penso que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia.

Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está a dormir e assume o comando.

Paixão é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra.

 

Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.

Não... Amor é um exagero... também não.

Uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?

Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação.

Este negócio de amor, não sei explicar não.

 

E o desejo que tenho direito pelo dia de hoje não posso revelar sobre a pena de ele nunca se concretizar!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:01
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2012

Sutilmente

E quando eu estiver triste

Simplesmente me abrace

Quando eu estiver louco

Subitamente se afaste

Quando eu estiver fogo

Suavemente se encaixe

 

E quando eu estiver triste

Simplesmente me abrace

E quando eu estiver louco

Subitamente se afaste

E quando eu estiver bobo

Sutilmente disfarce

 

Mas quando eu estiver morto

Suplico que não me mate, não

Dentro de ti, dentro de ti

 

Mesmo que o mundo acabe, enfim

Dentro de tudo que cabe em ti

 

Nando Reis & Skank

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:20
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Sábado, 31 de Março de 2012

Deus está aqui

Quase sempre se reza no vazio, onde sem luz e num silêncio próprio de um deserto, quase nada se vê, ou se deixa ouvir. Esta ausência de resposta acaba por alimentar muitas vezes o temor de que possamos estar, afinal, tremendamente sós.

 

Mas promover o bem de alguém não passa por estarmos onde essa pessoa nos veja, ou onde só nos consiga ouvir, e, muito menos ainda, que tenhamos de lhe falar constantemente.

 

A fé é a evidência do que não se vê, mas é também a desconfiança que faz tremer a terra que nos segura os pés. Nunca foi nem será uma apólice contra todas as dúvidas, desgostos e sofrimentos.

 

Com fé, e por breves momentos, podemos sentir como que uma brisa na face e aprender que existem forças que não se vêem. Afinal, o vento, tal como o amor, não se conhece senão pelo que faz. Nunca ninguém o viu, mas também nunca ninguém o pôs em causa.

 

Só se ama verdadeiramente em silêncio. Mesmo quem não se pode ver. Mesmo quem não se consegue ouvir. Ama-se com o que está aquém das palavras.

 

Deus não é o herói de nenhum conto de fadas. Está aqui, mesmo que ninguém o veja. Sempre por perto, mesmo de quem não acredita. No silêncio onde paira a certeza de que nos amará até ao fim, ou seja, para sempre.

 

Viveu, morreu e ressuscitou. Mas ressuscitar não é simplesmente voltar a este mundo, é viver para sempre num outro de que este faz parte.

 

Por José Luís Nunes Martins, publicado em 31 Mar 2012 - 03:00 ionline

Ensaio do filósofo rafapaim às 13:30
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Quarta-feira, 28 de Março de 2012

Semelhanças...

"Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente!
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca!...
Se o achar, segure-o!"

 Fernando Pessoa

 

“Quando quiser ser, seja!
Quando quiser ir, vá!
Quando quiser voltar atrás, volte!
Quando sentir que deve fazer algo, faça!
Ninguém sabe melhor do que você o que você tem que fazer, quando tem que fazer e de que jeito tem que ser feito.
Vá em frente.
VIVA, com letras maiúsculas.”

Caio Fernando Abreu

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:46
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Segunda-feira, 19 de Março de 2012

Onde você mora?

Amor igual ao teu

Eu nunca mais terei

Amor que eu nunca vi igual

Que eu nunca mais verei

 

Amor que não se pede

Amor que não se mede

Que não se repete

 

Amor...

Você vai chegar em casa

Eu quero abrir a porta

Aonde você mora?

Aonde você foi morar?

 

Aonde foi?

Não quero estar de fora

Aonde esta você?

Eu tive que ir embora

Mesmo querendo ficar

 

Agora eu sei

Eu sei que eu fui embora

Agora eu quero você

De volta pra mim

 

Amor igual ao teu

Eu nunca mais terei

Amor que eu nunca vi igual

Que eu nunca mais verei

Amor que não se pede

Amor que não se mede

Que não se repete

 

Cidade Negra

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:37
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Sábado, 17 de Março de 2012

... de bem!

 

“Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém.
Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem.
Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem.
Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém.
Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem.
... Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem?
Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém.
Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem.
Tô feliz, tô despreocupado, com a vida eu tô de bem.”
 
Caio Fernando Abreu
Ensaio do filósofo rafapaim às 11:08
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Sábado, 10 de Março de 2012

Silk

" Não tenho nada de novo ou revelador para te contar... apenas (e não é nada apenas!!!) gosto de falar contigo... sinto-me mais próxima de mim... próxima daquilo em que acredito! Hoje lembrei-me tantas vezes de um dos teus sorrisos (e que ontem "fotografei"): tão seguro e feliz, tranquilo e sincero... para mim!!!

 

E sorrio também...  feliz por partilhar, feliz por pertencer, feliz por poder respirar junto de ti... (feliz por te rires de mim, quando me babo para o teu ombro... bolas, isto é partilha... sem pudor... sem medo! Ainda que o sono e cansaço também ajudem ao quadro de descontracção total).

 

Esta noite ouvi-te ressonar (levemente, mas roncopatia com certeza!!!)... sorri e pensei: "só quem partillha o sono com ele saberá..." senti-me especial... por te entregares a mim...

 

Mas quem pode sentir alegria e plenitude quando o namorado ressona ao seu lado? E fiquei assim, durante breves minutos (ou talvez segundos) a contar a tua respiração, a sentir o teu corpo em mim... quis, por momentos, que o tempo parasse ali... naquele momento... perfeito! Mas porquê contentar-me só com aquele momento de felicidade? Se eu quero mais... se te quero a olhar e a sentir comigo... se nos quero a "amar de olhos abertos"...

 

Então deixei que o sono me roubasse de ti por mais algumas horas e adormeci de novo... sabia que te iria encontar pela manhã e que nunca um acordar seria tão doce... abri os olhos e lá estavas tu: olhos abertos, com grandes pestanas e aquele sorriso... que adoro desde a primeira noite... em "lisboa à noite"...

 

A vida é feita de coisas simples e pormenores... assim como os grandes amores! "

Ensaio do filósofo rafapaim às 15:03
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Segunda-feira, 20 de Fevereiro de 2012

Parabéns Bié!

Para minha irmã.
Obrigada.
Pelos sorrisos,
Pela força nos momentos difíceis,
Por esquecer minhas falhas,
Por perdoar minhas indelicadezas,
Por esquecer minhas rudezas,
Por permitir ser o que sou,
Por me aceitar,
Por me tolerar o humor,
Por me levar aonde for,
Por se orgulhar do pouco que fiz,
Por respeitar minhas escolhas,
Por não me agredir quando até mereço,
Por estar aqui,
Por saber que posso contar quando precisar,
Pela sabedoria com que me ensina,
Pela paciência com que me orienta,
Pelo amor que me têm,
Por sermos irmãos.
Ensaio do filósofo rafapaim às 00:05
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Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Não tem como doer para decidir...

... as emoções comandam a vida... mas não a podem condicionar!

 

O primeiro pensamento é sempre a saudade... o que irei perder por estar longe, as pequenas coisas e os breves momentos que deixarei de viver com vocês! É o admitir que muitos sonhos e planos falharam por estar num momento tão livre para decidir!A escolha contudo não é um desistir, fugir ou adiar de algo... também não é plano de vida ou algo que sempre ambicionei fazer!

 

Fui obrigado a decidir... nenhum dos cenários pareceu melhor ou pior que o outro, não entre o bom e o mau, o desemprego e o emprego, a prosperidade e a ruína, a tristeza e a alegria ou a solidão e o amor! Talvez a escolha seja apenas entre o conhecido e desconhecido, o que já vivi e o que poderei viver, o certo do incerto, a oportunidade ou a continuidade!

 

Não tenho provas a dar... fiz tudo e completei um ciclo... comecei, recomecei, tentei voltar atrás e segui em frente! É nisso que acredito que tenho hipótese de iniciar um novo projecto, viver um pouco daquilo que sou, a curiosidade e o desafio do novo amanhecer, sabendo que apesar de tudo para ser feliz não depende do lugar apenas depende das pessoas!

 

Será este momento certo... é estar ausente mas não estarei distante!

 

Obrigado a todos pelas palavras... agradeço que tenham tornado a escolha muito mais complicada, isto porque só prova que tudo que tenho conta e é importante para mim! Como em tantas outras filosofias baratas... não tenho tudo o que quero mas tenho seguramente tudo o que preciso!

 

As pessoas que passam na nossa vida e se encontram não é por acaso...

