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Sexta-feira, 18 de Novembro de 2005

Alcómicos Anónimos

Mais um destaque que vale a pena... "Alcómicos Anónimos"...
Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Quinta-feira, 17 de Novembro de 2005

Provérbios para gente culta

Expõe-me com quem deambulas e a tua idiossincrasia augurarei.
(Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és)

Espécime avícola na cavidade metacárpica, supera os congéneres revolteando em duplicado.
(Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar)

Ausência de percepção ocular, insensibiliza órgão cardial.
Olhos que não vêem, coração que não sente)

Equídeo objecto de dádiva, não é passível de observação odontológica.
(A cavalo dado não se olham o dente)

O globo ocular do proprietário torna obesos os bovinos.
(O olho do amo engorda o gado)

Idêntico ascendente, idêntico descendente.
(Tal pai, tal filho)

Descendente de espécime piscícola sabe locomover-se em líquido inorgânico.
(Filho de peixe sabe nadar)

Pequena leguminosa seca após pequena leguminosa seca atesta a capacidade de ingestão de espécie avícola.
(Grão a grão enche a galinha o papo)

Tem o monarca no baixo ventre.
(Tem o rei na barriga)

Quem movimenta os músculos supra faciais mais longe do primeiro, movimenta-os substancialmente em condições excepcionais.
(Quem ri por último ri melhor)

Quem aguarda longamente, atinge o estado de exaustão.
(Quem espera desespera)

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2005

Cuidado ao comprar software doméstico

A/C da ASSISTÊNCIA TÉCNICA

Há um ano e meio troquei a minha versão Namorada 7.0 por Esposa 1.0 e reparei que me ocupa muito espaço no disco duro. No folheto esta aplicação não vinha mencionada. Mais ainda! Esposa 1.0 instala-se automaticamente noutros programas e corre automaticamente quando executo qualquer outra aplicação.

Aplicações como BeerWithFriends 10.3, ou NoiteBorga 2.5 ou SundaySoccer 8.5 já não funcionam. Ainda por cima esta aplicação executa de forma invisível um processo/programa Sogra 1.0 que faz com a aplicação Esposa 1.0 se comporte de forma irreconhecível. Não consigo desinstalar Sogra 1.0 o que é bastante chato porque quando tento correr DomingoBeijinhos 3.0 esta ultima torna-se mais lenta e muitas vezes nem arranca. Pretendo voltar a reinstalar Namorada 7.0 mas não existe programa de desinstalação, parece-me ser bastante complexo e aparecem muitas janelas 'Warning!! Warning!!'.

Não sei qual será o impacto na aplicação Bebe 1.0, que não quero retirar porque até me dá algum gozo. Pode-me ajudar? Um utilizador desmoralizado


RESPOSTA

Caro utilizador

Esse problemas têm sido comuns bastante comuns mas é devida na maior parte a erros básicos de concepção: muitos utilizadores passam de qualquer versão Namorada X.0 para Esposa 1.0 partindo do princípio que este é apenas um programa de divertimento. Mas não! Esposa 1.0 é mesmo um sistema operativo. Controla tudo!!!

É quase impossível desinstalar Esposa 1.0 e voltar a instalar Namorada 7.0 porque existem ficheiro oculto que fazem com que Namorada 7.0 se comporte como Esposa 1.0. Logo não tirará qualquer partido. O mesmo acontece com Sogra 1.0. Estes programas são antigos, de onde vêm Esposa 1.0 e trazem muitas vezes problemas de compatibilidade. Com um pouco de sorte, e com o tempo, um vírus poderá resolver e atacar Sogra 1.0 que é a única forma de resolver o problema.

Alguns utilizadores já formataram tudo e instalaram Namorada Plus ou Esposa 2.0. e ainda criou mais problemas porque não leram atentamente o capítulo Cuidados, parágrafo Pensão alimentar e Guarda dos Filhos. Se tentar instalar Namorada 8.0 para depois passar para Esposa 2.0 os problemas ainda serão piores que com Esposa 1.0. Existem versões 3.0, 4.0, 5.0 de Esposa, mas estes são reservados a profissionais e têm um custo muito elevado, e claro desaconselhamos a qualquer utilizador normal.

Se estes problemas continuam instale Solteirex 1.0, mas nós sugerimos que mantenha Esposa 1.0 e trabalhe com muito cuidado. Pessoalmente instalei Esposa 1.0 e aconselho vivamente a ler com muita atenção o capítulo Erros Gerais do Manual do utilizador. Esposa 1.0. É um programa muito sensível aos comandos e funciona muito bem em modo protegido contra os erros. Logo qualquer erro deverá ser assumido por si. Uma das melhores soluções para é executar o comando c:\programas\esposa1.0\pedirdesculpas.exe logo que existe um erro ou um problema. Nunca use as teclas ESC ou DEL porque senão terá que executar c:\programas\esposa1.0\pedirdesculpas.exe /flores/all para que tudo volte a funcionar correctamente.

