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Quinta-feira, 30 de Setembro de 2004

Preço Certo

Será que tudo tem um preço?!

Observando a humanidade diria que sim... apenas uns mais altos que outros... sei que pode ser um valor inatingível mas no limite (infinito) existe um preço!!!

Assim como o dinheiro não compra a felicidade:

- Quem diz ou não tem... ou
- Não sabe gastar (ehehe!)

Claro que ajuda... não é tudo... mas ser realmente feliz sem ele, acho muito complicado!!!

Tenha calma... não falo de momentos de felicidade... nesses entram todo o tipo de outros factores, mas digo que se no final do mês não existir dinheiro para pagar aquelas despesas mais básicas, a coisa vai ficar negra!!!

A comodidade... a segurança... são valores que sem os quais é difícil ser feliz!!! Amores e cabanas (não creio!)! Neste momento este blog passou a ser o mais fútil e interesseiro da net... mas digo o que todos pensamos (até porque para ler este blog é porque tem um certo poder económico) não falo em quantidades absurdas, fortunas... mas o suficiente para permitir uma boa noite de sono!

Parece a filosofia do materialismo... mas no fim tem um pouco de verdade... crescemos dependentes de um certo consumismo e não adianta falar que eu dou-me com gente de todas as classes e etc. e tal... no fim, sempre lutamos por mais (e ainda bem que é assim) ambição comedida até pode ser saudável!!!

Não é mais nem melhor pelo que tem... mas não tenha vergonha de ser como é!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:34
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2004

Invisible Touch

Well I've been waiting
Waiting here so long
But thinking nothing
Nothing could go wrong
But now I know
She has a built in ability
To take everything she sees
And now it seems I'm falling
Falling for her

She seems to have
An invisible touch
Yeah
She reaches in
Grabs right hold of your heart

She seems to have
An invisible touch
Yeah
It takes control and slowly tears you apart.

I don't really know her
I only know her name
But she crawls under your skin
You're never quite the same
And now I know
She's got something you just can't trust
It's something mysterious
And now it seems I'm falling
Falling for her

She seems to have
An invisible touch
Yeah
She reaches in
Grabs right hold of your heart

She seems to have
An invisible touch
Yeah
It takes control and
Slowly tears you apart

She don't like losing
To her it's still a game
Though she'll mess up your life
You'll want her just the same

Now I know
She has a built in ability
To take everything she sees
And now it seems I've fallen
Fallen for her

She seems to have
An invisible touch
Yeah
She reaches in
Grabs right hold of your heart

Genesis

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:20
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2004

Complicando mais...

Então o ensaio anterior pareceu complicado...

Que giro... para mim parece simples... vamos ao jogo do “faz de conta”!!!

É sempre fácil para nós entender o que tentamos explicar... afinal sabemos o assunto, as razões, o passado... enfim tudo ou quase tudo!!!

Quem nunca ficou na mesma depois de ouvir uma explicação de um amigo?! E quando após várias tentativas em vez de esclarecidos ainda ficamos mais confusos... mas o pior é quando começam a ficar nervosos por não estarmos a perceber!!!

Que culpa tenho eu que não perceba... por vezes até pode ser a coisa mais básica do mundo mas simplesmente não apanho!!! É isso e pedir que façamos algo que já vai no meio com poucas indicações...

Tenha atenção... ninguém é obrigado a entender-nos... e por vezes nem querem!

Por outro lado também é tão chato estar a ter de explicar tudo... (estas filosofias andam demais... primeiro digo uma coisa ... depois digo outra... afinal o que quero eu?!?!) e não serão os nossos amigos aqueles que nos entendem sem serem precisas palavras?!

Lá diz o povo (e o povo diz muita coisa) a falar é que a gente se entende!

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:22
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2004

Errar acertando / Acertar errando

Hoje censurei todos os meus textos...

Posso tentar fazer um ensaio sobre isso mesmo...

Qualquer filosofia barata parece acabar no mesmo assunto...