 

Tenho o dia 19 de Fevereiro até às 23:59 para assumir que tudo vai mudar! ;)

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:26
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Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Conselho de mãe...

...Na juventude é a hora de escolher
De escolher a ti mesmo
O que farás de ti mesmo
Se neste momento deixares de escolher
Já estarás escolhendo o pior
Que é justamente
Deixar passar a hora de escolher...

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:52
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Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Estrelas sorridentes!

" As pessoas têm estrelas que não são idênticas para todas. Para umas, que viajam, as estrelas são guias. Para outras, não passam de pequenas luzes. Para outras, que são sábias, são problemas. Para o meu homem de negócios, eram ouro. Todas essas estrelas são mudas. Mas tu, tu terás estrelas como ninguém tem. Quando olhares para o céu, à noite, já que moro numa delas, já que me estou a rir numa delas, é como se todas as estrelas se rissem para ti. Tu, tu terás estrelas que sabem rir! E quando já te tiveres consolado, ficarás contente por me teres conhecido. Serás sempre meu amigo. "

 

Antoine de Saint-Exupéry (O Principezinho)

Ensaio do filósofo rafapaim às 08:29
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Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

E se ...

E se.jpg

Ensaio do filósofo rafapaim às 15:01
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Nem mais... nem menos...

"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las.
Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre."

Gabriel José de la Concordia García Márquez

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:33
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Domingo, 15 de Janeiro de 2012

Galo Doido

... e hoje não escrevo nenhuma sms... não sei o teu número...

... e hoje não enviarei flores... não sei qual a tua preferida...

... e hoje não publico uma música... não sei a tua favorita...

... e hoje não irei comemorar... não sei onde será a festa...

... e hoje não vou aparecer... não sei onde estas...

... e hoje não sei nada de ti... não sei se sabes de mim...

... e mesmo assim fica para sempre o desejo de Felicidades e Muitos Parabéns!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:30
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Sábado, 14 de Janeiro de 2012

A pele que há em mim...

Quando o dia entardeceu
E o teu corpo tocou
Num recanto do meu
Uma dança acordou
E o sol apareceu
De gigante ficou
Num instante apagou
O sereno do céu

E a calma a aguardar lugar em mim
O desejo a contar segundo o fim
Foi num ar que te deu
E o teu canto mudou
E o teu corpo do meu
Uma trança arrancou
E o sangue arrefeceu
E o meu pé aterrou
Minha voz sussurrou
O meu sonho morreu

Dá-me o mar, o meu rio, minha calçada
Dá-me o quarto vazio da minha casa
Vou deixar-te no fio da tua fala
Sobre a pele que há em mim
Tu não sabes nada

Quando o amor se acabou
E o meu corpo esqueceu
O caminho onde andou
Nos recantos do teu
E o luar se apagou
E a noite emudeceu
O frio fundo do céu
Foi descendo e ficou

Mas a mágoa não mora mais em mim
Já passou, desgastei, p'ra lá do fim
É preciso partir
É o preço do amor
P'ra voltar a viver
Já nem sinto o sabor
A suor e pavor
Do teu colo a ferver
Do teu sangue de flor
Já não quero saber

Dá-me o mar, o meu rio, a minha estrada,
O meu barco vazio na madrugada
Vou-te deixar-te no frio da tua fala
Na vertigem da voz quando enfim se cala.

 

Márcia e JP Simões

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:30
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Segunda-feira, 9 de Janeiro de 2012

E assim será... e assim vai ser...

Elas não querem um rapaz com um corpo definido que vá ao ginásio todos os dias, querem sim um rapaz com coração. Claro que pensam na beleza mas a definição de beleza pode ser, às vezes, diferente da nossa. Querem acima de tudo, um amigo!

Alguém para assistir filmes com elas num domingo chuvoso à tarde, querem alguém para conversar e desabafar, alguém não só para beijar como também para abraçar. Não precisam de presentes todos os dias. Gostam de quando brincam com o cabelo delas, é carinhoso. Gostam de quando nos importamos com um problema de alguém da família dela ou de algum amigo dela, mesmo que não tenha nada a ver connosco, demonstra afecto.

Adoram quando as olhamos seriamente. Não querem ser tratadas como bonecas que nós usamos numa noite e deitamos fora no dia seguinte. Aliás, aprendam uma coisa: as meninas podem falar até de ficar por ficar, mas depois vão acabar por criar um sentimento. Não as façam iludir-se se não vão querer nada delas depois.

As mulheres também se divertem, precisam de estar com as amigas nem que seja para uma simples fofoca, ida às compras ou ao cinema, apenas querem falar das coisas de mulheres. Tem ciúmes das nossas amigas porque são inseguras, não é fácil ser tão segura como às vezes parecem ser.

Tem medo que encontremos alguém melhor e as troquem, já aconteceu pelo menos uma vez na vida de qualquer uma. Gostam de beijos inesperados, de quando as apresentamos aos nossos amigos e dizemos 'é a minha namorada'. Gostam que sintam ciúmes mas não exagerem, tudo o que é demais torna-se chato! É bom receber mensagens de madrugada com palavras sinceras, de preferência.

Quando dizem que não precisamos de lhes pagar o almoço, o lanche ou o jantar, é vergonha, não se preocupem com isso. Gostam de quando tiramos fotos com elas sem terem de pedir. Gostam de brincadeiras, nomes queridos e ainda mais de um beijo a meio de uma discussão, é perfeito.

Não devemos falar da boca para fora a meio de uma discussão e muito menos arranjar outra para fazer ciúmes. Quando não soubermos o que dizer porque estão tristes e a chorar, basta ficaremos ali, ao pé delas, abraçando-as e sussurrando um 'eu importo-me contigo', podem ter a certeza que será o suficiente.

Sorriam, elas amam sorrisos. Gostam do nosso jeito desleixado de vestir, não têm que comprar roupa nova cada vez que querem ir te com elas. Gostam de surpresas, mas nada de muito exagerado nem muito caro, uma flor, uma música, tudo isso é o suficiente para sorrirem o resto da semana.

Precisam de atenção cada vez que falam, não as troquem pelos vossos amigos, vão sentir que nos estão a perder e isso irá fazer sentirem-se mal. Levem-nas a festas, é bom sair! Contem-lhes a vossa vida, os vossos medos, os vossos sonhos, o vosso passado, tudo isso lhes interessa, deixem-nas adormecer no vosso colo e vejam filmes românticos com elas mesmo que não gostem.

Não querem que digam que estão lindas quando não estão. Querem sim, como disse lá em cima, um amigo, então, sinceridade. Gostam de andar de mão dada, é sinal que sentem orgulho em estar ao lado delas.

E, por último, mas não menos importante: não as conquistem se não for vossa intenção cuidar delas.

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:30
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Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012

Vida suspensa...

Se... nada disso hoje retirei todos os "ses"... é uma certeza... um momento apenas para crescer, para ser mais, para ser apenas eu... diante do outro, sem defesas ou armadura, peito aberto e cabeça erguida confessando os medos, vontades e sonhos!

 

O passado não se repete... nem o que foi (e se passou) no passado é sinal de que vai ser da mesma forma no futuro, não que as pessoas sejam outras ou que tenham mudado, por vezes apenas porque querem mais do que tudo!

 

Fui capaz... fui "mais eu"... curiosamente fui diferente (mudei!) mas claro que existem marcas, mágoas, dor e sofrimento que não se apagam... os nossos pensamentos ninguém adivinha e o que queremos não tem de ser correspondido e nem tudo tem segunda vez (ou hipótese!).

 

Descreveram-me como o de sempre... como igual... como não sendo possível... importante não é que saibam que ponderei, agi quando soube que não era decisão de momento (sem dor, sem desespero, sem necessidade) mas que eu tenha feito tudo!

 

É verdade... sou o mesmo... mas não vejo e nem vou agir igual...

 

...acabei derrotado... mas vim vitorioso... liguei para ti (aquele... meu beijo recebi! obrigado mana!)!

Ensaio do filósofo rafapaim às 01:07
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Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Esse foi o dia...

Como qualquer história tudo começa bem... o futuro é compreensão, amizade e amor... por momentos pensa no que nunca pensou e cria ilusões que sempre rejeitou! Entende que é possível acreditar na partilha, na confiança e muda...

 

Muda para aprender a confiar, desfaz barreiras e baixa as defesas... entram no seu mundo e na possibilidade de o magoar! Tenta fazer parte... tentar criar algo... porque é agora o começo da sua família... o eu e você são importantes... o nós é extraordinário...

