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Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2004

Por este ano é tudo!

Dia de balanços.... retrospectivas... e resoluções...

Altura de encarar como um fim de ano.... altura de encarar como um novo ano... limite ténue este!

Foi o ano do nascimento deste blog... todos os dias um momento dedicado a mim e a vocês... assim só posso agradecer a todos que visitam... novos e retornados... que vieram e que vão vir!

Por este ano é tudo!!!

Feliz Ano Novo

Ensaio do filósofo rafapaim às 14:59
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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2004

Passagem de ano... 2005

Pior que a falsa simpatia do Natal só a falsa diversão da passagem de ano...

Sinceramente não é uma festa que ache atractiva, senão vejamos:

- Recebo além de alguns e-mails atrasados de Natal um monte de mensagens com pensamentos e conselhos de gente que nunca ouvi falar. Fico com a caixa cheia de apresentações de powerpoint que apago sem sequer ler...

- A organização da festa é muito em cima do Natal... para alguns ainda nem deu tempo de colocar a lavar as roupas novas que receberam no dia 25 de Dezembro. (ehehe!!!)

- Animação e Festa com hora marcada não tem a menor graça... tenho de estar super feliz com a passagem de um dia para o outro... acho que faço isso mais uma 364 vezes sem tanta euforia!!!

- O ponto alto da festa é muito cedo... nunca consigo estar com a boa disposição que pretendem logo às 24:00 ou 00:00 sei lá?!?! E além disso dura muito pouco.... passado um segundo passa a ser um dia como outro qualquer.

- Depois mais um monte de beijos e abraços que temos de distribuir... gente a fazer balanços do ano passado e a iludirem-se em inúmeras resoluções (que eram iguais às do ano passado) mas convictas que agora é que vai ser!!!

Vou comemorar a passagem de ano em dia incerto, lugar a definir e hora a marcar... e viva a festa!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 16:15
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Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2004

Certezas

Eu tenho a certeza que devia estar a escrever uma qualquer filosofia barata hoje... mas ainda não sei o tema!!!

Isto é, ainda não tenho a certeza absoluta do que vai ser...

Boa!!! Isso mesmo... acerca dessa expressão que tanto usamos... o ter a “quase certeza absoluta”!!!

Não me parece algo muito compatível... mas o que é certo é que existem inúmeras situações em que temos quase a certeza absoluta do que vai acontecer. Por absoluta a certeza devia ser algo de inquestionável mas o acrescentar o “quase” é o verdadeiro golpe de mestre!

Tudo fica justificado... apesar de logicamente ter a certeza absoluta é algo que só pode ter um resultado, um fim, não se compadece de dúvidas, incertezas e possibilidades.

É fantástico estas combinações que conseguimos fazer... juntar o certo com o incerto... era suposto só existir a certeza absoluta... ou então probabilidades, jamais uma “quase certeza absoluta”.

Eu tenho quase a certeza absoluta que era para ter alguma lógica por detrás deste texto... se não tiver, azar!! Era a parte da “absoluta” que faltava... ehehe!

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:39
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Terça-feira, 28 de Dezembro de 2004

Uma vida a condizer

Trazia os olhos a condizer com a gravata,
e as lágrimas com as palavras dos outros.

Ao vaguear pelas ruas, admirava sorrisos condescendentes de anúncios felizes como caixas de bombons.

Os sapatos condiziam com o caminho errado,
e o casaco com as palmadinhas nas costas...

“Deixa lá isso, pá... Não há como um dia depois do outro.”

Os dias condiziam com as semanas,
e as semanas com aquele dia e só com esse.

“Se a coragem condissesse comigo, eu faria era conjunto com o nunca mais...”

Outras filosofias baratas... esta adorei por isso publiquei... sem esquecer do agradecimento para a autora deste genial texto!!!  sefaxavor do "Traga-me os sais..."