Conhece aquela sensação de querer fazer algo... algo que é o certo... o correcto... o que apetece... o que temos vontade... enfim... o que deve ser feito (já fala o povo que o que tem de ser tem muita força!) mas no fim sabe que vai acabar mal?!?!

E este mal não quer dizer que seja ruim... que não se divirta... que não goste... que seja uma desilusão... enfim... apenas sabemos que nem tudo pode ser como queremos!!!

Recusar por motivos errados é algo que não quero... existem coisas que são só nossas e que não devemos misturar!!!

Aceitar por motivos errados é algo que não quero... existem atitudes que depois de tomadas compreendemos que foi a pior coisa que fizemos!!!

O complicado é conseguir recusar pelos motivos certos... e aceitar pelos motivos certos...

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:18
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Domingo, 26 de Setembro de 2004

Se eu quiser falar com Deus

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nús

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração

Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar

Gilberto Gil

Ensaio do filósofo rafapaim às 14:58
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Sábado, 25 de Setembro de 2004

A flor e o espinho

Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho nao machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua
E no espelho que eu vejo a minha mágoa
E minha dor e os meus olhos rasos d'água

Eu na tua vida ja fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu só errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua

Paulinho Moska

Ensaio do filósofo rafapaim às 18:52
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2004

/j Sonhos_Insanos

< Anonima_Incognita> Tá afim de fazer uma viagem...?
< Anonimo_Incognito> Sempre achei que os sonhos em si já fossem uma viagem...
< Anonima_Incognita> São uma viagem pros seus desejos e medos mais íntimos... Mas geralmente a paisagem é familiar...
< Anonimo_Incognito> Vamos locomover meus desejos e medos pra lugares desconhecidos então...?!
< Anonima_Incognita> No nosso caso, só desejos...
< Anonimo_Incognito> Uau... Essas suas indiretas até me arrepiam....
< Anonima_Incognita> Eu sei...
< Anonimo_Incognito> Hahaha... Confiante você... Mas, e aí...? Pra onde vamos...
< Anonima_Incognita> Escolha você...
< Anonimo_Incognito> Que tal Egito...?
< Anonima_Incognita> Interessante... Mas pra lá você pode ir na vida real... Seja mais ousado...
< Anonimo_Incognito> Como assim...?
< Anonima_Incognita> Que tal ir pra Júpiter...?
< Anonimo_Incognito> Podemos...?
< Anonima_Incognita> Sonhos, meu amor... Daqui o Sistema Solar fica tão pequeno...
< Anonimo_Incognito> Claro... Sempre me esqueço... Mas o que tem de interessante em Júpiter...?
< Anonima_Incognita> Não sei... Acho que vamos ser os primeiros a descobrir...
< Anonimo_Incognito> Algo me diz que devo levar meu cachecol...
< Anonima_Incognita> Não precisa... Isso é um sonho... Você escolhe a temperatura...
< Anonimo_Incognito> Ah... Mas eu fico tão bonitinho de cachecol...
< Anonima_Incognita> E eu...? Como acha que eu deveria ir...?
< Anonimo_Incognito> Hummm... Acho que você ficaria sexy numa roupa de astronauta...
< Anonima_Incognita> Bobo... Pois eu acho que eu vou de biquini...
< Anonimo_Incognito> Não mesmo...! Pros Júpiterianos ficarem te secando...?!
< Anonima_Incognita> Não seja tão ciumento... Não existem Jupiterianos...
< Anonimo_Incognito> Sonhos, meu amor... Tudo é possível... E, com você de biquini, os Jupiterianos vão querer sonhar que existem...

* Anonimo_Incognito has quit IRC (Quit: Em sonhos... Em qualquer parte da galáxia... Ciúmes insanos...)

Teclado pelo Anonimo_Incognito

Parabéns *plim* *plim*... Feliz aniversário!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:54
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Quinta-feira, 23 de Setembro de 2004

Uns e Outros

Não existe nada pior do que ser falsamente acusado (até existe mas um drama fica bem!)!