 

Tem os outros, tem a família, tem o ser e o não ser...

 

Não somos de sangue... tínhamos de ser mais...

Não temos passado... tínhamos de ter futuro...

Não temos rotinas... tínhamos de ter confiança...

Não temos ligações... tínhamos de criar tudo...

 

Tenho um belo exemplo perto de mim... eles são a família dela... ele virou da nossa família... ;)

 

Não fui considerado família... os outros podem sempre chegar e partir...

Não tinha o legado certo... a nacionalidade é dos que procuram vantagem fácil...

Não era o mais importante... as decisões não eram conjuntas eram comunicadas...

Não estiveram do meu lado... não fui defendido da opinião e actos dos outros...

 

Depois você desiste, volta a pensar em si... aprende que existem mundos dentro do seu mundo e dos quais não querem que faça parte, aprende que não ficam do seu lado independentemente de tudo...

 

Um dia é o dia... e depois de muito... esse foi o dia...

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:26
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Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Feliz Ano 2012

"Te desejo uma fé enorme.
Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2012 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você."

Caio Fernando Abreu

Ensaio do filósofo rafapaim às 12:23
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Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Foi ... TOP!!!

Em família…

Curioso que senti assim… distante dos meus (não de todos … ) mas completo e sem vazio!!! Muito mais que união de sangue, muito mais que o convívio do dia a dia, foi uma noite em família!!!

Mesmo com quem pelo meu feitio, ou dureza da solidão estou afastado do seu quotidiano… estive em casa… estive com os meus! É gente que conta, que é importante e que jamais esquecerei, fica o gesto… fica o tanto que aprendo com vocês!

Orgulho por fazerem as minhas vezes… distribuíram presentes, sms, desejos e votos para quem do outro lado nada me desejou… gostei de saber que não vos incomoda ou que não imitaram quem do outro lado me ignorou! Que grande lição me deram… fizeram-me reflectir e escrever uma boa mensagem!

Eu sou menos … vocês são mais… MUITO MAIS!!! 1000x MAIS!

Espero que todos possam ler isto … e que a lágrima que cai encha o resto do vosso coração… como um dia aqui escrevi:

… eu não preciso lembrar de vocês porque eu nunca vos esqueço… procuro vocês no meu pensamento sempre vos acho no meu coração …

- ao André que não anima apenas as nossas manhãs …
- para a Mena a felicidade de ter uma segunda mãe…
- Luzinha que nos ensina que o mais difícil do mundo é simples e feito com amor…
- aos vossos pais / avós mais um natal em família…

Foi um excelente natal! Obrigado!

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:30
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Sábado, 24 de Dezembro de 2011

Bom Natal 2011!

Não consigo entender… quem acredita em amizade depois do amor?!
Entendo as boas lembranças… recordações… memórias... e até saudades…
Entendo o sentimento bom que fica… carinho… e até um gostar da pessoa que foi…
Entendo o desejar bem… desejar ser feliz… e até desejar um novo amor…
…
Contudo amigo é muito mais que isso…
Se tudo estiver a correr mal a quem vai recorrer?
Se encontrar um novo amor a quem vai contar?
Se precisar conversar a quem vai ligar?
Se precisar sair quem vai convidar?
…
Não pretendo ficar um conhecido, fingir que sou superior ou provar que ultrapassei…
Se procurar é porque quero voltar…
Se ligar é porque ainda estou a precisar do outro…
Se acreditar é porque ainda estou a amar…
…
Se ainda quiser ser feliz com alguém, esqueça tudo atrás… seja muito directo…
Pergunte se ainda gostam de si!
Declare o seu gostar e amor!
Peça para voltar!
…
Seja muito feliz com qualquer resultado final!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 16:58
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

Happy Smile ;)

… pela primeira vez olho para trás e o fim tem um sabor doce… não que tenha sido diferente de todos os outros ou que tenha sido menos importante ou intenso mas porque aconteceu na hora certa!

… poderia ser mágoa, raiva ou despeito os sentimentos associados contudo nada ficou … nem a amizade nem a indiferença… nem o desprezo nem o orgulho… a lembrança será da coragem da decisão!

… não tenho desejos, votos ou conselhos a dar… não espero que precisem ou contem comigo… acredito que os laços não se partem, as pessoas não se ignoram nem bloqueiam mas mais que procurar alguém é preciso nos encontrarmos!

… tudo resolvido, assente e conversado… os olhos brilham mas não se vêem … o caminho é para longe e se sozinho chegamos mais rápido… acompanhados chegamos mais longe…

… eu levo-vos comigo!

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:35
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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2011

Carta

"Como é que se pode estar assim triste?
É talvez do calor
desta crónica incapacidade
para adormecer antes das três ou quatro da manhã,
da casa silenciosa e escura,
de eu estar assim, sem rede, face a mim próprio.
E há outras coisas...
a morte do meu pai ainda ontem,
a família que fui deixando pelo caminho,
a minha mãe com quem não falo,
a minha saída de junto dos meus filhos, uma vez no Natal,
a mulher que lá ficou,
a casa degradando-se,
a minha culpa.
E o hoje:
o medo de que a morte ronde
e me leve dos meus filhos,
o medo que a morte ronde, sim;
a filha com quem não falo,
o filho que não é feliz,
a nossa vida que mudou tanto,
os problemas de dinheiro,
a insegurança,
a incapacidade para viver este quotidiano,
e ser feliz,
o desejo do campo e do mar
do não fazer nada, senão isto e aquilo,
de que tudo corra bem,
das nossas noites,
da loucura que é apenas
outra forma de entender as coisas...
Posso fazer muitas listas
de estar o Mário triste,
De tudo o que fiz,
de tudo o que não fiz,
de estar vazio o cais,
de nem haver nada que se fume...
Mas continuo fumando,
tal qual Álvaro de Campos
só com menos talento
e vou escrevendo isto,
linha a linha,
na poesia sem mistério
deste meu computador descolorido,
sem saber muito bem o que escrevo,
até para quem escrevo,
talvez para ti,
que não gostarás de saber disto..."

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:40
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Sexta-feira, 10 de Junho de 2011

O meu pequeno ser!

O ser humano precisa mais do que a sobrevivência...

A ausência de conforto material custa imenso, mas a dor maior é a distância... longe daquilo que conta... longe de quem conta! Não entendi ainda a estranha sensação de abandono, não porque nos desiludimos mas apenas porque tudo mudou... foi uma curiosa e valiosa mudança, saber que a lembrança de um abraço, de um sorriso e de uma palavra fazem diferença num tempo tão veloz para a alegria e tão lento para a dor da saudade!

Orgulho... saber que do nada se faz tudo, saber que mesmo do outro lado somos importantes e conseguir retribuir um pouco do que tanto recebemos foi o começo de uma nova etapa!

Sinto e sei que sempre falei pouco, faltaram-me as palavras mas nunca o sentimento... não sei se algum dia fui para todos o que foram para mim, se alguma vez falei que sinto a vossa falta... ou se algum dia mostrei o quanto gosto de todos... não fiquei frio, isolado ou ressentido... fiquei forte, ou tentei ser forte, porque o medo tem essa capacidade de nos transformar e moldar!

Não sinto dor, nem tristeza... e nem precisam ficar preocupados comigo porque sigo confiante que o amanhã sempre nos vai aproximar!

Existe quem acredite em milagres... eu acredito que a vida é um milagre!

Aquele beijo!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:38
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011

The Man Who (Still) Can't Be Moved

Ela tem boca torta
Nariz grande
Cabelo mal cortado
Rói as unhas
Usa cunhas
Mas eu estou apaixonado

Ele tem as suas sardas
Pontos negros
Uma boca exagerada
Desafina e desatina
Mas eu estou apaixonada

Ela é ciumenta, rabugenta
Embirrenta e tagarela
Intriguista e moralista
Mas eu estou louco por ela

Ele faz cenas gagas, altas fitas
Não tem confiança em mim
Faz-se caro, faz-me trombas
Mas eu gosto dele assim

Diz-se que o amor é cego
Deforma tudo a seu jeito
Mas eu acho que o amor descobre
O lado melhor do que parece defeito

Porque eu gosto, gosto dele
E ela gosta, gosta de gostar de mim

Clã - Embeiçados

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:00
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Domingo, 17 de Abril de 2011

Do fundo do coração...

