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Segunda-feira, 31 de Janeiro de 2005

Carnaval 2005

logo_carnaval2005.jpg

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:38
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Domingo, 30 de Janeiro de 2005

Conselho Médico

Quando estamos doentes, afinal não temos outro remédio senão tomar remédio.

O remédio, aliás, sempre faz bem. Ou faz bem ao doente que o toma com muita fé; ou ao droguista que o fabrica com muito carinho; ou ao comerciante que o vende com um pequeno lucro de 300 por cento.

Mas apesar do bem que fazem, devemos convir que há remédios verdadeiramente repugnantes, que provocam engulhos e violentas reações de repulsa do estômago.

Como devemos tomar esses remédios repugnantes? Aí está o problema que procuraremos resolver para orientar os nossos dignos e anêmicos leitores.

O melhor meio de vencer as náuseas, quando temos que ingerir um remédio repelente, consiste em recorrer à lógica dos rodeios, adotando os métodos indiretos, até chegar à auto-sugestão, transformando assim o remédio repugnante numa coisa que seja agradável ao paladar. Numa palavra, devemos tomar o remédio com cerveja, por exemplo.

Como devemos proceder para chegarmos a esse magnífico resultado?

É indispensável comprar, antes do remédio, uma garrafa de cerveja. Depois, é necessário bebê-la devagar, saboreando-a, para sentir-lhe bem o gosto. Liquidada a primeira garrafa, pedimos outra cerveja.

Esta   vamos tomá-la de outra forma, também devagar, mas com a idéia posta no remédio, cuja lembrança naturalmente nos provocará asco. Para voltarmos ao normal, encomendamos uma terceira garrafa, com a qual, lembrando-nos sempre do remédio, iremos dominando e vencendo a repugnância.

Na altura da quinta ou undécima garrafa, nós já estaremos convencidos de que o gosto do remédio deve ser muito semelhante ao da cerveja e, assim, já poderíamos beber calmamente o remédio como cerveja.

Mas, como não temos o remédio no momento e já não temos muita força nas pernas para ir à farmácia, então continuamos a beber a infusão de lúpulo e cevada, até chegarmos a esta notável conclusão:

Se é possível chegar a se tomar um remédio tão repugnante como cerveja, muito mais lógico será que passemos a tomar cerveja como remédio, porque a ordem dos fatores não altera o produto, quando está convenientemente engarrafado.

Barão de Itararé

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:14
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Sábado, 29 de Janeiro de 2005

First Day

Para quem não sabe… e acho que poucos sabem… fui de férias… talvez essa parte vocês tenham conseguido lá chegar!!! ehehe!

Complicado tirar férias… acho que depois, quando regressar ao trabalho, vou estar mais cansado do que quando parti!!! Nem quero imaginar a minha secretária…

Se por um lado precisava das férias… por outro elas vão servir para ainda ficar a desejar umas próximas!!! Já estava habituado ao ritmo de trabalho… e quando me estou a habituar ao ritmo das feris, já estão a acabar!!!

Ganhei três horas de vida…. Só gostava que nunca mais tivesse de as perder!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:04
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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2005

Ainda não é o fim...

Hoje não é uma filosofia... é um aviso....

Não sei se para onde vou tem internet... nem da minha disponibilidade para escrever aqui os ensaios...

Garanto porém, que os escreverei todos os dias em algum pedaço de papel....

Quando regressar publico cada um no seu respectivo dia...
Ensaio do filósofo rafapaim às 02:20
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005

Amor, meu grande amor

Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos na minha cara lavada
Me sinta sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente

Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo

Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja a última e a primeira
E quando eu te encontrar, meu grande amor, me reconheça

Que tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo

Barão Vermelho

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2005

Transparente

Hoje a filosofia barata é sobre.... humm.... sobre...."deu-me uma branca"!!!

Não amigo(a) leitor(a), não esqueci o tema não... é mesmo sobre as “brancas”! Ou melhor, a razão de falar uma “branca” quando queremos referir um esquecimento?!

De onde surgem estas coisas... talvez do mesmo lugar de onde eu invento estas filosofias baratas?! E ainda estou para descobrir isso...

Ora bem... assim de repente, eu lembro que branco simboliza paz... limpeza... e um outro monte de bons sentimentos e coisas agradáveis (é racismo eu sei... porque por outro lado o preto/negro só lembra coisa ruim!!!).

Assim dar uma “branca”... que é algo de não muito agradável quando se precisa não deveria ser antes deu-me uma negra?!?!

Eu tenho uma sugestão... e que parece a mais indicada... deu-me uma transparente!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:58
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Terça-feira, 25 de Janeiro de 2005

Filosofia Barata para Baratas

Para se lidar com baratas há quem acredite em inseticidas e baraticidas. Como em tudo mais, acredito em psicologia. Para se aplicar a psicologia é preciso um certo método e uma vasta disciplina. Vejamos.