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:30
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Segunda-feira, 27 de Dezembro de 2004

Cotidiano

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode as seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde, como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca prá beijar
E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
Me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode as seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual

Chico Buarque

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:11
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Domingo, 26 de Dezembro de 2004

Quantos sabem...

Estou a misturar as histórias ou então acho que descobri outro facto curioso…

Sempre ouvi dizer que o Pai Natal (versão portuguesa), sabia durante o ano inteiro quem se portou bem ou mal…

Em primeiro lugar isto é uma chantagem psicológica muito grande para as crianças (além de uma filosofia barata intrínseca), elas não se portam bem por acreditarem em valores mas sim porque querem é receber um monte de presentes!!!

E depois se ele sabe isso tudo é porque é omnipresente, omnisciente, e possivelmente mais uns não sei quantos “omni”…

É aqui que fico confuso…. Mas afinal não seria aquele a que chamam de Deus a ter para si a exclusividade dos prefixos “omni”…

Não quero parecer alarmista mas já anda gente a mais a saber de tudo… além de Deus, os vizinhos e amigos bisbilhoteiros e agora o Pai Natal!!!

Será que o coelho da Páscoa, a Fada dos Dentes e mais uns quantos desses seres sabe sobre a vida de todos???

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:01
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Sábado, 25 de Dezembro de 2004

Ho... Ho... Ho...

Feliz Natal e Boas Festas!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:49
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Sexta-feira, 24 de Dezembro de 2004

Não apenas hoje...

It's Christmas time, there's no need to be afraid
At Christmas time, we let in light and we banish shade

And in our world of plenty we can spread a smile of joy
Throw your arms around the world at Christmas time

But say a prayer, pray for the other ones
At Christmas time it's hard, but when you're having fun

There's a world outside your window
And it's a world of dread and fear

Where the only water flowing
Is the bitter sting of tears
And the Christmas bells that ring there are the clanging chimes of doom

Well tonight thank God it's them instead of you

And there won't be snow in Africa this Christmas time
The greatest gift they'll get this year is life
Where nothing ever grows
No rain nor rivers flow

Do they know it's Christmas time at all?

Here's to you
Raise a glass for everyone
Spare a thought this yuletide for the deprived
If the table was turned would you survive
Here's to them
Underneath that burning sun

You ain't gotta feel guilt just selfless
Give a little help to the helpless
Do they know it's Christmas time at all?

Feed the world
Feed the world
Feed the world
Feed the world
Let them know it's Christmas time again

Band Aid 20

Ensaio do filósofo rafapaim às 12:30
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2004

Basta sentir...

Criar um mundo inteiro tem necessariamente de ser considerada uma façanha louvadíssima, mesmo que tivesse causado ainda maior admiração se o mundo tivesse criado a si mesmo.

A experiência de ter sido criado não é tanta em comparação a de quem criou a si mesmo do nada, e pode ficar em pé sem a ajuda de ninguém...

Se não existisse criador, o que seria esse mundo? ...

Não somos capazes de entender o que somos. Somos parte do enigma. Somos os únicos seres vivos com consciência de que tudo isso está realmente passando na janela.

Nesse caso então é uma responsabilidade nossa preservar esse nosso lugar a nossa essência de cria. Um dia a escuridão poderá voltar e cobrir tudo. Se não for como deve ser... Não existe vestígios do que se é de verdade...

O mundo não é dos que falam demais da conta .. o firmamento continua calado, não há muito mexerico nas estrelas. Esta lá a lua quieta, o cometa com pressa, mas ninguém se esqueceu ainda. No céu não se imprimem cartões de visita.

A felicidade é tão frágil quanto o vidro ... temos essa vida maravilhosa e misteriosa, mas é tudo tão delicado ... Foi criado o mundo ... tarefa nossa viver ... A busca desses vestígios é impossível de se efetuar com êxito ... basta sentir ...