"O Amor não será o que sucede nessas histórias mais ou menos acidentadas que acontecem entre homens e mulheres. A maior parte das vezes esses "amores" não são senão egoísmos entrelaçados. O Amor, tal como o ser, implica uma saída de si mesmo, uma manifestação. É um fluxo constante que sai do que ama para o amado, a fim de o envolver e confirmar a cada instante que ele é digno de existência. O Amor brota pelas brechas que abre no egoísmo que reveste a alma. Perante a morte de alguém que amamos sentimos uma ausência, porque de facto se perdeu o rasto a um pedaço de nós que vivia naquele coração, naquela alma, naquele ser. Quando morre alguém que nos amou, de facto, ele permanece presente e vivo em nós, uma vez que foi também aqui, no fundo de nós, que ele quis estar e ser.

Mas não se deve ver o Amor apenas pela sua luz, pois, se ilumina, fá-lo para combater uma escuridão tremenda. Eis a razão pela qual, na dor e no sofrimento, se reconhece, mede e avalia o Amor de que é capaz. Por isso disse Soror Mariana: "Do fundo do coração Vos agradeço o desespero que me causais, e detesto a tranquilidade em que vivia antes de Vos conhecer." O Amor é a suprema contradição. Não é sequer humano. Não fosse ele o acto divino por excelência e estaríamos a falar de algo humanamente comum. Não o é. Nesta entrega incondicional há um momento único: é precisamente quando, pelo Amor, saímos de nós mesmos... que aparecemos diante dos nossos próprios olhos... "

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:40
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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

Não desistas de mim...

A porta fechou-se contigo
Levaste na noite o meu chão
E agora neste quarto vazio
Não sei que outras sombras virão
E alguém ao longe me diz

Há um perfume que ficou na escada
E na TV o teu canal está aberto
Desenhos de corpos na cama fechada
São um mapa de um passado deserto
Eu sei que houve um tempo em que tu e eu
Fomos dois pássaros loucos
Voamos pelas ruas que fizemos céu
Somos a pele um do outro

Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora

Ainda sei de cor o teu ventre
E o vestido rasgado de encanto
A luz da manhã e o teu corpo por dentro
E a pele na pele de quem se quer tanto

Não tenho mais segredos
Escondi-me nos teus dedos
Somos metades iguais
Mas hoje só hoje
Leva-me para onde vais
Que eu quero dizer-te

Não desistas de mim
Não te percas agora
Não desistas de mim
A noite ainda demora

E não desistas de mim
Não te percas agora

Pedro Abrunhosa

Ensaio do filósofo rafapaim às 13:44
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Domingo, 23 de Janeiro de 2011

Por vezes não merecem mesmo!

"Sou egoísta, impaciente e um pouco inseguro. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor!"

Ensaio do filósofo rafapaim às 13:34
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Sábado, 1 de Janeiro de 2011

Resolução de Ano Novo

De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...

Não quero com isso
Dizer que o amor
Não é bom sentimento
A vida é tão bela
Quando a gente ama
E tem um amor
Por isso é que eu vou mudar
Não quero ficar
Chorando até o fim
E prá não chorar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...

Não vai ser fácil
Eu bem sei
Eu já procurei
Não encontrei meu bem
A vida é assim
Eu falo por mim
Pois eu vivo sem ninguém...

De hoje em diante
Eu vou modificar
O meu modo de vida
Naquele instante
Em que você partiu
Destruiu nosso amor
Agora não vou mais chorar
Cansei de esperar
De esperar enfim
E prá começar
Eu só vou gostar
De quem gosta de mim...

Caetano Veloso

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:47
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

S.O.S.

Where are those happy days
They seem so hard to find
I tried to reach for you
But you have closed your mind

Whatever happened to our love?
I wish I understood
It used to be so nice
It used to be so good

So when you're near me, darling
Can't you hear me
S. O. S.

The love you gave me
Nothing else can save me
S. O. S.

When you're gone
How can I even try to go on?
When you're gone
Though I try how can I carry on?

You seem so far away
Though you are standing near
You made me feel alive
But something died I fear

I really tried to make it out
I wish I understood
What happened to our love
It used to be so good

So when you're near me, darling
Can't you hear me
S. O. S.

The love you gave me
Nothing else can save me
S. O. S.

When you're gone
How can I even try to go on?
When you're gone
Though I try how can I carry on?

ABBA

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:00
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

Feliz Natal e Feliz Ano Novo!

Fim de ano, a gente pensa em mudanças...
A vida vive pedindo para a gente mudar.
Você sabe bem disso!

Vamos... cedam às forças internas que pedem para você mudar sem resistir.
Afinal, toda mudança é para melhor, sabia?
Olhe para trás e veja as fases de sua vida. Nem sempre foi confortável... especialmente para pessoas com maneiras e ideias muito cristalizadas.

Mas é preciso estar disposto a jogar fora gradualmente as ideias que parecem boas, confortáveis e seguras.
E quando estiver completamente livre e aberto para receber ideias novas e revolucionárias, as mudanças vão acontecer em sua vida...

Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que muitas vezes nem você conseguiu conquistar.
E, definitivamente, deixe de ser crítico e trabalhe mais para você, para a sua felicidade e para o mundo, sem se esquecer de agradecer.

Agradeça a tudo que você tem na vida.
Tudo!
Inclusive aquilo que você chama de dor!

Nossa compreensão do mundo, é muito reduzida para julgar os outros...

Encare a mudança como um degrau para revelações ainda maiores e mais maravilhosas que estão aguardando lugar em você para poderem se manifestar.
Você não pode avançar para o novo se ainda está obstruído e contaminado pelo velho. Deixe-o para trás.

E tem mais...
Mude enquanto você tem o poder de fazer isso.
Pela dor ou pelo amor, você pode mudar... ?
Ou então saiba que alguém ou alguma situação poderão guiar o seu processo de mudança e de transformação.

Vamos! Coragem! Você pode! Você é capaz! Supere-se!

A razão da sua vida é você mesmo!

Feliz Natal e Feliz Ano Novo para todos vocês!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 09:10
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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010

Um dia desses...

"É tudo muito rápido e assim que chegas já estás utilizando o gerúndio sem te dares conta e entre a casa e a praia já bebeste um chopp e há uma agitação de vendedores ambulantes, vapores de gasolina, um machete decapitando um coco com água de gelar o céu-da-boca. Depois há cervejas na praia, o cheiro da maconha fumada por rapazes que não usam sunga e que talvez tenham profissões artísticas e se desloquem em bicicletas. Em seguida estás num lugar com mais gente e é de noite e os morros iluminados ficam mais bonitos por causa das lentes da cachaça e o teu amigo diz-te, numa festa no Centro, que nunca pensou que as brasileiras fossem tão altas. Dormes pouco e acordas cedo porque a ventoinha no tecto produz um barulhinho bom, mas não refresca. Sais para a praia e no final do dia, num terraço onde se viam urubus planando sobre os prédios, tiveste a certeza que a combinação cachaça & chopp é remédio para a felicidade. No dia seguinte: praia, feijoada, cerveja e cachaça até que a noite apareceu e no Rio podes entrar no mar sem a histeria de um sequestro. É tudo muito rápido, os dias têm a mesma intensidade das semanas em que foste feliz e a presença constante de uma suspeita: mudar de vida é mais fácil do que parece. Porque estás num lugar tão esplendorosamente novo percebes que aqui só um masoquista ficaria deprimido. Talvez não haja nenhuma lição a tirar destes dias que parecem música. Mas quando caminhas para a praia e um dos quiosques passa "Beija eu", de Marisa Monte, sabes que viver com música também é remédio gostoso para a felicidade."

Ensaio do filósofo rafapaim às 11:19
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Sábado, 11 de Dezembro de 2010

Guerra das Rosas

Partis-te sem dizer adeus nem nada
Fingiste a culpa era toda minha
Disseste que eu tinha a vida estragada
E eu gritei-te da escada que fosses morrer sozinha
Voltaste e nem desculpa pediste
Perguntaste porque é que eu tinha chorado
Não respondi, mas quando vi que sorriste
Eu disse que estava triste porque tu tinhas voltado

Zangada esvaziaste o meu armario
E em nada ficou meu disco preferido
De raiva rasguei o teu diario, virei teu saco ao contrário, dei-te cabo do vestido
Queimaste o meu jantar favorito
Deixaste o meu champanhe azedar
E quando cozinhei o piriquito para abafar o teu grito, eu começei a cantar...