Encontra-se a barata. Para se encontrar uma barata não é preciso muito gasto de energia. Em geral ela nos procura. E mais em geral ainda ela vem ao meio de nossos dedos quando pegamos aquela pilha de livros que estava embaixo da escada. No momento em que sentimos a barata presa em nossos dedos um sentimento de horror inaudito corre nossa espinha. Largamos livros, agitamo-nos furiosamente, batemos no chão, nos móveis e nos livros com o primeiro pano ou jornal que se nos depara, mas, a essa altura, a barata já estará longe, escondida numa das 365 mil páginas dos 870 livros que espalhamos no chão. Como encontrá-la? eis o problema. Esse problema, depois de acalmados nossos nervos e esfregadas nossas mãos com sabão e bastante álcool, é que procuramos resolver.

Existe, para se pegar uma barata, dois processos distintos. Um é chamar a empregada e dizer: "Tem uma barata aí! Quero isso bem limpo!" e virar covardemente as costas. Dessa atitude pode resultar que a barata atinja um extraordinário grau de longevidade pois a empregada passará um pano nos livros e jogará por cima deles um pouco de DDT, dando-se por satisfeita. A barata também. E daqui há seis meses, quando você for pegar aquele velho exemplar de Balzac, terá a desagradável surpresa de ver, à página 276, olhando-o com aqueles olhos brejeiros e aquelas antenas irônicas que lhe são próprios, a mesma barata que você tinha condenado à morte. Vocês fitar-se-ão demoradamente. Ela continuará baloiçando as antenas. E você, depois de um segundo de inércia, saltará para o ar, jogará o livro para o outro lado e berrará femininamente. Pois eis que as baratas têm o extraordinário poder de nos afeminar a todos, afirmativa essa que se aceitará sem contestação se se atentar para o grande número de baratas que há em nossos teatros.

Portanto não se deve virar as costas a uma barata, como fazem os elementos da ribalta, mas sim enfrentá-la masculamente. Para isso precisamos, antes de mais nada, saber se a barata é uma BLATÍDEA comum ou se é uma PERIPLANETA AMERICANA, ou, em linguagem menos científica, uma dessas baratas que voam. Se é dessas aconselho o leitor a desistir de qualquer pretensão máscula, arrumar as malas, fechar as portas de sua casa e entrar para o Teatro.

Agora, se é das outras, sempre há recursos:

1 — Pegue um Correio da Manhã bem dobrado, deixando à mostra o artigo de fundo. Sacuda os livros e espere, trepado numa cadeira. Atente sobretudo para o estilo de bater quando a barata surgir. Lembre-se: o estilo é o homem.

2 — Quando a barata surgir bata de uma vez. Não durma na pontaria. Ela normalmente pára um pouquinho, para sondar o ambiente cá de fora e confrontá-lo com a literatura em que vive metida. esse o momento de atacar.

3 — Trate de verificar se o inseto em que você está batendo é uma barata ou um barato. Nunca se esqueça: o barato sai caro.

4 — Nunca aproxime e afaste o jornal para fazer pontaria. As baratas sabem muito bem o que as espera quando sentem esse ventinho, quando você bater de verdade ela já terá embarcado para a Europa.

5 — Não tenha pena de bater. Bata firme, forte, decididamente. É a vida dela ou a sua. Se você não a matar terá que passar a existência inteira alimentando-a a inseticida.

6 — Não se importe com as coisas que o cercam. Afinal de contas que são meia dúzia de copos partidos, um tapete manchado, dois livros com as páginas rasgadas e uma perna de cadeira quebrada se você conseguiu eliminar uma barata?

7 — Se falhar, só a paciência lhe dará outra oportunidade. A barata não lhe dará outra tão cedo, enquanto permanecer em sua memória o trauma da pancada que quase lhe tirava a vida. Não adianta você sacudir livro após livro porque se recusará a aparecer. Agarrar-se-á às páginas e, se cair ao chão, correrá rapidamente, escondendo-se por trás do guarda-roupa.

8 — Não se deixe levar pela vaidade. Às vezes você atinge uma barata de leve e ela vira-se de barriga para o ar agitando as perninhas ininterruptamente, com a expressão de quem está dando uma gargalhada, achando você engraçadíssimo. Isso poderá lisonjeá-lo mas não a poupe por esse motivo.

9 — Às vezes elas tentam outro truque sentimental. Atingidas de leve elas vão se arrastando tristemente, de vez em quando olhando para você com um olhar que 1he dilacera o coração, como quem diz: "Seu malvado, viu o que você fez?" Antes de começar a chorar bata até matar. Depois chore.

10 — De seis em seis meses faça um teste consigo próprio para ver se você está mais desbaratador do que no semestre anterior. Se a resposta for negativa não esmoreça. Continue lutando até que possa, como nós, cobrar caro pelas lições administradas. E essa é nossa última recomendação: cobre sempre caro pelos seus conselhos nesse setor. Não se barateie!