E a isto junto... pagar pelos erros dos outros... isso mesmo... lá porque alguém é de uma forma não quer dizer que todos sejam!!!

Mas quanto a isto acho que todos concordam... que seja repreendido por algo que fiz, até que aceito (só tem mesmo primeiro que descobrir que fui eu! ehehe!) agora irem chegando de pé atrás por isto ou por aquilo acho que não!!!

Em tudo temos de arriscar... e depois começar as coisas desconfiando é meio caminho andado para que não resulte!!! Faça tudo a 100%!

Por causa de uns e de outros eu tenho de aguentar e ouvir cada coisa... se assim fosse porque perdíamos tanto tempo com escolhas?!?! Era tudo igual... venha o primeiro que encontrar! Acho que deve julgar pelas atitudes e por conhecimento de causa... mas também não vá em conversas!!!

“Eu sou mais eu”... e não fico seguindo exemplos e modelos... devemos ir trançando nosso caminho de forma a sermos felizes e mantendo um espírito de harmonia com os outros e com o mundo.

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:03
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Quarta-feira, 22 de Setembro de 2004

Como estar bem

Parar de dar música ao pessoal... já andam nos comentários a escrever que estou apaixonado!

Talvez até esteja... talvez já tenha estado...  talvez esteja a ficar.... ou então não!!!

Respondi a esse comentário com uma velha filosofia... para estarmos bem é preciso estarmos apaixonados?!?! Será que tem mesmo de ser assim???

Acho que se o conceito de apaixonado não for apenas extensível a pessoas até concordo... é que nem a publicidade:

“Se eu não gostar de mim quem gostará?”

Isso de amores cor-de-rosa anda um pouco fora de moda... não só o cor-de-rosa (se não esta, passa a estar para ficar bem aqui com o ensaio) mas também o amor (ehehe!)!

“Where is the love?”

E depois isso de andar a penar que tudo é bonito... e bom... e querido... só resulta com duas situações:

- Ou anda a fumar algo pesado
- Ou esses comprimidos não são para as dores de cabeça

E vamos estar a chatear os outros?! Sim porque não tem nada mais insuportável que gente apaixonada... e quando começam a trocar o “eu” por “nós” e quando chega aquela fase do (e passo novamente a citar ... hoje estou para aí virado!)

"And then I go and spoil it all by saying something stupid like : I love you"

Chegando aqui pergunto: “O amor acontece" (a brilhante tradução do filme: Love Actually)...

“Amores impossíveis e sonhos inatingíveis não aquecem a velhice”

Ensaio do filósofo rafapaim às 22:38
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Terça-feira, 21 de Setembro de 2004

A un minuto de ti

Antes de tres lunas volveré por ti,
antes que me eches de menos.
Dejaste vías muertas tendidas al pasar,
nunca te he esperado tanto.

A un minuto de ti,
voy detrás de ti.
A un minuto de ti,
te seguiré.

El viento se ha calzado sus guantes de piel,
se entretiene con mi pelo.
Bebo el agua que viene conmigo, estoy
estancado en tu reflejo.

Solamente de ti,
gota a gota,
solamente de ti,
veneno y sed.

Llegaré solo hasta el umbral.
¡Qué puedo perder!
Me atreveré, cuento un paso más.
No soy como tú.

A un minuto de ti,
voy detrás de ti.
A un minuto de ti,
te seguiré.

Voy a arder, braceo en espiral,
me vuelvo a repetir.
Saltaré, planeo en derredor
no soy como tú.

Mikel Erentxun

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:42
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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2004

Ele sem Ela

Sei quem ele é
Ele é bom rapaz
Um pouco tímido até
Vivia no sonho de encontrar o amor
Pois seu coração pedia mais,
Mais calor

Ela apareceu
E a beleza dela
Desde logo o prendeu
Gostam um do outro e agora ele diz
Que alcançou na vida o maior bem,
É feliz.