Outras filosofias baratas... esta adorei por isso publiquei... pedindo antes a autorização para a autora deste genial texto!!!  Lu do "E fez-se luz..."

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:27
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Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2004

Abre mesmo o quê?

Sei que antigamente fazia lógica... e ainda lembro como eram!!!

Os antigos abre-latas... serviam mesmo para a abrir as latas, vinham com uma espécie de lâmina em corte V para cortar o metal, mas tinham aquela parte que serve para tirar as caricas (tampinha) das garrafas de refrigerantes!!!

Ora bem... mas se eu peço uma garrafa de um qualquer refrigerante porque será que abrir eu preciso de um abre-latas... latas... serei o único a achar que as latas possuem abertura fácil?!

Todas elas com uma anilha que quando pressionada faz abrir um pequeno orifício de onde podemos beber?!?! ... Será mesmo que antes disso era preciso um abre-latas para abrir as bebidas enlatadas???

Depois do corte do metal e das sucessivas arestas que os antigos abre-latas deixavam alguém se atrevia a encostar os lábios naquilo???

Se a explicação for para abrir outro tipo de latas... então qual a razão de juntar num só aparelho o abridor de caricas (tampinhas) com o abridor de latas?!?!

E hoje em dia perdeu a parte do corte do metal e ficou só o removedor de caricas (tampinhas!) e continuamos chamar de abre-latas...

Não sei... mas a mim continua a parecer estranho... temos de modernizar estas coisas!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Terça-feira, 21 de Dezembro de 2004

Toda a gente sabe disto!

Para demonstrar a filosofia barata de hoje (daquelas batidíssimas!) vou utilizar o famoso (para aqueles que acompanham o blog sabem do que estou a falar...) jogo do “faz de conta”:

- Aquele rapariga é muito gira e simpática... (comentamos para um amigo!)

- O rafapaim falou que esta interessado naquela menina ... (comenta o amigo para outro amigo!)

- Não sabes da última... o rafapaim esta apaixonado pela aquela menina... (onde já vai!!!)

- O rafapaim e a outra menina estão a namorar... (circula já entre os amigos e amigas!)

- (e a coisa vai crescendo e tomando rumos desconhecidos)...

- Pelo que ouvi dizer ela tem um namorado. (chega por fim de novo ao rafapaim!!!)

Olha não vou então estar com mais coisas... é melhor ficar quieto no meu canto e não meter-me em confusões!!!

E por vezes as histórias não tem final feliz... e tudo porque “quem conta um conto... aumenta um ponto!”

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:51
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Segunda-feira, 20 de Dezembro de 2004

E dentro de mim...

E dentro de mim...

- Hoje começo eu. (o apressado)

- És sempre tu... (o invejoso)

- Que nada começam as meninas!!! (o educado)

(coram entre risinhos de adolescentes... a razão e a inteligência)

- Hoje vou falar sobre... isto ou aquilo? (o indeciso)

- Então vamos... quero logo ver o resultado!!! (o curioso)

- Não é assim tão fácil ter que escrever todos dias... (o preguiçoso!)

(a esta altura... o enigmático e o engraçado conversam sobre o tema)

- Acho que devemos transmitir hoje um bom valor! (o preocupado)

-  Nada disso... vamos falar uma qualquer loucura... (o fútil)

- Que tal tentar gerar um consenso?! (o sensato)

Acaba por escrever o rafapaim... porque somos todos o resultado de um monte de características que formam a nossa personalidade!!! Nenhuma levada ao extremo todas elas ponderadas... porque afinal eu sou isso!!!

- Mais uma reflexão que uma filosofia... enfim! (o filósofo!!!)

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:13
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Domingo, 19 de Dezembro de 2004

Carnalismo

No rastro do seu caminhar
No ar onde você passar
O seu perfume inebriante
Pendura num instante,
A rua inteira a levitar

Me abraça e me faz calor
Segredos de liquidificador
Um ser humano é o meu amor,
De músculos , de carne e osso,
Pele e cor.