Esposa 1.0 é um programa interessante, mas pode gerar custos imprevistos se mal utilizado. Aconselhamos a instalar um plug-in tal como Flores 5.0 ou Jóias 3.2 ou Caraíbas 2.5. Versões freeware existem e funcionam bem tais como SimMeuAmor 4.5 ou TensRazão 6.5. Poderá consultar o site destas aplicações e verá que estão documentados resultados impressionantes. Nunca instale SecretariaMiniSaia 3.3 ou Amiguinha 1.1 ou Amante Versão Beta porque estes programas poderão causa danos irreversíveis no sistema.

Boa Sorte.

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2005

Emprestado

Peguei emprestado no blog "E fez-se luz"...

"Quando você estiver aqui, me adore. Me adore com a mesma intensidade que eu vou te adorar. Me admire, mas me corrija quando eu estiver errada. Me elogie quando eu estiver certa, mas não encha demais a minha bola. Me ajude a trilhar os caminhos, me ampare nas inquietações, me ensine a respeitar as diferenças entre as pessoas. Me guie.  Esteja sempre comigo para o que der e vier. Se não puder ou não estiver disposto e preparado pra me acompanhar, seja sincero e fale. Farei o mesmo por você. Quando você estiver aqui, vamos nos abrir para o mundo, cientes de que o mundo não se resume a nós. Mas quando você estiver aqui e sentir, constantemente, que deveria estar em outro lugar, vá embora. Deixe comigo as boas lembranças. E deixe guardado aí com você alguma pontinha de mim. Serei eternamente grata se você chegar e me fizer feliz assim...”.

E tudo deveria ser assim...

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2005

Sei lá!

"Sei lá, tanta coisa eu tenho aqui pra te dizer...
Tanta coisa eu tenho em mim pra falar pra você.
Tanta coisa eu tinha mas não tenho mais, tanta coisa que ficou pra trás, mas agora vai.
Agora vai ficar meio ridículo, como todas as cartas de amor, que eu nunca te escrevi.
Agora, se você tivesse aqui, se você quisesse ouvir, agora, se você pudesse me seguir, eu ia te levar pra conhecer todo aquele sentimento que eu não soube te dizer.
Se você pudesse vir, se você pudesse ver, aqui dentro, onde o tempo não soprou o vento que faz esquecer, eu ia dizer tudo de uma vez...
Não sei, eu acho que eu não ia dizer nada.
Ou fazia tudo ao mesmo tempo, gritando o meu silêncio na nossa voz calada.

Um lábio sabe mais que um sábio diz saber.
Sei lá... A língua lambe mas não sabe o que dizer.
Sei lá... A lábia fala mas não faz acontecer.
Sei lá... E o silêncio fica imenso sem você."

Gabriel "O Pensador"

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2005

Teoria da conspiração

Primeiro tudo começou pela peste suína … e ficou tudo sem comer carne de porco…

Segundo as vacas ficaram loucas… e ficou tudo sem comer carne de vaca…

Terceiro as aves ficam constipadas… e ficou tudo sem comer carne de aves…

Por fim os peixes que alguns podem afirmar que não tem carne… (o peixe é o animal agora as postas são da carne do bicho – acho que a teoria é algo assim – mas pode ser só filosofia barata!) se ficam doentes só existe uma conclusão a tirar…

Os vegetarianos andam certos…

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2005

Quase Perfeito

Sabe bem ter-te por perto
Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar
Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia

Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça
Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça

Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito

Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito

Donna Maria

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Quarta-feira, 9 de Novembro de 2005

Encandescente - Erotismo na Cidade

encandescente.jpg

É um livro que recomendo... é possível ler outros textos da autora - Encandescente - no blog "Erotismo na Cidade" e garanto que depois da leitura a vontade de comprar o livro aumenta!!!

Parabéns!!!

Pode ser encomendado enviando um e-mail para a Editora Polvo. O custo é de 7,90 €.

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Terça-feira, 8 de Novembro de 2005

Nem parece filosofia barata!?

Da vida não temos o ideal... temos o possível...

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Segunda-feira, 7 de Novembro de 2005

A net esta doente!!!

Estive a fazer um levantamento de todas as baboseiras que me enviaram pela internet e observei como elas mudaram a minha vida:

Primeiro deixei de ir a bares e bailes com medo de me envolver com alguma mulher ligada a alguma quadrilha de ladrões de órgãos e que me roubem as córneas, me arranquem os dois rins ou até mesmo esperma deixando-me estiraçado dentro de uma banheira cheia de gelo com uma mensagem: "Chame o 112 ou morrerá".
 
Assim deixei também de ir ao cinema com medo de sentar-me numa cadeira com uma seringa infectada com o vírus da SIDA. Depois parei de atender ao telefone para evitar que me pedissem para digitar *9 e minha linha ser clonada e eu ter de pagar uma conta telefónica astronómica.