Millôr Fernandes

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2005

E a vida seria mais simples...

Penso realmente que a vida seria mais fácil....

Sempre ouvi falar que temos um pé maior que o outro... e cada vez mais concordo com essa observação!!! Agora nunca entendi porque num mundo tão sofisticado não fazemos nada para alterar essa situação?!?!

Só vendemos e fabricamos números de sapatos aos pares... se toda a gente “sofre” do mesmo não era mais lógico vender pares alternados...

Qual seria a consequência para as fábricas do calçado?!?! Nenhuma... uma vez que toda a gente alternando os números faria que toda a produção no fim tivesse a sua correspondência... não existia lugar a desperdícios!!!

Assim resta por esperar que um dos sapatos alargue... ou usar uma palmilha...

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Domingo, 23 de Janeiro de 2005

Miss Saravejo

Is there a time for keeping your distance
A time to turn your eyes away.
Is there a time for keeping your head down
For getting on with your day.

Is there a time for kohl and lipstick
Is there time for cutting hair
Is there a time for high street shopping
To find the right dress to wear.

Here she comes, heads turn around
Here she comes, to take her crown.

Is there a time to run for cover
A time for kiss and tell.
A time for different colours
Different names you find hard to spell.

Is there a time for first communion
A time for East 17
Is there time to turn to Mecca
Is there time to be a beauty queen.

Here she comes, beauty plays the clown
Here she comes, surreal in her crown.

Dici che il fiume trova la via al mare
Che come il fiume giungerai a me
Oltre i confini e le terre assetate
L'amore giungerà, l'amore
E non so più pregare
E nell'amore non so più sperare
E quell'amore non so più aspettare.

Is there a time for tying ribbons
A time for Christmas trees.
Is there a time for laying tables
When the night is set to freeze.

U2

Ensaio do filósofo rafapaim às 22:18
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Sábado, 22 de Janeiro de 2005

Do Blog ... "Fragilidade"!!!

" Não te amo mais.

Estarei mentindo dizendo que

Ainda te quero como sempre quis.

Tenho certeza que

Nada foi em vão.

Sinto dentro de mim que

Você não significa nada.

Não poderia dizer jamais que

Alimento um grande amor.

Sinto cada vez mais que

Já te esqueci!

E jamais usarei a frase

Eu te amo!

Sinto, mas tenho que dizer a verdade

É tarde demais... "

OBS: Agora leia o poema de baixo para cima.

Como gosto desses jogos de palavras... tristeza de cima para baixo... alegria de baixo para cima... tudo tem um outro lado... depende da forma como se observa!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 22:36
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2005

Ainda não acabou...

Ainda existem mais...

“ És teimoso que nem um burro” – não sei se o animal é teimoso ou não... mas acho que também eu seria se tivesse que estar sempre ao serviço de um homem que supostamente devia ser racional...

“És burro que nem uma porta” – Acham mesmo que o pobre animal não tem o direito de ser teimoso... afinal que espécie de gente somos sós que usamos o nome de outro ser para fazer comentários depreciativos?!

“És surdo que nem uma porta” – Agora fiquei na dúvida... a porta além de burra é surda... mas que coisa curiosa... também será teimosa?!?!

Seguindo a lógica da batata (07 de Maio de 2004)...

Porta – Surda, Burro – Porta = Burro – Surdo... Conclusão: o Burro é Teimoso porque é Surdo!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2005

Pão ou então não!

Não somos os únicos a fazer elogios (piropo) e comparações ridículas...

Quem nunca ouviu a expressão da boca de uma mulher:

- “És cá um pão”

Ora bem... tentar achar alguma lógica neste argumento, é construir uma filosofia barata daquelas complicadas... mas aqui vai disto!!!

Depois de muito pensar (cerca de três segundos), acho que pode estar relacionado com o facto de toda a gente gostar de pão...

Isto até é outra filosofia... nunca conheci ninguém, que não fosse por motivos de saúde, falasse abertamente que não gosta de pão!!! Seguindo uma interpretação mais divina seria rejeitar o corpo de Deus... foi com um pedaço de pão que se deu o milagre da multiplicação!!!

Assim um tipo ser um “pão” significa que ele é bom para qualquer mulher... aquilo que faz uns tempos perguntei se existia... beleza universal?!

O pão é fofo... o homem não deve ser fofo fisicamente mas sim emocionalmente!!!
O pão enche... o homem não deve encher o saco mas sim o coração!!!
O pão é mole... no comments!!!