No rastro do seu caminhar
No ar onde você passar
O seu perfume inebriante
Pendura num instante,
A rua inteira a levitar

Me abraça e me faz calor
Segredos
Um ser humano é o meu amor,
De músculos , de carne e osso,
Pele e cor.

Tribalistas

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:11
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Sábado, 18 de Dezembro de 2004

Vale tudo!

Existe um monte de gente que pensa ter piada...

Mas existem distintas definições entre:

- Brincar
- Provocar
- Implicar

E todas são possíveis sem sermos mal educados ou frios.... já aqui escrevi que boa educação não passa por ser uma pessoa séria e sisuda, mas ser engraçado não passa também por ser rude e falso...

O limite nem sempre é fácil de perceber... mas é bem claro quando a outra pessoa o diz...

Aquilo que sabe, conhece e conversa com alguém deve ser mantido entre essas pessoas... claro que para certos assuntos o conhecimento geral não tem a menor importância, agora para outros a confiança deve ser absoluta!

Se tiver que criticar... que o faça em privado e na frente da pessoa... se tiver de elogiar que o faça em publico e para todos saberem!!!

- Não confunda brincar com falsidade...
- Provocar com humilhar...
- Implicar com ofender.

Ensaio do filósofo rafapaim às 01:42
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Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2004

Convidando a convidar...

Não sei a vossa opinião acerca de uma outra minha filosofia barata... mas algo me diz que vou ficar a saber nos comentários do ensaio de hoje!!!

O assunto são os convites... não de uma forma geral... nem tentando ensinar nada, mas apenas partilhando um ponto de vista!!!

A razão pela qual devemos fazer os convites...

Para isso recorro a uma analogia, e ao mesmo tempo a uma outra filosofia barata, “devemos dar sem esperar receber... a verdadeira alegria consiste em presentear e não receber presentes” (esta última inventei agora mesmo! Apesar da lógica inerente já ser antiga!)

Assim, mesmo sabendo que alguém não vai corresponder ao seu convite, este deve ser feito na mesma... não convidamos apenas quem sabemos que pode ir (ou que fica bem ir), mas sim aqueles que gostaríamos que fossem!

O convite serve então para demonstrar o nosso desejo e anseio de partilhar da companhia de outro...

É por si só já um gesto de simpatia... e deve ser feito não esperando resposta, até porque isso já não nos compete, e sim uma expressão de nossa intenção!!!

Detesto convite só porque uma vez foi convidado... por ser familiar, conhecido de A ou B... por parecer bem ter alguém na festa...

Por isso meus amigos... estão convidados a ler e a comentar este ensaio!!! (ehehe!)

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:49
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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2004

Sobre casa... mento!

Um mau negócio que as mulheres insistem em fazer é o casamento... mas aqui eu desenvolvi uma filosofia barata... (aqui e em todos os ensaios!)

O casamento não é mais que o primeiro instinto maternal a revelar-se... senão vejamos:

Um homem casado passado três meses torna-se tão dependente como um filho... e você ainda não deu à luz e tem de adoptar logo uma criança...

Somos tão irresponsáveis e necessitados como qualquer recém-nascido (e temos apenas as mesmas capacidades e utilidade... apesar de trocarmos melhor a lâmpada e abrir latas de conservas!)

Era suposto o casamento ser entre adultos... mas essa ilusão passa rápido! Num instante vai perceber que esta casada não com o príncipe, mas sim, com o filho mimado da Sra. Maria (aqui substitua pelo nome da mãe da sua cara metade se for mulher... pelo da sua mãe se for homem!!!)

Bem podem sonhar com casamentos modernos... no fim a história sempre se repete...

O negócio do ponto de vista do homem consiste... trocar o “jeito” e mimos da nossa mãe pelo o mesmo tratamento... e normalmente casam porque é considerado crime ter sexo com a própria mãe (desculpem a piada infame... mas é a mulher ideal!!!)