Fumavas e eu nem suportava o cheiro
Teimavas em me acender um cigarro
E quando tu me ofereceste um isqueiro
Atirei-te com o cinzeiro, escondi as chaves do carro
Não queria que visses televisão em dia de jogos de portugal
Torcias contra a nossa seleçao, se eu via um filme de acçao tu mudavas de canal

Tu querias que eu fosse contigo ao bar
Só ias se eu nao entrasse contigo
Sai-a pra nao ter de te aturar, tu ficavas a dançar com o meu melhor amigo
Gozavas porque eu nao queria beber
Ralhavas ao ver-me de grao na asa
Eu ia a festa sem te dizer, nunca cheguei a saber, se tu ficavas em casa

Tu deste ao porteiro roupa minha
Soubeste que lhe dera o teu roupao
Eu dei o teu anel á vizinha pela estima que lhe tinha
Ofereceste-lhe o meu cão
Foste lendo o teu romançe de amor
Sabendo que eu nao gostava da historia
No dia de o mandares para o editor, fui ao teu computador
Apaguei-o da memoria.
Se cozinhasvas eu jantava sempre fora
Juravas que eu havia de paga-las
Aqui na rua dizas-me a toda a hora que quando eu me fui embora
Tu ficaste-me com as malas
Depois desses anos infernais
Os dois eramos caso arrumado
Achando que também era de mais
Juramos pra nunca mais, foi cada um pra seu lado.

No escuro tu insiste que eu nao presto
Eu juro que falta a parte melhor
O beijo acaba com o teu protesto, amanha conto-te o resto
Boa noite meu amor!

Camané

Ensaio do filósofo rafapaim às 12:55
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

Parabéns Pai!

E hoje o pensamento anda lá longe... o sentimento, esse sempre trago comigo… não existe montanha tão alta, nem rio tão comprido que nos afaste ou leve a lembrança! A mensagem continua de esperança e de votos de felicidades, não fossem nestes dias as filosofias “mais” pessoais e “menos” baratas... parabéns e tudo a correr bem neste novo ano e que seja repleto de conquistas e sucessos!

Hoje festejamos deste lado o dia... como sempre foi... os três juntos a “recordar e a lembrar” o que ainda falta para viver (e muito ainda para fazer)! O mais importante é saber que as coisas são passageiras e os sentimentos eternos... são prolongados pelos nossos e nesse campo até já somos mais (falto eu... mas me aguardem! ehehe).

Enquanto existir caminho... a gente vai andar... sozinhos poderíamos ir mais rápido mas acompanhados vamos sempre chegar mais longe!

Ensaio do filósofo rafapaim às 11:50
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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

48hs

Escolher entre estar acompanhado ou sozinho… não é escolher entre ser solteiro ou estar numa relação…

Escolher entre liberdade ou compromisso… não é escolher entre diversão ou submissão…

A escolha habitual das pessoas entre as diversas situações será aquela em que menos podem perder (dos males o menor)… contudo qualquer escolha deve ser feita entre aquelas em que mais vai ganhar… e não aposte que vai ser sempre bom… não se iluda que vai ser sempre melhor… a solução como na filosofia anterior esta dentro de nós!

Pode até parecer parecido… mas garanto que faz toda a diferença

Não existe mais aquela que as pessoas se completam… isso é mentirinha que resulta até certa idade… depois o que você realmente procura são pessoas que se somem… isto é, pessoas em que pode ganhar alguma coisa com a convivência com elas (nesse campo os itens a considerar podem ser os mais variados… dependo do que você considerar como importante!).

Nessa altura… um breve instante pode ser quase tão importante como uma eternidade… querer medir sentimentos por tempo, proximidade ou atenção é carência e dependência… sentimento é pessoal e pode durar mesmo sem ser correspondido! As coisas mudam quando você deixa de acreditar… não quando a querem fazer deixar de acreditar!

Tem até estilo do “segredo” mas é apenas a verdade que nos impedimos de ver…

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:30
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Domingo, 21 de Novembro de 2010

Bento XVI

"A mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. (...) Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade"

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:16
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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010

Incertezas!

A questão não é tudo ter mudado: é, depois de ter mudado, mudar outra vez, mais depressa do que mudava antes. Os acontecimentos prevalecem sobre os dogmas.

É mau?

Mau talvez tenha sido termos um dia acreditado que podia não ser assim. Os piores erros cometem-se sempre sem duvidar, as maiores asneiras fazem-se sem pensar. Talvez um bocado de incerteza não nos faça mal.

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:47
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Mudar o verbo...

E porque falar em um dia ir… e não dizer antes que fui…

E porque falar em fazer… e não dizer antes que fiz…

E porque adiar um destino, um sonho, uma oportunidade… e não aproveitar antes o melhor de tudo!

Muitos falam que não podemos ter tudo, que devemos ponderar, que temos de medir bem todas as consequências e todos os resultados… contudo são os mesmos que sentem falta dos tempos em que eram mais jovens e que cada decisão representava o fim do mundo, onde o “sim” de alguém especial nos levava ao paraíso, e o “não” era a condenação eterna ao inferno!

O momento certo para fazer alguma coisa é este… nunca depois de mais alguma coisa… tentar agradar os outros, inventar riscos e perigos, ter medo de sofrer e arriscar são as atitudes responsáveis e adultas que inventamos para serenar o espírito.

Podemos acalmar a nossa mente… mas jamais acomodaremos o nosso coração e alma… no fundo de tudo esta o nosso “acreditar” a nossa “paixão e amor” … e quando existe em dose suficiente, e quando temos a coragem suficiente então tudo ultrapassa!

Tenho na vida mil planos… tenho na vida mil problemas… tenho em mim uma única solução…

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:06
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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010

Um final infeliz...

Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.

Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer.

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:00
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Sábado, 30 de Outubro de 2010

Closer to the Edge

I don't remember the moment I tried to forget
I lost myself is it better not said
Now I'm closer to the edge

It was a thousand to one and a million to two
Time to go down in flame and I'm taking you
Closer to the Edge

No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe we'll meet again
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe we'll meet again

Can you remember a time when the truth ran free?
The birth of a sun
The death of a dream
Closer to the Edge

This never ending story
Paid for with pride and fate
We all fall short of glory
Lost in our fate

No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe we'll meet again
No I'm not saying I'm sorry
One day, maybe we'll meet again

I will never forget
No No
I will never regret
No No
I will live my life

30 Seconds to Mars

Ensaio do filósofo rafapaim às 08:43
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Sexta-feira, 29 de Outubro de 2010

Para um dia mais tarde...

Ele: Sabe o que eu diria se reencontrasse você...?
Ela: Não. Nunca saberia. Você sempre se preocupou em ser imprevisível...
Ele: ...
Ela: Mas, provavelmente, eu sei o que você esperaria que eu lhe dissesse...
Ele: O quê...?!
Ela: Que me arrependo de ter partido e agora sei que sempre te amei.
Ele: ...
Ela: ...
Ele: E você só pode deduzir o que espero que você diga baseando-se no último "eu" que você encontrou...
Ela: E você não é mais o mesmo?
Ele: Nem eu, nem você...
Ela: ...
Ele: ...
Ela: O que será que eu estaria dizendo nesse momento, então, sendo o "eu" que sou agora?
Ele: Não importa... Desde que você seja um "você" melhor do que você era...
Ela: Está dizendo que eu não era boa o suficiente?
Ele: No mínimo, que me interpretava mal, como está fazendo agora...
Ela: Não sou eu. É você me reflectindo...
Ele: ...
Ela: E você? É uma pessoa melhor hoje?
Ele: Acredito que seja o melhor "eu" que já fui...
Ela: Mas, pelo visto, ainda prepotente.
Ele: ...
Ela: Mas não de um jeito arrogante. Suas prepotências sempre foram muito inocentes.
Ele: Sabe o que eu diria se reencontrasse você...?
Ela: Não. O que diria?
Ele: Também não sei...
Ela: ...
Ele: Só sei que, hoje, diria sorrindo...
Ensaio do filósofo rafapaim às 19:59
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Sexta-feira, 22 de Outubro de 2010

Sem precisar fingir...

O tempo pode passar… as pessoas podem mudar… mas sinceramente são poucas as coisas que realmente mudam! Somos levados a disfarçar, a fingir que podemos fazer diferente e com isso melhorar, contudo o que fica adormecido não fica esquecido.

Não sabemos confiar, não sabemos acreditar, somos dotados de frieza, maldade e por facilidade e fraqueza assumimos os nossos erros nas outras pessoas! Quando capazes do pior, vemos sempre o pior…

Não custa o silêncio, nem a solidão… não custa a dor, nem as lágrimas… não custa a ausência nem a separação…

A tarefa mais simples do mundo é realmente aquela que é a mais difícil… ser tudo para quem nos é tudo!