Ora bem... o que não falta por aí é “o pão que o Diabo amassou”!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2005

Eu hoje vou-me dar bem

Música zoando a anteriormente publicada em 16 de Janeiro 2005

Aí malandragem
Sabe dessas noites que você sai de casa,
sozinho de madrugada igual a um bezerro desmamado,
com uma mão na frente e outra atrás,
pensando naquela gatinha que te deu um tremendo fora?

E aí de repente, gente boa, tu vê a menina na esquina,
sozinha, dando a maior sopa, mó bobeira
e aí quando tu vai se esticando, meu irmão
pinta o maior camburão na jogada fazendo a maior blitz, meu irmão

E os hômi cai cima:
- Aí malandragem, documento, mão pra cima!
E tu mete a mão no bolso e não tem os documentos
Aí e os homem vem com aquela conversa mole não
E tu acaba tendo que pagar a cervejinha, meu irmão

E aí eles te deixam ir embora
Que felicidade
Que felicidade
Que felicidade
Que felicidade, gente boa

E aí­ então você vai se chegando pra gatinha
cheio de segundas intenções
e solta uma tremenda cascata em cima dela:
- Aí­ meu amorzinho, o negócio é o seguinte, vamo lá pro Baixo Lebron
E ela aceita, gente boa!
Aí tu leva ela praquele barzinho, né

Chega lá, tu cheio de firula
puxa a cadeirinha e manda ela sentar
- Muito obrigada!
Aí chega o garçom, gente boa, aquele cara vestido igual um pingüim de branco e preto
e ela joga uma tremenda cascata em cima dele:
- Garçom, traz uma porção de batata frita?
- Que batata frita o quê, gente boa? Tá achando que meu dinheiro é o quê? É capim? Aí garçom, o negócio é o seguinte, traz um churrasquinho aí, pode ser de gato, de preferência de gato siamês.
- Ai amor, churrasquinho de gato?
- Churrasquinho de gato sim, gente boa. Por quê? Tu tem alguma coisa contra os felinos?
- Amor, então paga um chope?
- Que chope o quê, gente boa? Aí, garçom, o negócio é o seguinte: traz cachaça!
- Paga um chope!
- Cachaça!!
- Ah, paga um chope...
- Cachaça, meu irmão!!
- Paga um chope!
- Cachaça!!
- Chopp!!
- Ok, ok, você venceu... Garçom, traz cachaça, falou? O negócio é o seguinte, não dá ouvido a essa mulher não que ela é maluca, tá legal?

Eu hoje vou me dar bem
Eu hoje vou me dar bem
Eu hoje vou me dar bem
Eu hoje vou me dar beeeeem...

Aí nós ficamos ali né, meu irmão,
jogando conversa fora né,
E todo mundo que passava
dizia que a gente era um casal e coisa e tal
sensacional, gente fina, valeu irmão

E como a mulher falava palavrão, gente boa!!
Que coisa feia...
A mulher falava com a boca cheia de comida e cuspia no chão...

Mas no começo tudo era lindo e maravilhoso, né
Mas de repente, meu irmão, caiu um tremendo temporal
Mas mesmo embaixo d'água o nosso amor era mais gostoso...

Aí o garçom trouxe a conta...
- Aí otário, paga aí!
Aí gente boa, a mulher enlouqueceu
Ela dizia que quem pagava a conta era eu
Eu dizia que quem pagava a conta era ela
E ela dizia que quem pagava a conta era eu

Aí eu falei:
- Aí, o negócio é o seguinte, sujou, morô? Eu não tenho dinheiro não!
- Não tem dinheiro? Não é possível... Não tem dinheiro? E o que que é isso aí no seu bolso?
- Nada, nada, nada, nada! Sai fora, gente boa! Sai fora!

Eu hoje vou me dar bem
Eu hoje vou me dar bem
Eu hoje vou me dar bem
Eu hoje vou me dar beeeeem...

Aí meu irmão, daí arrumamos uma tremenda confusão ali no botequim e saímos sem pagar, morô?

Aí ficamos passeando ali pelas areias de Copacabana, né
E eu pensando cá comigo:
- É o seguinte... Esse brotinho, gente boa, é muito bonitinho, morô? Eu acho que eu vou me amarrar...

Aí eu falei assim pro brotinho:
- Brotinho, o negócio é o seguinte, vem cá, amorzinho. Nós estamos aqui a uma porção de tempo né, se beijando e coisa e tal e eu ainda não tive tempo de perguntar qualé o seu nomezinho. Qual é, hein?
- Meu nome é Valdemar Ferreira.
- O que, gente boa? Valdemar, meu irmão?!
- Valdemar, Valdemar Ferreira!
- Não faz isso comigo não, gente boa!
- Valdemar...
- Polícia!! Polícia!! Aí, segura o malandro aqui, gente boa, tá me assaltando! Polícia! Polícia!!
- Que isso, Piu Piu? Dá um beijinho aqui!
- Polícia!! Polícia!! Segura aqui o malandro!!