Ps: rafapaim do lado delas... mas sem gracinhas!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 22:15
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2004

Sobre casa...

Continuo a achar que fazer férias para uma casa alugada é uma ideia de índio...

Quero descansar, não pretendo apenas trocar a minha cozinha pela cozinha de outra pessoa!!!

Acordar... tomar banho... deixar a cama por fazer... a toalha jogada... e sair...

Chegar e ter tudo arrumado... melhor... vou viver para um hotel... ou nunca deveria ter deixado a casa dos pais!!!

Durante uma certa altura da nossa vida (que tentamos prolongar ao máximo!) a casa de família é lavandaria e estalagem ao mesmo tempo... os nossos pais são aquela espécie de instituição que concede subsídios a fundo perdido!!!

Podia argumentar que fazer a cama para desfazer no mesmo dia mais tarde é uma perda de tempo... mas ao entrar nessa ordem de pensamentos acabava a não fazer nada...

E depois se todos fossemos filhos perfeitos (daqueles que aparecem em filmes, irritantes de tão educados, compreensivos e prestáveis!) onde ficavam as empregadas domésticas?!

No fundo existe um equilíbrio macro-cósmico, que mantém tudo no seu devido lugar!!! (nem sei o que isto quer dizer, mas parece bem aqui estar... afinal passa por filosofia barata na boa!!!)

(PS: Quando saio de casa... tudo fica arrumado.. mamãe aparece menos vezes daquelas que gostava!!!)

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:26
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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2004

Metade

Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.

Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor.
Que apenas sejam respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.

Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.

Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
Que o teu silêncio me fale cada vez mais.

Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
Que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.  

Que minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

Oswaldo Montenegro

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Segunda-feira, 13 de Dezembro de 2004

Novos amigos

Quando chegamos aos trinta anos, é muito difícil fazer amigos. Se temos um grupo de amigos, é com eles que saímos.

Não entrevistamos ninguém, não olhamos para pessoas que não conhecemos, não estamos interessados em ver candidaturas. Não conhecem os lugares, não conhecem a comida, não conhecem as actividades.

Claro que, quando somos mais pequenos, podemos ser amigos de qualquer pessoa. Nem é preciso terem nada de especial.. Vejo uma pessoa à frente da minha casa, é meu amigo, somos amigos e pronto:

- És crescido? Não? Óptimo, entra! Vamos dar saltos em cima da minha cama!!!

E se tivermos alguma coisa em comum:

- Gostas de sumo de cereja? Eu gosto de sumo de cereja!!!

Então passamos logo a ser os melhores amigos.

Jerry Seinfeld

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:40
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Domingo, 12 de Dezembro de 2004

Todo Carnaval Tem Seu Fim

Todo dia um ninguém José, acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o Zé dorme acordado
Todo dia, o dia não quer, raiar o sol do dia
Toda trilha é dada com fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada

Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
É o fim

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!

Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul
Pra que mudar?

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz!

Los Hermanos

Ensaio do filósofo rafapaim às 14:50
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Sábado, 11 de Dezembro de 2004

Desconfiado...

Sei que algo se anda a passar…

Luzes… árvores enfeitadas… lojas cheias… e um espírito de simpatia muitas vezes forçado…

Hum…

Oh oh oh… trenós e renas… o filme “Sozinho em Casa” brevemente a passar pela 1234567890 vez na televisão…

Ora bem…

Consumo.. prendas… e stress… já sei… é Natal!!!

Que outra época podia ser… uma vez por ano ser boa pessoa, porque isso de ser todo o ano cansa não é?! Agora é altura de lembrar daqueles que durante um ano inteiro pouco tem… ou mesmo nada!!!

Ajudamos os velhinhos… paramos nas passadeiras… sorrimos… somos prestáveis…

Nem quero entrar aqui em críticas … mas a filosofia barata será então… o Natal é quando um homem quer?!?!