Existem regras… existem conselhos… existem comportamentos… existem personalidades… existem defeitos… existem erros… existem egos… existe a necessidade de preencher as fragilidades, as dúvidas e todos os nossos medos!

É assim que realmente acaba… quando o que pensam que somos… não é o que na verdade somos!

Ensaio do filósofo rafapaim às 10:51
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Sábado, 7 de Agosto de 2010

Real Estate

Porque o esforço sempre compensa... e o bom trabalho acaba sempre reconhecido...

Ensaio do filósofo rafapaim às 11:21
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Um país de chicos habitado por totós

Eu sou um 'totó'. E quando olho para a esquerda e para a direita enquanto escrevo esta crónica só vejo 'totós'. Ser 'totó' tem as suas vantagens. Acreditamos que contribuímos para uma sociedade mais justa, que somos uma das pedras basilares da democracia, idealizamos um país melhor e à noite dormimos descansados.

Qualquer um pode ser 'totó'. Para isso basta cumprir todas as suas obrigações fiscais qualquer que seja a sua situação profissional, acreditar que a justiça ainda funciona, que o sistema público de saúde é o melhor que existe, que a educação pública é uma alternativa e que os políticos ainda podem mudar, a eles próprios e ao que está mal no país.

Se tiver um emprego por conta de outrem (principalmente numa empresa responsável, multinacional ou cotada em bolsa), então é logo promovido a 'totó', mesmo que não o queira.

Às vezes chamam-nos 'cidadãos responsáveis', e ficamos orgulhosos com o rótulo, até ao momento em que encontramos o 'chico-esperto'.

O 'chico tipo 1' lamenta-se a toda a hora da situação do país, do Estado que não funciona, do Governo que nada faz, dos ricos que são pulhas e que são vítimas. E depois vivem à custa dos impostos dos outros através de um Estado social cada vez mais ineficiente e trabalham aqui e ali numa economia paralela.

O 'chico tipo 2' trabalha para o Estado, num organismo ou empresa pública qualquer, tem o seu ordenado garantido, não tem de se preocupar com o futuro, cruza os braços porque "sempre foi assim" e sonha todos os dias com os direitos adquiridos.

O 'chico tipo 3' é o rei dos 'chicos'. Poder de compra elevado, atividades liberais, milhões de rendimento quase todos não declarados, utilização de empresas prestadoras de serviços, de offshores. E depois passa os dias a dar conselhos de como se devia ou não gerir o país.

As contas públicas do primeiro semestre mostram como este país de 'chicos-espertos' continua a ser mantido por 'totós'. O Estado continua a gastar cada vez mais (mais 5,1%), como se não estivéssemos em crise, e a pouca contenção orçamental é conseguida à custa de mais impostos (mais 6%). Tal e qual como aconteceu nos últimos 10 anos.

Podem agora andar a discutir revisões constitucionais, crises políticas e eleições que os 'chicos' agradecem, pois permite-lhes manter o seu status sem terem de mexer uma palha. E claro que podem contar sempre com os 'totós' para continuarem a pagar os seus impostos, para sustentarem o Estado e para ainda dizerem "obrigado por nos deixarem fazê-lo".

Quando falo com pessoas da minha geração sobre o futuro tenho sempre as mesmas respostas. Alteram entre o "se pudesse ia-me embora" e o "vou-me embora", mas são unânimes em dizer "vou aconselhar os meus filhos a fazê-lo".

Como seria este país de 'chicos' sem os 'totós'?

João Vieira Pereira (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 29 de Julho de 2010

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:30
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010

Satisfaction

… Dias de festa… Dias de celebração… Dias atrás de dias…

Não lembro como começou mas tenho a certeza como vai acabar… nada aconteceu de especial apenas foram dias atrás de dias sempre a regressar ao mesmo lugar, sempre o mesmo acreditar, sempre o mesmo lugar…

Agora tudo mudou, talvez nada tenha acabado e nada tenha mudado mas é tempo de celebrar mais um passo em frente, mais um sucesso, uma decisão que separa os caminhos mas aproxima as pessoas…

O inevitável foi alterado, o constante resolveu mudar-se, a certeza tem agora dúvidas e a surpresa sabia o seu destino… ficaram as cadeiras vazias, as férias alteradas mas iremos festejar e bronzear a amizade…

Sempre fica muito para escrever… mas as palavras não são precisas quando sabemos o que o outro sente ou quer dizer!

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:00
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Terça-feira, 20 de Julho de 2010

Cuidado ao comprar software doméstico II

Caro Apoio Técnico,

No ano passado fiz um upgrade do NAMORADO 5.0 para o MARIDO 1.0 , e notei uma redução significativa de performance, principalmente nas aplicações FLORES e JÓIAS, que operavam sem falhas no NAMORADO 5.0.

Além disso, o MARIDO 1.0 desinstalou outros programas importantes como ROMANCE 9.5 e ATENÇÃO AO QUE EU DIGO 6.5 e ainda instalou aplicações indesejáveis como JOGO DE FUTEBOL 5.0.

Também não tenho conseguido rodar o programa CONVERSAÇÃO 8.0 e o AJUDAR EM CASA 2.5: o sistema simplesmente bloqueia. Tentei fazer correr o RECLAMAÇÕES 5.3 para corrigir esses problemas mas não consegui nada. O que faço?

Ass.: Utilizadora desesperada.


RESPOSTA DO APOIO TÉCNICO


Cara Utilizadora desesperada,

Primeiro, tenha em mente que o NAMORADO 5.0 é um pacote gratuito e de entretenimento, enquanto MARIDO 1.0 é um sistema operativo.

Comece por fazer o download de Lágrimas 6.2 e depois digite o comando C:/EU PENSEI QUE ME AMAVAS para instalar o SENTIMENTO DE CULPA 3.0. Essa operação actualiza automaticamente as aplicações FLORES 3.5 e JÓIAS 2.0.

Mas lembre-se que o uso em excesso dessas aplicações no Marido 1.0 pode activar alguns programas indesejáveis como SILÊNCIO TOTAL 6.1 , IR VER O FUTEBOL COM OS AMIGOS 7.0, que invariavelmente instala o CERVEJA 6.1..

Este último é terrível, pois cria arquivos do tipo WAV da versão RESSONANDO ALTO 2.5.

De qualquer forma, NUNCA instale SOGRA 1.0 ou reinstale qualquer versão de NAMORADO. Estas aplicações são incompatíveis e vão bloquear o MARIDO 1.0.

Em resumo, MARIDO 1.0 é um óptimo sistema, mas ele tem limitações de memória e demora a correr certas aplicações. Para o perfeito funcionamento do sistema, sugerimos que a senhora adquira alguns programas adicionais.

Recomendamos:

JANTAR ROMÂNTICO3.0, LINGERIE SEXY 6.9 e SEXO 7.0

Muito cuidado : Algumas clientes instalam o FILHO 1.0 para tentar dar estabilidade ao sistema e muitas vezes isso causa alguns efeitos contrários, sendo necessário, antes, uma verificação total no sistema para garantir espaço no disco e, principalmente, ter um SWAP adequado no MONEY 3.0.

Boa Sorte.

(a versão para homens esta aqui)

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:56
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Domingo, 16 de Maio de 2010

No Air

Tell me how I'm supposed to breathe with no air …

If I should die before I wake
It's 'cause you took my breath away
Losing you is like living in a world with no air

I'm here alone
Didn't want to leave
My heart won't move, it's incomplete
Wish there was a way that I can make you understand

But how do you expect me
To live alone with just me
'Cause my world revolves around you
It's so hard for me to breathe

Tell me how I'm supposed to breathe with no air
Can't live, can't breathe with no air
That's how I feel whenever you ain't there
It's no air, no air
Got me out here in the water, so deep
Tell me how you gon' be without me
If you ain't here, I just can't breathe
It's no air, no air

I walked, I ran
I jumped, I flew
Right off the ground to float to you
There's no gravity to hold me down
For real

But somehow I'm still alive inside
You took my breath, but I survived
I don't know how
But I don't even care

So how do you expect me
To live alone with just me
'Cause my world revolves around you
It's so hard for me to breathe

Tell me how I'm supposed to breathe with no air
Can't live, can't breathe with no air
That's how I feel whenever you ain't there
It's no air, no air
Got me out here in the water, so deep
Tell me how you gon' be without me
If you ain't here, I just can't breathe
It's no air, no air

Jordan Sparks ft. Chris Brown

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:30
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Sexta-feira, 14 de Maio de 2010

O que ainda não foi feito!