O nome dela é Valdemar
(vem casar comigo, Piu Piu!
O nome dela é Valdemar
(me dá um beijinho aqui, Piu Piu...)

O nome dela é Valdemar
O nome dela é Valdemaaaaaaaaar
O nome dela é Valdemar
(que bobeira mermão...)

Piu Piu de Marapendi

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:45
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2005

Metade

Eu perco o chão, eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta... aberta
Eu não moro mais em mim
Eu perco a chave de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos, eu estou ao meio
Onde será que você está agora?

Adriana Calcanhotto

Ensaio do filósofo rafapaim às 00:32
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Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2005

A Internacionalização do Mundo

" Durante um debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

- De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o pais onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa. "

O facto que deu origem a este artigo ocorreu em New York, na sala de convenções do Hotel Hilton, durante o encontro do State of the World Forum, em Setembro de 2000.

Cristovam Buarque

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:56
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Domingo, 16 de Janeiro de 2005

Você não soube me amar

Sabe essas noites que você sai caminhando sozinho
De madrugada, com a mão no bolso (Na rua)
E você fica pensando naquela menina
Você fica torcendo e querendo que ela tivesse (Na sua)

Aí finalmente você encontra o broto
Que felicidade (que felicidade)
Você convida ela pra sentar (muito obrigada)
Garçom uma cerveja (Só tem chope)
Desce dois, desce mais
Amor, pede mais uma porção de batata frita
Ok você venceu, batata frita
Ai blá blá blá blá blá blá blá blá blá
Ti ti ti ti ti ti ti ti ti
Você diz pra ela
Tá tudo muito bom (bom)
Tá tudo muito bem (bem)
Mas realmente
Mas realmente
Eu preferia que você estivesse
Nu...a

Você não soube me amar

Todo mundo dizia
Que a gente se parecia
Cheio de tal coisa e coisa e tal
E realmente a gente era
A gente era um casal
Um casal sensacional

Você não soube me amar

No começo tudo era lindo
Tudo divino era maravilhoso
Até debaixo d'água nosso amor era mais gostoso
Mas de repente a gente enlouqueceu
Eu dizia que era ela
Ela dizia que era eu

Você não soube me amar

Amor que que'cê tem
Cê ta tão nervoso
Nada nada nada nada nada nada

Foi besteira usar essa tática
Dessa maneira assim dramática (eu tava nervoso)
O nosso amor era uma orquestra sinfônica (eu sei)
E o nosso beijo uma bomba atômica

Você não soube me amar

É foi isso que ela me disse...
Oh! baby não!

Blitz

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Sábado, 15 de Janeiro de 2005

Apenas uma vez...

Apenas temos uma única oportunidade de criar uma boa primeira impressão... da segunda vez já não é igual!!! (por isso se chamar "primeira impressão", boa?!?!)

Parece injusto mas quem falou que o mundo era justo?! E nunca nada corre bem da primeira vez!!!

Para a próxima vai ser melhor… não pare de tentar…

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:34
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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2005

Ressaca

Portugal, é tempo de te deixares de choradeiras, não achas? Esta conversa de crise, de futuro comprometido, do fim do Estado-Providência, já começa a enjoar. Já chega de lamentações patéticas, intercaladas por balofas exuberâncias. Está na altura, meu caro Portugal, de deixares de ter pena de ti mesmo, de largares o sofá da conversa, arregaçares as mangas e enfrentares a vida como ela é. As crises são para os homens.

Ninguém tem paciência para te aturar mais chorinquice. Aliás, tens de reconhecer, esta crise até nem foi nada de extraordinário. Não se justifica tanta lamúria. Confessa que ela foi mais uma ressaca que uma verdadeira depressão. Apanhaste um pifo de euforia e dívida, e agora dói-te a cabeça e tens de pagar os estragos.

Emborcaste grades de subsídios, apoios, benefícios, incentivos, sem reparar que é com o teu dinheiro que te dão isso. Gastaste anos com parvoíces, como o aborto e a regionalização; deitaste-te tarde a ver a ficção dos reality shows.

Depois admiras-te que os parceiros te passem à frente e não tenhas produtividade. Acreditaste nos que te falavam em reduções de horário de trabalho e salários europeus, sem ver que esses países os têm porque trabalham muito para o conseguir. Quiseste fazer estádios e andar nas ruas a abanar bandeirinhas.

Agora acordaste. Choras com a crise e temes pelo fim do desenvolvimento. Assustas-te com os chineses e pões luto pelos têxteis. Temes perante a globalização e desanimas com o atraso na convergência. Sentes-te desorientado e perdido.

É incrível como acreditaste mesmo a sério nos muitos que te diziam que tinhas direito a tudo, sem nunca te falarem nos deveres ou explicarem como se pagaria. Nem sequer suspeitaste quando os viste a espreitar para a tua carteira. Caíste que nem um pato na maior das ilusões, o Orçamento do Estado, que dá tudo a todos, desde que todos lhe dêem antes. Comeste um grande almoço e ficaste surpreendido com a conta.