Pena que queiram então poucas vezes…

*rafapaim xmas mode on*

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:23
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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2004

Psicologia vs Filosofia Infantil

Existem ligações para as quais eu não encontro lógica... talvez seja apenas eu... ou então não!

Existe um velho ditado popular (que são filosofias baratas no seu expoente máximo) que dizem para as crianças:

- Quem brinca com fogo faz xixi na cama!!!

Até percebo a intenção... é embaraçoso ou mesmo humilhante para uma criança que atinja certa idade, andar ainda a molhar os lençóis, mas se o objectivo é impedir que elas brinquem com o fogo a explicação fiel das consequências não seria mais produtivo?!

A conversa do xixi na cama é de mais fácil compreensão... mas se o pequeno petiz já fica envergonhado com o facto de durante a noite não se conter então já tem idade para levar com a sua primeira lição de vida...

Acho que nunca mais brincava com o fogo se a história fosse esta:

- Brincam com o fogo... um dia deixam cair uma brasa ou queimam qualquer coisa que origina um incêndio que pode tomar proporções devastadoras... imaginem que ficam encurralados pelo fogo e fumo... primeiro ficam intoxicados de inalar o fumo... acabam por desmaiar... até que o que acordam com a dor alucinante da vossa pele começar a arder... borbulhar e acabar por explodir no meio de gritos e loucura causados pela agonia!

Ok... é uma filosofia talvez não a melhor psicologia! ehehe! Mas olhem que resultava... até eu fiquei assustado!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:35
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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2004

Confissões de Adolescente

Meu mundo interno já nem fala mais...
Ele berra, esperneia e urra...
Tem um bicho que briga na minha barriga
Não me deixa dormir e me diz coisas
que eu não, ai não eu não quero ouvir...

Vaidosa demais...
Às vezes eu acho que eu sou burra demais
Escandalosa demais
Egocentrada demais
Pretensiosa demais
Preocupada demais
E ocupada demais
Obediente demais
Suicida demais
Ai eu tô gorda demais
Adolescente demais
Boba demais
Eu sou boa demais
Sou promissora demais
E agressiva demais
Talentosa demais
Eu sou cobaia demais
E eu vou à praia demais
Sou linda mais que demais
A vida é boa demais
Dependente demais
E sedutora demais
A minha bunda tá mole demais
Complicada demais
Abstrata demais
Absurda demais
Apaixonada demais

Eu só não sei se esse bicho...
essa coisa que me parte...
É vontade de morrer,
ou é obra de arte.

Texto inserido na peça "Confissões de adolescente"

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:52
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2004

Reach

Some dreams live on in time forever
those dreams, you want with all
your heart

and i'll do whatever it takes
follow through with the promise i made
put it all on the line
what i hoped for at last would be mine

if i could reach, higher
just for one moment touch the sky
from that one moment
in my life
i'm gonna be stronger
know that i've tried my
very best
i'd put my spirit to the test
if i could reach

some days are meant to be
remembered
those days we rise above
the stars

so i'll go the distance
this time
seeing more the higher i climb
that the more i believe
all the more that this
dream will be mine

if i could reach, higher
just for one moment touch
the sky
from that one moment in
my life
i'm gonna be stronger
know that i've tried my
very best
i'd put my spirit to the test
if i could reach

if i could reach, higher
just for one moment touch
the sky
from that one moment in
my life
i'm gonna be stronger
i'm gonna be so much stronger
yes i am
i put my spirit to the test

if i could reach, higher
if i could, if i could
if i could reach
reach, i'd reach, i'd reach
i'd reach, i'd reach so
much higher
...
be stronger

Gloria Estefan

Ensaio do filósofo rafapaim às 22:47
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Terça-feira, 7 de Dezembro de 2004

Obrigado!!!

Os outros sobre mim... ou melhor, o Ricardo (autor do blog) Filho do 25 de Abril.