… e quando todos fazem melhor… o mau desaparece… e o bom fica perfeito!!! (L)

Se cada pessoa exigir a si própria que faça o melhor, que tome as atitudes correctas, que não seja influenciada por outros ou por maus sentimentos (ou mesmo quando se tenta proteger ou poupar alguém da verdade)... então aquilo que é mau vai cada vez sendo menor até que desaparece... e o que é bom vai aumentando até se tornar perfeito!

Enquanto existir uma forma de fazer diferente... enquanto o desfecho final poder ser influenciado por uma atitude, uma palavra, um gesto, uma acção, uma nova oportunidade... segue acreditando que não é tudo igual... não é nem foi sempre assim e muito menos vai ser sempre dessa forma porque quando se é para fazer... ou se faz bem ou então não se faz!

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:09
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Terça-feira, 27 de Abril de 2010

More than one

... na vida a materialização de uma ideia ou de um projecto não decorre de um acto solitário, é necessariamente fruto de um esforço conjunto, cujos resultados serão tanto melhores quanto maior for o empenhamento e a qualidade individual de cada participante ...

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:20
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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

A melhor altura para decidir...

Agora sabendo tudo… como sorrir… como ser feliz… como amar… o resto fica pequeno e menor perto de tamanho detalhe e pormenor! Encontro-te como sempre e para sempre nos meus sonhos!

Existem os que escolhem a simplicidade… a felicidade… a amizade… a intimidade… a cumplicidade… a alegria… a partilha… a companhia… a paixão… o perdão… ou o amor! Eu !?!? … eu escolho-te a ti que és isto tudo e muito mais! Aquele beijo de fé e milagre! Esta tudo dentro de nós!

… é show … com swing e tchan …

Ensaio do filósofo rafapaim às 22:08
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Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Primeiro Amor

É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.

Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.

O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói - porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre demais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. É inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.

Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.

É como uma criança que põe os dedos dentro de uma tomada eléctrica. É esse o choque, a surpresa «Meu Deus! Como pode ser!» do primeiro amor. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar electrodomésticos à corrente. Este amor mói-nos o juízo como a Moulinex mói café. Aquele amor deixa-nos cozidos por dentro e com suores frios por fora, tal e qual num micro-ondas. Mas o «Zing!» inicial, o tremor perigoso que se nos enfia por baixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo, naquele micro-segundo de electricidade que nos calhou, só acontece no primeiro amor.

O primeiro beijo é sempre uma confusão. Está tudo a andar à volta e não se consegue parar. A outra pessoa assalta-nos e deixa-nos tontos, isto apesar de ser tão tímida e inepta como nós. E os nomes dos nossos primeiros amores? Os nomes doem. Parecem minúsculos milagres. Cada vez que se pronunciam, rebenta um pequeno terramoto no equador. E as mãos? Quando a mão entra na mão de quem se ama e se sente aquele exagero de volts e de pele, a única resposta sensata é o assassínio, o exílio, o suicídio. Nada fica de fora. O mundo é uma conspiração cinzenta de amores em segunda mão. Nada é puro fora daquelas mãos. O tesouro está a arder, as pessoas estão a morrer, os olhos cheios de luz estão a cegar, mas o primeiro amor é também, e sem dúvida, o primeiro amor do mundo.

O primeiro amor é aquele que não se limita a esgotar a disposição sentimental para os amores seguintes: quer esgotá-la. Depois dele, ou depois dela, os olhos e os braços e os lábios deixam de ter qualquer utilidade ou interesse. As outras pessoas - por muito bonitas e fascinantes que sejam - metem-nos nojo. Só no primeiro amor.

Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor - é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de poder-mos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltamos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos disparados de um obus, com penas a esvoaçar por toda a parte.

Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer «Alto-e-pára-o-baile», amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores - o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.

Podem ficar com a ternura dos 40 e com a loucura dos 30 e com a frescura dos 20 - não outro amor como o doentio, fechado-no-quarto, o amor do armário, com uma nesga de porta que dá para o Paraíso, o amor delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer outra coisa com coisa, nem falar, nem pedir para sair, nem sequer confessar: «Adeus Mariana - desta vez é que me vou mesmo suicidar.» Podem ficar (e que remédio têm) com o savoir-faire e os fait-divers e o «quero com vista pró mar se ainda houver». Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.

Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: Não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida - e não há milagres em segunda mão. É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca. É um misto de «Livra! Ainda bem que já acabou!» e de «Mas o que é isto? Para onde é que foi?».

Os outros amores são maiores, são mais verdadeiros, respeitam mais as personalidades, são mais construtivos - são tudo aquilo que se quiser. Mas formam um conjunto entre eles. O segundo e o terceiro e o quarto, por muito diferentes, são mais parecidos. São amores que se conhecem uns aos outros, bebem copos juntos, telefonam-se, combinam ir à Baixa comprar cortinados. O primeiro amor não forma conjunto nenhum. Nem sequer entre os dois amantes - os primeiros, primeiríssimos amantes. Acabam tão separados os dois como o primeiro amor acaba separado dos demais. O amor foi a única coisa que os prendeu e o amor, como toda a gente sabe, não chega para quase nada. É preciso respeito e bláblá, compreensão mútua e muito bláblá, e até uma certa amizade bláblá. Para se fazer uma vida a dois que seja recompensadora e sobretudo bláblá, o amor não chega. Não se vive só dele. Não se come. Não se deixa mobilar. Bláblá e enfim.

Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro e esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último.

Afinal nem é por ser primeiro, nem é por ser amor. A força do primeiro amor vem de queimar - do incêndio incontrolável - todas aquelas ilusões e esperanças, saudades pequenas e sentimentos, que nascem em nós com uma força exagerada e excessiva. Como se queima um campo para crescer plantas nele. Se fôssemos para todos os outros amores com o coração semelhantemente alucinado e confuso, nunca mais seríamos felizes. É essa a tristeza do primeiro amor. Prepara-nos para sermos felizes, limando arestas, queimando energias, esgotando inusitadas pulsões, tornando-nos mais «inteligentes».

É por isso que o primeiro amor fica com a metade mais selvagem e inocente de nós. Seguimos caminho, para outros amores, mais suaves e civilizados, menos exigentes e mais compreensivos. Será por isso que o primeiro amor nunca é o único? Que lindo seria se fosse mesmo. Só para que não houvesse outro.

Miguel Esteves Cardoso ... (leia também Elogio ao Amor)

... Adeus é o mesmo sentimento que AmoR apenas com o "A" no início e sem o "R" no final ...

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:32
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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Pequeno e desgraçado país

Somos um pequeno e desgraçado país. Não somos pequenos e desgraçados porque sempre fomos; afinal, não somos o Haiti, não somos a Bolívia, não somos a Serra Leoa, não somos o Uganda, não somos a Moldávia, não somos a Guiné; não somos assim porque nos fizeram assim, não fomos colonizados, não descendemos de escravos, não fomos deportados, explorados, invadidos, vencidos. A União Soviética não nos pisou com bota cardada e a Alemanha não nos ocupou. Tivemos um ditador e tivemos a revolução sem sangue e a criação da democracia e dos partidos. Tivemos os fundos europeus e a absorção de um milhão de retornados. Tivemos colónias, ouro, escravos e uma história que não nos envergonha. Temos uma longa e estabelecida nacionalidade. Temos a coragem e o génio de ter escapado a Castela. Temos a miscigenação, a lírica e a épica. Temos as descobertas e a geração de Aviz. Temos uma identidade e uma cultura, temos uma língua falada por milhões. Temos 800 km de praia e sol.

Temos muitas razões para sermos felizes. E não somos. Somos um pequeno, desgraçado e deprimido país que se queixa por tudo e por nada, que se detesta e detesta o sucesso alheio, que aniquila a qualidade e promove a incompetência, que deixou que a administração pública fosse tomada de assalto por parasitas partidários, por gestores imorais e por políticos corruptos ou que fecham os olhos e promovem a corrupção como forma de manutenção do poder. Somos um país sem esperança onde nada avança e nada acontece, como escrevia o poeta Ruy Belo.