Não sei se já te disseram, mas não há almoços grátis!

É incrível como voltas a dar ouvidos aos mesmos que agora te dizem que não tens capacidade de trabalho e espírito empresarial, que não suportas horários nem respeitas a disciplina. Então recomeça a choradeira, dos analistas de café à reportagem de jornal.

É incrível como voltas sempre às desculpas estafadas. O Governo é mau? Olha que novidade! Mas desde o D. Fernando são todos maus. E os poucos que foram bons, nunca o reconheceste; limitaste-te a ter saudades, depois de dizeres todo o mal que podias durante seu mandato.

Os tempos estão difíceis? Olha que espanto! Desde o Noé que não são fáceis. São os homens que fazem os tempos, sem esperarem por ajudas. A vida é dura? Vê lá a grande surpresa!

Deixa-te de mariquices e toca a andar! Está na hora de esqueceres as desculpas e demonstrares aos que falam que sabes fazer coisas úteis. Não esperes previsões favoráveis. Não contes com estratégias e políticas salvadoras. Está na altura de trabalhar e lançar projectos, poupar e investir, encontrar clientes e fazer bons produtos para lhes vender. Fazer aqui e agora, onde há oportunidades. Como puderes, como souberes. FAZ! Como sempre soubeste fazer.

Não por ti, meu caro Portugal, mas pelos portugueses. E deixa dar--te uma novidade não há cá mais ninguém. Só tu, Portugal, podes fazer o desenvolvimento português. Mais ninguém. Os outros falam. Tu ainda cá andarás depois de eles se calarem.

João César das Neves

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:30
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2005

Palavrões - Uma terapia!

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a "vulgarização" do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.

"Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!"o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupiscínio.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente às situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O"porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bemestar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto,você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!". Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta.". Não quer sair comigo? Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.

Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Foda-se.

Millôr Fernandes

Relacionado com o tema... filosofia de 03 de Março de 2004.

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:35
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2005

Muda de Vida

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?...

Olha que a vida não, não é nem deve ser,
Como um castigo que tu terás de viver

Humanos (António Variações)

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2005

Uma questão de visão!

Mais da série dos “pequenos” pormenores curiosos a várias pessoas...

Existem dois tipos de pessoas quanto ao modo de usar óculos, as que disso dependem para realmente enxergar e as outras que fazem disso um sacrifício.

No primeiro tipo de pessoas englobamos os famosos caixa-de-óculos, quatro olhos, fundos de garrafa e gente que por questões de moda preferem o uso de óculos ao de lentes de contacto...

No segundo tipo englobamos os ceguetas, vesgos que nem uma porta, morcegos e gente que por questões de moda usa lentes de contacto ou então só coloca os óculos em casos extremos...

Agora como distinguir esta gente toda... aqui é o achado desta teoria... qualquer pessoa que use os óculos regularmente e por necessidade, na hora de limpar não utiliza (como nem sequer já sabe onde anda) aquele pano que as ópticas oferecem!!!

Contrariamente as pessoas que apenas se valem dos óculos quando não podem colocar as lentes tem os mesmos religiosamente guardados dentro da caixa ainda com o pano branco e ainda imaculado dentro da mesma!!!

Mas pior é gente a prejudicar a saúde porque pensa que os óculos não lhe ficam bem!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:10
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2005

Chegou o inverno... e com ele o frio!!!

Mas garanto aos leitores que para certas pessoas ele chegou com maior intensidade, a temperatura desceu imenso, e agora dias com amplitudes térmicas dos 14 / 6 graus são comuns!

Pior mesmo, e em casos extremos, existem pessoas que observam e relatam dias em que a temperatura atinge os zeros graus negativos... não sei bem o que significa, mas de certeza que deve ser muito frio (tanto que até conseguiu transformar o zero num número negativo)!!!

Fazer zero graus negativos (e ainda por cima no plural) é como ter um sismo de intensidade 10.0 na escala de Richter, sendo que ela apenas atinge a magnitude de 9, mas isso são outras histórias! 