Só pensa nela
A toda a hora
Sonha com ela
P'la noite fora
Chora por ela
Se ela não vem

Só fala nela
Cada momento
Vive com ela
No pensamento
Ele sem ela
Não é ningém

Madalena Iglésias

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:55
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Domingo, 19 de Setembro de 2004

Pra Que Chorar

Pra que chorar
Se o sol já vai raiar
Se o dia vai amanhecer
Pra que sofrer
Se a lua vai nascer
É só o sol se pôr
Pra que chorar
Se existe amor
A questão é só de dar
A questão é só de dor

Quem não chorou
Quem não se lastimou
Não pode numa mais dizer
Pra que chorar
Pra que sofrer
Se há sempre um novo amor
Em cada novo amanhecer

Vinicius de Moraes

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:43
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Sábado, 18 de Setembro de 2004

A estrada

Você nao sabe o quanto eu caminhei
Pra chegar até aqui
Percorri milhas e milhas antes de dormir
Eu não cochilei

Os mais belos montes escalei
Nas noites escuras de frio chorei.

A vida ensina e o tempo traz o tom
Pra nascer uma canção
Com a fé o dia-a-dia
Encontrar solução

Quando bate a saudade
Eu vou pro mar
Fecho os meus olhos e sinto
Você chegar, você chegar

Quero acordar de manhã do te lado
E aturar qualquer babado 
Vou ficar apaixonado, no teu seio aconchegado
Ver você dormindo e sorrindo
É tudo que eu quero pra mim
Tudo que eu quero pra mim

Cidade Negra

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Sexta-feira, 17 de Setembro de 2004

/j Filosofia_de_Bar

< Amigo_1> A vida é como uma palito de fósforo!
< Anonimo_Incognito> Por que?
< Amigo_1> Porque na vida, a chama da sabedoria vai aumentando conforme consome nossos corpos.
< Amigo_2> Não, a vida é como fazer sexo dentro de um fusquinha!
< Amigo_1> Por que?
< Amigo_2> Porque nela a gente também fica procurando uma posição melhor para nos estabelecer!
< Amigo_3> Não, a vida é como um jogo de futebol!
< Amigo_2> Por que?
< Amigo_3> Porque, como na vida, temos que arriscar para marcar gols, mas se arriscarmos demais podemos nos dar mal.
< Anonimo_Incognito> Não, a vida é como um elefante cor-de-rosa com frieira no pé andando na corda-bamba entre as torres gêmeas...!
< Amigo_3> Por que?
< Anonimo_Incognito> Não sei... Eu só tava procurando uma comparação mais esquisita que a de vcs...

* Anonimo_Incognito has quit IRC (Quit: "A Vida é como uma caixa de bombons, a gente nunca sabe o que vai ganhar!" - Forrest Gump...)
Teclado pelo Anonimo_Incognito
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Ensaio do filósofo rafapaim às 15:25
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Quinta-feira, 16 de Setembro de 2004

Jargão

Mais um ensaio para a saga dos estranhos e curiosos comportamentos humanos!!!

O tema de hoje é mesmo o vocabulário... melhor a gíria!!!

Acho que todos já passaram por esta situação... quando alguém mais velho tentar ser “cool” e com isso passar uma “boa onda”!!! E é ver os “cotas” com “bués” de expressões a tentar imitar a malta jovem (ou jovem ou esquisita... sei lá?!) e eles a achar que estão “in” e a serem “muita fixes” ....

Resultado: Uma cena assustadora de se presenciar!!!

Aquilo soa sempre mal... não sei bem a razão mas ou eles não sabem fazer a entoação ou falam devagar demais ou rápido demais?!?! O mais giro, é que eles na altura deles eram “uns ganda malucos” e eram eles que tinham expressões todas “dreads”!!!