Acabei por dar o meu telemóvel porque me iriam presentear com um modelo mais novo da Ericson, que nunca chegou. Então tive de comprar outro mas abandonei-o num canto com medo que as microondas me dessem cancro no cérebro.

Deixei de comer vários alimentos com medo dos estrógenios. Parei de comer galinha e hambúrgueres porque eles não são mais que carne de monstros horríveis sem olhos, cabeludos e cultivados em laboratórios.

Deixei de ter relações sexuais por medo de comprar preservativos furados que me contagiem com alguma doença venérea. Aproveitei e abandonei o hábito de beber qualquer coisa em lata para não morrer pela urina de rato.

Deixei de ir aos shoppings com medo que raptem a minha mulher e a obriguem a gastar todos os limites do cartão de crédito ou coloquem alguém morto no porta bagagens do automóvel dela. Eu também doei todas minhas poupanças à conta de Brian, um menino doente que estava a ponto de morrer umas 700 vezes no hospital.
 
Eu participei arduamente numa campanha contra a tortura de alguns ursos asiáticos aos quais iriam extrair a bílis, e contra o desmatamento da floresta amazónica. Fiquei praticamente arruinado financeiramente por comprar todos os antivírus existentes para evitar que a maldita rã da Budweiser invadisse o meu computador ou que os teletubies se apoderassem do meu screensaver.

Deixei de fazer, beber e comer tantas coisas que quase morri desnutrido. Cansei-me de esperar junto a minha caixa de correio os US$ 150.000 que a Microsoft e a AOL me mandariam na participação de rastreio de e-mails enviados. Nem tampouco chegou o telefone Ericson muito menos o bilhete para a Disneylândia.

Quis fazer o meu testamento e entrega-lo ao meu advogado para doar os meus bens para a instituição beneficente que recebe um centavo de dólar por cada pessoa que anota seu nome na corrente pela luta da independência das mulheres no Paquistão, mas não pude entregar porque tive medo de passar a língua sobre a cola na borda do envelope e contaminar-me com as baratas incubadas nela, como me tinham avisado por e-mail.

Também não ganhei um milhão de dólares, um porshe e nem fiz sexo com a Nicole Kidmann, que foram as três coisas que pedi como desejo quando recebi e encaminhei o Tantra Mágico enviado pelo Dalai Lama lá da Índia.
 
E como se não bastasse acabei por acreditar que tudo de mau e de injusto que me aconteceu foi porque quebrei todas as correntes ridículas que me enviaram e acabei sendo amaldiçoado.

Resultado: estou em tratamento psiquiátrico.

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Sexta-feira, 4 de Novembro de 2005

A frase do dia é...

"Discurso deve ser igual a minissaia: curto, mas cobrindo o que interessa."

"Eu gosto de porcos. Cachorros nos olham de baixo. Gatos nos olham de cima. Porcos nos tratam como iguais."

"Esse ano pensei em parar de beber, de fumar e sair da putaria... Mas eu sou Brasileiro e não desisto nunca!"

Apresentando o novo blog a visitar... A frase do dia é

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2005

Mais acção!

Deixando de lado os temas bonitinhos… e simpáticos de ler… hoje o tema é bem mais depravado…

O tema começa por ser uma dúvida, uma questão que surge na minha mente (agora que o canal 18 mudou de posto) e somos obrigados a refazer todo um leque de piadas que já eram do nosso quotidiano!!!

Qual a razão de um filme pornográfico ter roteiro?!?! uma história?!?! um enredo?!?!

É impressão minha ou o desempenho dos actores não é medido pela sua capacidade interpretativa ou dotes de representação… mas sim por quanto mais “dotados” forem!!!

Ficar assistindo num filme para adultos a uma história cujo enlace nunca mais chega é de doidos… mas alguém esta afim de ficar a resolver mistérios ou desvendar enigmas quando o objectivo de estar a ver é mesmo sexo?!?!

É preciso alguma motivação para começarem logo nos “finalmentes”… que fiquem numa de erotismo e provocação ainda aceitamos, agora começarem com outras conversas é que não!!!

Pessoal menos conversa… e mais acção!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Quarta-feira, 2 de Novembro de 2005

Quem tem medo do lobo mau...

Tenha medo… tenha muito medo…

Ter medo é comum… e ainda bem que é assim!!! É este sentimento que nos torna responsáveis e ponderados, diria mesmo que é essencial e necessário para a nossa vida! Quem não tem medo é apenas louco e inconsequente….

A coragem de uma pessoa não se mede nos actos que pratica perante situações que conhece e delas não tem receio… é coragem, quando apesar do medo o homem segue em frente e ultrapassa obstáculos…

O medo não deve ser impeditivo… deve sim ser um factor para que se redobre atenções… e bravo aquele que o consegue controlar, ser vencido por algo comum é fraqueza!

Assim, todos os dias tenha coragem de não fazer apenas aquilo que domina mas arrisque numa qualquer aventura… 

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Terça-feira, 1 de Novembro de 2005

Elogio ao amor

Quero fazer o elogio do amor puro.

Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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