Seja em que escala for... zero graus negativos vai ser sempre um dia muito frio!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:58
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Domingo, 9 de Janeiro de 2005

Don't come around here

How do you know when it's over
How do you know where did it all go wrong

Can I embrace the perfect stranger
How do you know and where did it all go wrong
Cause lately could you tell
I lost the only one
Could you tell

Stoke the funeral
So now it's just me, myself and I

Don't come around here (don't come around here)
Just to see me cryin' (see me cryin')
Don't come around here (don't come around here)
Just because you can (because you can, yeah, yeah)
Cause you can

How do you find tinsel Motown
How do you find it if it's the only one

Dear, love is strange the right emotion
How do you find if it's the only one
Cause lately (lately) could you tell (could you tell)
I lost the only one
Could you tell (could you tell, could you tell)

Stoke the funeral
So now it's just me, myself and I

Don't come around here (don't come around here)
Just to see me cryin' (see me cryin')
Don't come around here (don't come around here)
Just because you can (because you can)

Give me Motown (tinsel Motown, lady)
Tinsel Motown (one emotion maybe)
One emotion (with a perfect stranger)
Tinsel Motown (me, myself and I)

Don't come around here
Just to see me cryin'
Don't come around here
Just because you can

Rod Stewart & Helicopter Girl

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:10
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Sábado, 8 de Janeiro de 2005

Partilho do mesmo...

"Uns dias amo... muito... amo mais que uma pessoa até... outros dias não amo... nem odeio ninguém... estou só eu no meu mundo, com as minhas tristezas, ansiedades, desejos, sonhos... há dias em que gosto de falar outros há em que o silêncio é o meu melhor amigo, aquele que me entende, sem criticar, sem me julgar... há dias em que acredito no amor para sempre... outros em que simplesmente me recuso a amar e ser amado... não quero nada, não peço nada e por isso mesmo espero que nada me peçam... aqueles dias em que gostava que ninguém me visse ou sequer se lembrasse que existo... sou apenas pó que não tem um destino e passa com o vento sem que alguém realmente o veja ou sinta... mas que vai deixando a sua marca indelével... a liberdade de ser como sou, e dizer o que me apetece ou não dizer, de todo, nada... pensar que amanhã faço o que amanhã me apetece fazer... e hoje faço o que tenho a fazer! Deixar-me guiar pelas emoções do momento, boas ou más sem pensar que magoo alguém... existir aos poucos para não sofrer mais tarde...

Ser simplesmente egoísta porque ninguém o pode ser por mim... não esperar nada para breve e acreditar no futuro... que virá... não criar pressões e não me pressionarem... acreditar no que tenho hoje e duvidar amanhã para poder fazer melhor por mim... por outrém... por todos... ou por ninguém... não dar um contributo, mesmo que isso me faça sentir inútil, fútil e volátil... que na verdade aparento não me preocupar com nada, sem me preocupar com o que passa... porque o mais importante é sentir-me bem com o que faço, mesmo que seja um segredo, mesmo que não o partilhe e todos pensem que sou o que não sou de todo...

Se cada um se importasse mais com o que faz e reparasse menos no que espera que os outros possam fazer, seríamos mais felizes e realizados, mesmo que fosse segredo e ninguém soubesse... porque não é de todo importante que se saiba porque somos o que sentimos e fazemos e não o que esperam que possamos fazer, exigir aquilo que pode ser oferecido... errar ao exigir e perder o que se podia ter ganho... estamos todos à espera de um milagre... e ele já existe, em cada um de nós... mesmo que não o consigamos encontrar em cada pessoa com que nos cruzamos, em cada olhar... nem todos os dias mesmo que ninguém saiba... sabemos nós, que alguém acredita em nós, e nos apoia incondicionalmente... que nos faz pensar nela... sempre que nos apetece pensar nela... sem que seja uma obrigação... é um segredo que devemos guardar para ninguém nos exigir mais... porque acreditamos que é sempre pouco o que nos dão ... e as 24 horas podem não chegar para tanto que há para fazer, por nós... pelos outros ou simplesmente para não o fazer... ver o tempo passar sem ninguém saber de nós... criar o nosso refúgio mental... que nos permite sobreviver, mais... que nos permite viver... e seguir a vida, em segredo, naquilo que realmente é importante... e deixando cada um acreditar no que precisa..."

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:38
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2005

E não é que não sei!

Questão de ética/moral apresentada no "Diário de Lisboa"!

"Com toda esta polémica a propósito da clonagem, uma grande pergunta urge colocar:

Alguém que tenha relações sexuais com o seu próprio clone: é homossexual, está a masturbar-se ou fodeu-se?"

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:24
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2005

Também penso quem são?!

Engraçado pensar o que vocês pensam de mim...

Em muitos comentários vossos já me revi... outros apenas ri... mas sempre todos li!

Já passei por criança... por velho... por analfabeto... por instruído...

Alguém que pensa imenso sobre o que escreve... que só escreve disparates...

Relendo todos os pequenos ensaios acho que não alterava nenhum!!!

Não são escritos para serem pessoais... embora por vezes sejam!

Não são escritos para terem graça... embora por vezes tenham!

Não são escritos para informar... embora por vezes elucidam!

Apenas partilho uma forma de ver o mundo... procurando em tudo uma razão... porque até o que não tem razão de ser, merece que seja estudado!!!

Muitos pensam... poucos reflectem...

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:58
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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2005

Cheguei até aqui...

Desde que criei o blog que tento escrever este texto...