Devo admitir que tem expressão que também acho esquisitas mas devo ser um careta ou um “cortes”!!! Sei lá, mas sei que vai chegar o tempo em que vai ter um outro tipo a escrever que tem uns “cotas” que falam umas expressões assustadoras!!!

O “cota” serei eu... se já não for...

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:44
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Quarta-feira, 15 de Setembro de 2004

Cheap Philosophy

ROMANCE MATHEMATICS

Smart man + smart woman = romance
Smart man + dumb woman = affair
Dumb man + smart woman = marriage
Dumb man + dumb woman = pregnancy

OFFICE ARITHMETIC

Smart boss + smart employee = profit
Smart boss + dumb employee = production
Dumb boss + smart employee = promotion
Dumb boss + dumb employee = overtime

HOW TO STOP PEOPLE FROM BUGGING YOU ABOUT GETTING MARRIED

Old aunts used to come up to me at weddings, poking me in the ribs and cackling, telling me, "You're next."
They stopped after I started doing the same thing to them at funerals.

SHOPPING MATH

A man will pay $2 for a $1 item he needs.
A woman will pay $1 for a $2 item that she doesn't need.

GENERAL EQUATIONS & STATISTICS

A woman worries about the future until she gets a husband.
A man never worries about the future until he gets a wife.
A successful man is one who makes more money than his wife can spend.
A successful woman is one who can find such a man.

HAPPINESS

To be happy with a man, you must understand him a lot and love him a little.
To be happy with a woman, you must love her a lot and not try to understand her at all.

LONGEVITY

Married men live longer than single men do, but married men are a lot more willing to die.

DISCUSSION TECHNIQUE

A woman has the last word in any argument.
Anything a man says after that is the beginning of a new argument.

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:26
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2004

Sete anos de azar

Tenho andado curioso com uma coisa... afinal para que servem os espelhos nos elevadores?!

Neste ensaio até posso juntar outra filosofia... mas essa mais ligada aos estranhos comportamentos humanos! Não posso dizer todos senão vai aparecer sempre alguém a dizer que não faz isso, mas a maioria de nós sempre que passa por um espelho tem tendência a olhar e arranjar-se!!!

O que leva à questão dos vampiros... se estes não reflectem a imagem no espelho, como conseguem eles andar sempre tão aprumados?!

O caso pode ser tão grave que existem casos de pessoas que ao passar em qualquer montra ou vitrine que faça reflexo e lá estão elas a ver se estão bem... é um instinto... nem dá para explicar! (nada de teorias narcisistas e egocentrismo por favor!)

Juntando então os dois temas... espelhos e elevadores qual a lógica?! Dar uma sensação de profundidade ao elevador??!!! Mas eu não quero que ele seja grande ou comprido (até porque não vou atravessa-lo) eu quero que ele funcione na vertical (só precisa de subir e descer?!)

Se for mesmo para os arranjarmos então para que o espelho da casa-de-banho?! E o outro que temos mania de colocar no hall?! E o do armário do quarto?!

E quebrar um espelho dá azar porque?! E porque não dá quebrar um vidro?!

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:32
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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2004

Utilitarismo

Pode parecer estranho, mas é o fim de algo que dá toda a lógica às coisas!!!

Imagine que tudo era eterno... mas que chato que ia ser... não acontece hoje... acontece daqui a um tempo!!!

E depois ter de aturar certas pessoas para sempre ia ser muito complicado! ehehe!

Assim o valor de algo não é dado pela sua utilidade, mas sim pela intensidade e durabilidade... mas não gostava de acreditar que tudo que tudo que é bom acaba depressa!!! Ou que o tempo só custa a passar quando sofremos!!!

É saber que podemos perder algo que torna tudo interessante!!! Essa velha mania de ter de perder para dar valor também já não é bem assim... acho que quem faz isso é porque pára pouco para pensar... (e acho que dá para perceber que eu até penso demais!!!)!

Tenha calma em partir a fazer tudo o que sempre sonhou de forma desenfreada... também não é assim... tem coisa que dura para sempre, e a imagem que deixa de si aos seus deve ser preservada!!!