Sai-se da pátria e regressa-se à pátria e as notícias são as mesmas; é como se o mundo girasse e nós parados. À espera do apocalipse. Tudo nos diz que amanhã será pior e toda a gente nos pede mais sacrifícios, mais penúria e mais infelicidade. É impossível levantar um país de vencidos ou convencê-lo a fazer alguma coisa por si. Leio as notícias sobre o extraordinário salário de António Mexia, da EDP, os 3,1 milhões anuais, e penso o que pensa uma pessoa normal: não vale a pena. Os velhos morrem de frio no Inverno porque não têm dinheiro para pagar "a luz" e o senhor energia tem um salário igual ao dos melhores 200 gestores americanos. Numa empresa falsamente privatizada que floresce num regime de monopólio e em que o Estado é o maior accionista. E aquilo é o salário, fora os benefícios e os cartões. Fora as reformas e as pensões. A permanente resignação perante a imoralidade é que nos torna passivos, fracos, assustados, irresolutos e cúmplices da delapidação do nosso dinheiro. E um governo socialista autorizou isto e promoveu isto. E pior do que isto. Não se trata de premiar o mérito, trata-se de premiar a estupidez. Porque deixamos isto passar.

Em Portugal, deixámos de ter símbolos e não temos modelos. O português mais influente é um jogador de futebol. O segundo mais influente é um treinador de futebol. E ponto final. Temos uma elite sofrível e uma classe política sem cultura política nem histórica ludibriada por autodidactas ou por rapazes com cursos tirados no estrangeiro que chegam a Portugal com um objectivo: enriquecer. Enriquecer à sombra do partido, do padrinho na banca e do Estado. De nós. E a justiça trata de si e dos seus privilégios. Somos um pequeno e desgraçado país.

Clara Ferreira Alves (www.expresso.pt)
0:00 Quinta-feira, 15 de Abril de 2010 

Ensaio do filósofo rafapaim às 14:31
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

Parabéns Amigo!

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para se viver a vida:
Uma é acreditar que não existem milagres.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Ensaio do filósofo rafapaim às 16:16
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Gente Perdida

Quando encontrares alguém, e esse alguém fizer o teu coração parar de funcionar por alguns segundos, presta atenção… pode ser a pessoa mais importante da tua vida… se o toque dos lábios for intenso… se o beijo for apaixonante… e os olhos se encherem de água nesse momento, percebe… existe algo de mágico entre vocês dois… se o primeiro e ultimo pensamento do teu dia for essa pessoa… se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradece… se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e, em troca receberes um abraço, um sorriso, um toque nos cabelos, um beijo, entrega-te…

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro… às vezes encontram e, por não prestarem atenção aos sinais ou por medo, deixam o amor passar sem deixá-lo acontecer verdadeiramente… por isso não deixes que as outras coisas e os outros te deixem cego para o melhor da vida…

… ri … chora … ama … vive … luta … vence … perde … volta a tentar … aprende …

Aproveita o que a vida te dá… e guarda cada memória como singular e única… cada momento como se fosse o ultimo… mas acima de tudo sê tu próprio e sê feliz… faz com que procures consolar mais do que ser consolado, compreender mais do que ser compreendido, amar mais do que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.

… estamos todos à espera de um milagre … e ele já existe, em cada um de nós …

Ensaio do filósofo rafapaim às 13:32
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

Time of my life

"Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites, não podemos crescer emocionalmente. Enquanto não atravessarmos a dor da nossa própria solidão, continuaremos a nos buscar em outras metades. Para viver a dois, antes, é necessário ser um" … e existem tantas pessoas que querem que sejamos diferentes e que querem que a gente mude tanto que um dia olham para nós e não reconhecem a pessoa pela qual se identificaram!

Now I've had the time of my life
No I've never felt like this before
Yes I swear it's the truth
And I owe it all to you

'Cause I've had the time of my life
And I owe it all to you

I've been waiting for so long
Now I've finally found someone
To stand by me
We saw the writing on the wall
As we felt this magical fantasy

Now with passion in our eyes
There's no way we could diguise it secretly
So we take each others hand
'Cause we seem to understand the urgency

Just remember
You're the one thing
I can't get enough of
So I'll tell you something
This could be love, because

I've had the time of my life
No I've never felt this way before
Yes I swear it's the truth,
And I owe it all to you

'Cause I've had the time of my life
And I've searched through every open door
Till I found the truth
And I owe it all to you

Hey Baby

With my body and soul
I want you more than you'll ever know
So we'll just let it go,
don't be afraid to lose control, no
Yes I know it's on your mind,
when you say "Stay with me tonight"
(Stay with me)

Just remember
You're the one thing,
I can't get enough of
So I'll tell you something,
This could be love because

I've had the time of my life,
(I've had the time of my life)
No, I've never felt this way before,
Yes I swear it's the truth
(Yes I swear)
And I owe it all to you

Dirty Dancing

Ensaio do filósofo rafapaim às 12:22
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Sábado, 10 de Abril de 2010

Intimissimi

… na vida a dor e a perda são inevitáveis … contudo o sofrimento é uma opção …
… o futuro apaga as pequenas paixões e fortalece os grandes amores …

… so it’s got to be right? …

I'm not calling you a liar … Just dont lie to me
I'm not calling you a thief … Just dont steal from me
I'm not calling you a ghost … Just stop haunting me

… o que se leva da vida … é a vida que se leva …

I love you but I fear you
Who are you? … Who are you?
For how long … how strong do I still have to be?

… vamos fazer o que ainda não foi feito …

Ensaio do filósofo rafapaim às 01:06
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

Um pequeno livro de filosofias...

É um novo ano que começa… um renovar de esperanças, sonhos e novas metas e objectivos para alcançar… nunca cair numa ambição desmedida mas nunca ficar num sentimento de apatia… é preciso correr atrás, é preciso querer antes de fazer, é preciso começar para chegar ao principio, ao meio… e ao fim!

Em jeito de balanço, e porque recebi todas as filosofias baratas em livro… (obrigado pela prenda!) foi interessante recordar atitudes, valores, gestos e sentimentos… fico feliz por poder afirmar com orgulho que no meio de muitos erros, muita decisão errada, muitos gestos irreflectidos… consegui manter o essencial…

- para melhor a gente muda sempre
- nos pequenos gestos, nos detalhes, nos pormenores estão as grandes diferenças
- a vida é feita de escolhas, decisões e prioridades
- acreditar em valores como a honra, lealdade, respeito e sinceridade
- os sentimentos não se medem pela ausência, silêncio, tempo ou distância
- que nunca iremos conseguir mentir a nós próprios
- quando é para fazer… ou se faz bem ou não se faz
- amores e amizades verdadeiras, puras são o melhor da vida
- … e mais umas quantas filosofias baratas… ehehe…

Não é preciso muito para ser feliz… nem é assim tão complicado… e mesmo no meio de um ano tão duro e difícil encontrei tudo que precisava para ontem acabar o dia de sorriso no rosto desenhado!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 10:09
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Domingo, 4 de Abril de 2010

Detalhes

Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito tempo
Em sua vida
Eu vou viver...

Detalhes tão pequenos
De nós dois
São coisas muito grandes
Prá esquecer
E a toda hora vão
Estar presentes
Você vai ver...

Se um outro cabeludo
Aparecer na sua rua
E isto lhe trouxer
Saudades minhas
A culpa é sua...

O ronco barulhento
Do seu carro
A velha calça desbotada
Ou coisa assim
Imediatamente você vai
Você vai lembrar de mim...

Eu sei que um outro
Deve estar falando
Ao seu ouvido
Palavras de amor
Como eu falei
Mas eu duvido!
Duvido que ele tenha
Tanto amor
E até os erros
Do meu português ruim
E nessa hora você vai
Você vai lembrar de mim...

A noite envolvida
No silêncio do seu quarto
Antes de dormir você procura
O meu retrato
Mas da moldura não sou eu
Quem lhe sorri
Mas você vê o meu sorriso
Mesmo assim
E tudo isso vai fazer você
Você lembrar de mim...

Se alguém tocar
Seu corpo como eu
Não diga nada
Não vá dizer
Meu nome sem querer
À pessoa errada...

Pensando ter amor
Nesse momento
Desesperada você
Tenta até o fim
Mas até nesse momento você vai
Você vai lembrar de mim...

Eu sei que esses detalhes
Vão sumir na longa estrada
Do tempo que transforma
Todo amor em quase nada
Mas "quase"
Também é mais um detalhe
Um grande amor
Não vai morrer assim
Por isso...
De vez em quando você vai
Você vai lembrar de mim...

Não adianta nem tentar
Me esquecer
Durante muito
Muito tempo em sua vida
Eu vou viver
Não, não adianta nem tentar
Me esquecer...

Roberto Carlos

... porque a vossa lembrança é o meu maior presente ...

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:00
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