Filosofia Barata

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:48
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Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2004

Adianta ... adiantar?!?!

Hoje volto aos estranhos comportamentos humanos...

Existem pessoas estranhas... então aquelas que resolvem adiantar o relógio para não chegarem atrasadas são um exemplo disso!!!

Ora bem... se algo esta marcado para as 10:00 e elas sabem que precisam de uma hora para se arranjar, significa que precisam de acordar às 09:00. Sendo que o relógio esta adiantado meia hora então ao colocar às 09:00 elas ganham meia hora!

Até aqui tudo bem...

Mas ao fazerem isto conscientemente o que vai acontecer?!?! Todos sabemos que ao tocar o despertador (por exemplo!) vamos pensar... ainda são 08:30 por isso posso ficar na cama mais meia hora... acabamos por adormecer e chegamos atrasados na mesma!

A única finalidade disto era que fosse possível acreditar que o nosso relógio marcava a hora certa... mas o que adianta também andar adiantado... passando um tempo de chegar em primeiro lugar que todos e apanhar valentes “secas” por esperar aqueles que não adiantam os relógios rapidamente fazem desistir desta filosofia!

Parece-me que o melhor é mesmo saber “a quantas anda”...

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:31
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Domingo, 5 de Dezembro de 2004

Olhei e pensei...

E sabia muito quando tinha 15 anos…

Aos 25 olhei para trás e pensei… como era criança!!!

Sabia imenso quando tinha 25 anos…

Aos 35 olhei para trás e pensei… como era jovem!!!

Sabia tudo quando tinha 35 anos…

Aos 45 olhei para trás e pensei…  …!!!

Somos donos da verdade em todas as fases da nossa idade… e por mais batida que seja esta filosofia, a verdade é que sempre se aprende com o passar dos anos!

Também é verdade que hoje cada vez mais cedo passamos por certas experiências que nos obrigam a “crescer” mais rápido! Apesar de tudo isto, não acredito que falar com pessoas mais novas seja um desperdício de tempo… nem a oportunidade de viver o papel “paternalista” que tantos gostam de fazer!

Existe uma fase certa para tudo na vida… não preciso cometer as maiores loucuras para viver tudo... mas também sei que existem certas coisas que depois de passado o tempo tornam-se ridículas (podem chamar-me conservador)… mas falo principalmente de experiências que já sabemos o resultado e as vivemos para ter uma falsa sensação de jovialidade!!!

Existem outras que para sempre são permitidas... hoje leio as minhas outras filosofias e penso… ainda sei tão pouco!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:01
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Sábado, 4 de Dezembro de 2004

Duelando com a natureza

" É importante ter as forças para mudar o que podemos .. mas não mudar o que é natural .. porque duelando com a natureza (o que somos) .. perdemos. Acharei um caminho ou abrirei um para mim .. e que esse seja bom ... Sou lutadora o bastante! ... "

in E fez-se luz 28.11.04

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:48
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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2004

Dizer que não

Diz-lhe que não
diz-lhe que tudo acabou
que é sempre mais feliz
aquele que mais amou
Chega de juras de amor
promessas de amor eterno
para algum tempo depois
voltarmos ao mesmo inferno

Por vezes é mesmo assim
Não há outra solução
Dói muito dizer que sim
Dói menos dizer que não

Diz-lhe que não
diz-lhe que tudo acabou
que é sempre mais feliz
aquele que mais amou
Diz-lhe que chega de ouvir
as frases habituais
chamam-me a maior paixão da vida
(coisas banais)

Maior ou não pouco importa
Ser a única isso sim
Diz-lhe que não me enganou
Enganou-se ele por mim

Diz-lhe que não
está na hora de acabar
mas por favor não lhe digas
que ainda me viste chorar

Lúcia Moniz

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:50
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2004

O Carioca É. Antes de Tudo.