Logo morrer tem graça... ou melhor é necessário, é o que torna tudo tão perfeito... o ciclo lógico e a explicação de tudo!!!

“I'm not scared of dying I just don't want to”

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:59
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Domingo, 12 de Setembro de 2004

Um bom conselho

Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça

Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

Chico Buarque

Se conselho fosse bom a gente vendia... não dava!

Ensaio do filósofo rafapaim às 14:54
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Sábado, 11 de Setembro de 2004

Eu ainda lembro

Não quero parecer frio… mas hoje não é dia de fazer homenagens a nada e a ninguém!!!

É um dia que vamos lembrar mas porque raio será um dia para “festejar”… nunca mais ia ter sossego se assim fosse!!!

O atentado em Espanha… agora o massacre na Rússia… o ataque à ONU no Iraque… qualquer dia é como os santos (tem um dia para cada um!!!)

Se estivermos a discutir se estes dias devem ser feriados ou não … ora bem … a coisa muda de figura! O pior de tudo é que luto nacional equivale a dia de falta ao trabalho se comparecer para as homenagens!!!

E depois imagine estas situações de calhar bem em cima de um fim de semana… pior… pior mesmo… pior que tudo… então seria atentados no 29 de Fevereiro.

Não me levem a mal… mas estou assim porque o Sozinho em Casa vai dar outra vez na TV!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 12:19
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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2004

Quem ri por último

Quadro qualificativo de lols que poderá usar sempre que quiser avaliar cientificamente uma piada:

lol - Esta é expressão básica que atingiu um estatuto quase mítico. Infelizmente devido à sua vulgurazição passou a não significar nada excepto que aquilo que o seu interlocutor disse é muito levamente engraçado ou então que voce não tem mais nada para dizer.

Lol - O mesmo que lol mas posto no início da frase logo começando com letra maiúscula.

lolix - Refere-se a piadas de betinhas de 13 anos ou a campanhas de publicidade da clix.

lolada - Refere-se a uma situação engraçada normalmente regada com muito pinãcolada e ao som da lambada

LOL - Aqui começam as coisas com piada!

lololol - Maluco!

LOLOLOL - Doido!!!

ROTFL!! -Pára que me matas!!! Ai que até cai ao chão!

LLLLOOOOOOOOOOOOOLLLLLL - Perá ai!! Não eras tu aquele tipo das anedotas que foi uma vez á televisão!?

LOLOLOLOLOLOLOLOLOOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOLOL - Este é titulo reservado aos grandes. Aqueles que através da sua genialidade revolucionaram o humor no mundo. Raul Solnado por exemplo.

in algures na net

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:58
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Elegia do amor

O meu amor por ti,
meu bem, minha saudade,
ampliou-se até Deus,
Os astros alcançou.
Beijo o rochedo e a flor,
a noite e a claridade.
São estes, sobre o mundo,
os beijos que te dou.

Todo eu fico a cismar
na louca voz do vento,
na atitude serena
e estranha duma serra;
no delírio do mar,
na paz do Firmamento
e na nuvem que estende
as asas sobre a terra.

Vivo a vida infinita,
eterna, esplendorosa.
Sou neblina, sou ave,
estrela, azul sem fim,
só porque, um dia, tu,
mulher misteriosa,
por acaso, talvez
,
olhas-te para mim.

Camané

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:51
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Só custa começar...

Sabe como começa uma caminhada de 1000 kms?

Ensaio do filósofo rafapaim às 21:39
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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2004

Carta de apresentação

Enviei esta carta a um pedido de recrutamento da BBDO... as condições eram anexar o CV a uma folha A4. Essa podia ser o que cada um queria... optei por escrever!