Não avancei muito em termos de escrita mas sempre cheguei a algumas conclusões...

O que querem as mulheres?! ...

O que querem os homens?! ... Mulheres... agora o que fazer para as conseguir? ...

Foi o melhor que consegui!!!

Ps: A todos os homens...  acredito que não seja a melhor forma fazer coisas como buzinar do carro, gritar piropos, ficar a dançar colado a elas e outras coisas que fazemos igualmente irritantes (eu sei que até agora foi o melhor que conseguimos lembrar mas mudem por favor!)

Ensaio do filósofo rafapaim às 14:29
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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2005

Picture of You

Didn't they say that I would make a mistake
Didn't they say you were going to be trouble.
People told me you were too much to take
I couldn't see it
I didn't wanna know.

I let you in and you let me down
You messed me up and you turned my life around
You left me feeling I had nowhere to go
I was alone
How was I to know that

You'd be there
When I needed somebody.
You'd be there
The only one who could help me

I had a picture of you in my mind
Never knew it could be so wrong.
Why'd it take me so long just to find
The friend that was there all along

Who'd believe that after all we've been through
I'd be able to put my trust in you
Goes to show you can forgive and forget
Looking back
I have no regrets 'cos

You'd be there
When I needed somebody.
You'd be there
The only one who could help me

I had a picture of you in my mind
Never knew it could be so wrong.
Why'd it take me so long just to find
The friend that was there all along

Boyzone

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:36
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2005

Estou a ser ultrapassado...

Ainda estou a sentir-me na pré-história...

Existe uma certa altura que o nosso cérebro deixa de conseguir interpretar certas informações! Nessa altura falamos que uma pessoa esta ultrapassada... o pior de tudo é que estou a falar na primeira pessoa!!!

Sempre achei curioso falar sobre certos assuntos, nomeadamente informática e novas tecnologias com o meu pai, como era possível que a ele algumas coisas fizessem confusão?!

Ora bem... e a razão desta filosofia ir para o ar com um dia de atraso (apesar de ter sido escrita a caneta e papel ontem) foram mesmo as “modernices”...

Houve uma altura na minha vida (que eu achava ter durado até ontem) que sempre que tinha um problema com qualquer aparelho, eu mexia naquilo até que ficava arranjado... muitas vezes nem sei bem o que fazia... a maior parte das vezes até!

Só que desta vez a instalar um novo software consegui bloquear o pc... de tal forma que tive de tomar uma medida que já por si me deixou triste – consultar um técnico!

E não é que o rapazito começa lá com umas frases muito engraçadas... (devo dizer que ia ficando ofendido quando o ouvi falar da motherboard e julguei que estávamos numa de ofensas pessoais!!!)! ehehe!

Mas devo admitir que entrei na fase que certos termos já não são para a minha idade... ele que faça lá o trabalho dele... apresente a factura... eu pago... (e não é que pareço o meu pai!!!)

Pode ser mais tarde para uns... para outros mais cedo... mas existe um dia em que somos ultrapassados (mas tentarei não me tornar obsoleto!!!)

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Domingo, 2 de Janeiro de 2005

My Way

And now the end is near
So I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case of which I'm certain

I've lived a life that's full
I've travelled each and every highway
And more, much more than this
I did it my way

Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do
And saw it through without exception

I planned each charted course
Each careful step along the byway
Oh, and more, much more than this
I did it my way

Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall
And did it my way

I've loved, I've laughed and cried
I've had my fails, my share of losing
And now as tears subside
I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way
Oh, no, no not me
I did it my way

For what is a man, what has he got
If not himself, then he has not
To say the things he truly feels
And not the words he would reveal
The record shows I took the blows
And did it my way

Frank Sinatra

Que este ano seja da "nossa maneira"!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 15:46
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Sábado, 1 de Janeiro de 2005

Já só faltam 364...

Não penso que a melhor forma de começar um ano que querem que seja melhor que o anterior seja de ressaca… afinal tanta resolução, desejo e no primeiro dia passam igual a outro qualquer!

Este ano a festa foi aqui em casa… não tive tempo sequer para beber… comer… mas foi super gratificante ouvir depois que correu tudo bem… e a companhia das pessoas que estiveram presentes valeu a pena!!!

… ser anfitrião não é fácil!!!

Reparei na esperança das pessoas… como realmente acreditam que talvez este acontecimento possa marcar uma nova era!!!

Será que os problemas terminam neste dia… deixam de “perseguir-nos”… podemos esquecer… acho que sabem a resposta!!!

Não é pessimismo, excesso de realismo?!

Seja o que for… lá abrimos as garrafas à meia-noite… comi doze passas… e agora ando a torcer para que termine o campeonato de futebol para ver se tenho um dos desejos realizados!!!

Continuarei a tentar ser um pouco melhor todos os dias…

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:49
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