Os paulistanos (!) que me perdoem, mas ser carioca é essencial. Os derrotistas que me desculpem, mas o carioca taí mesmo pra ficar e seu jeito não mudou. Continua livre por mais que o prendam, buscando uma comunicação humana por mais que o agridam, aceitando o pão que o diabo amassou como se fosse o leite da bondade humana.

O carioca, todos sabem, é um cara nascido dois terços no Rio e outro terço em Minas, Ceará, Bahia, e São Paulo, sem falar em todos os outros Estados, sobretudo o maior deles o estado de espírito.

Tira de letra, o carioca, no futebol como na vida. Não é um conformista -- mas sabe que a vida é aqui e agora e que tristezas não pagam dívidas. Sem fundamental violência, a violência nele é tão rara que a expressão "botei pra quebrar" significa exatamente o contrário, que não botou pra quebrar coisa nenhuma, mas apenas "rasgou a fantasia", conseguiu uma profunda e alegre comunicação -- numa festa, numa reunião, num bate-coxa, num acto de amor ou de paixão -- e se divertiu às pampas. Sem falar que sua diversão é definitivamente colectiva, ligada à dos outros.

Pois, ou está na rua, que é de todos, ou no recesso do lar, que, no Rio é sempre, em qualquer classe social, uma open-house, aberta sob o signo humanístico do "pode vir que a casa é sua".

Carioca, é. Moreno e de 1,70 metro de altura na minha geração, com muitos louros de 1,80 metro importados da Escandinávia na geração atual, o carioca pensa que não trabalha. Virador por natureza, janota por defesa psicológica, autocrítico e autogozador não poupando, naturalmente, os amigos e a mãe dos amigos -- ele vai correndo à praia no tempo do almoço apenas pra livrar a cara da vergonhosa pecha de trabalhador incansável. E nisso se opõe frontalmente ao "paulista", que, se tiver que ir à praia nos dias da semana,vai escondido pra ninguém pensar que ele é um vagabundo.

Amante de sua cidade, patriota do seu bairro, o carioca vai de som (na música), vai de olho (é um paquerador incansável e tem um pescoço que gira 360 graus), vai de olfacto (o odor é de suprema importância na fisiologia sexual do carioca).

Sem falar, que, em tudo, vai de espírito; digam o que disserem, o papo, invenção carioca, ainda é o melhor do Brasil, incorporando as tendências básicas do discurso nacional: o humanismo mineiro, o pragmatismo paulista, a verborragia baiana.

E basta ouvir pra ver que o nervo de todas as conversas cariocas, a do bar sofisticado como a do botequim pobre e sujo, por isso mesmo sofisticadíssimo, a do living-room granfa, a da cama (antes e depois), é o humor, a crítica, a piada, a graça, o descontraimento.

Não há deuses e nada é sagrado no Olimpo da sacanagem. O carioca é, antes de tudo, e acima de tudo, um lúdico. Ainda mais forte e mais optimista do que o homem da anedota clássica que, atravessado de lado a lado por um punhal, dizia: "Só dói quando eu rio", o carioca, envenenado pela poluição, neurotizado pelo tráfego, martirizado pela burocracia, esmagado pela economia, vai levando, defendido pela couraça verbal do seu humor.

Só dói quando ele não ri.

Só dói quando ele não bate papo.

Só dói quando ele não joga no bicho.

Só dói quando ele não vai ao Maracanã.

Só dói quando ele não samba.

Só dói quando ele esquece toda essa folclorada acima, que lhe foi impingida anos a fio com o objetivo de torná-lo objeto de turismo, e enfrenta a dura realidade... carioca.

Millôr Fernandes

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:40
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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2004

A distância do tempo

Podemos medir a distância através do tempo

- A que distância fica aquele lugar?
- A uns vinte minutos.

Mas ao contrário não funciona.

- A que horas saímos do trabalho?
- Daqui a uns cinco quilómetros.

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:45
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