Apenas uma folha A4 para dizer porque devo ser eu o escolhido... se faltar espaço passo para parágrafo simples e para um tamanho de letra menor!!!
Acho que começo então por dizer porque não eu?!
Podia começar como todos os outros... mil e umas qualidades, tudo que aprendi na Universidade Católica, e escrever tudo aquilo que dizem ser o que qualquer profissional de Recursos Humanos deseja ouvir!
As qualidades é perguntar aos meus pais, o que aprendi na Universidade acho que não é assim tão importante na vida profissional, isto é, além de um raciocínio mais apurado, umas quantas teorias económicas, acho que se guardar um pouco ainda da originalidade e imaginação fértil de criança possuo o que pretendem! Por fim aquilo que todos os profissionais desejam ouvir deixo ao vosso critério....
Por esta altura a pessoa que estiver a ler este mail, ou estará a rir-se e a pensar que tenho uma imensa piada, ou a pensar que sou um perfeito idiota e como posso eu ser finalista de um curso superior?!?! É favor optar pela primeira!
Devia isto ser algo do género de carta de apresentação? Se sim é favor ignorar tudo atras mencionado e passo a citar: “após terminada a minha licenciatura na Universidade Católica Portuguesa é de meu interesse vir a estagiar na vossa empresa”, não só estagiar como se possível passar a fazer parte da equipa!
Pensei em diversas formas de apresentar esta folha A4... com imagens, colagens, slogans, sons e até uma única palavra, mas nada melhor que um intervalo de um trabalho, e para relaxar, escrever umas quantas linhas, não é que não leve a sério esta candidatura, mas penso ser a melhor forma de dar a conhecer-me!
Penso todos os dias como é possível avaliar alguém por uma folha A4, um Curriculum Vitae e nada mais?! Conclusão: Devia ter tirado Gestão de Recursos Humanos!!!
Se chegou até aqui e ainda estiver disposto a ler mais umas linhas, envio em anexo o famoso Curriculum Vitae, e não custa relembrar... porque não eu?!

Muito Obrigado,

Rafael Paim

PS: Não foi preciso alterar o parágrafo nem a letra!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 22:37
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Quarta-feira, 8 de Setembro de 2004

When you kiss me

This could be it, I think I'm in love
It's love this time
It just seems to fit, I think I'm in love
This love is mine

I can see you with me when I'm older
All my lonely night are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)

Oh, when you kiss me

I know you miss me
and when you're with me
The world just goes away
The way you hold me
The way you show me that you
adore me, oh, when you kiss me
Oh, yeah

You are the one, I think I'm in love
Life has begun

I can see the two of us together
I know I'm gonna be with you forever
Love couldn't be any better

I can see you with me when I'm older
All my lonely nights are finally over
You took the weight of the world off my
shoulders (the world just goes away)

Oh, when you kiss me

And when you kiss me
I know you miss me
Oh, the world just goes away
When you kiss me

Shania Twain

Afinal não queremos todos nos sentir assim?!

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:54
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Terça-feira, 7 de Setembro de 2004

Meu Erro

Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessas
Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou

Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria
Oh meu deus era tudo o que eu queria
Eu dizia o seu nome
Não me abandone jamais

Mesmo querendo eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás

Paralamas do Sucesso

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:03
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Segunda-feira, 6 de Setembro de 2004

Eles andam aí

‘Eles’ é o sujeito da terceira pessoa do plural em todos os tempos verbais. Em Portugal, contudo, ‘eles’ ganham todos os dias uma nova identidade. Por isso, impõe-se a pergunta: onde é que ‘eles’ andam? Mais: quem são? Andam por aí, é o mínimo que se pode dizer. Dificultam a vida à multidão, controlam os cordelinhos, decidem, protelam, confundem ou estão simplesmente à sombra da bananeira, quietos. De uma forma geral, ‘eles’ são acusados de tudo e culpados por todos. Quando um grupo de pessoas se junta e o tema de conversa resvala para o tempo, lá estão: “eles dizem que no final da semana vai estar bom tempo”. Quando o governo toma uma decisão mais polémica, por exemplo, se o preço da gasolina sobe e se um dos Ministros de Estado comunica à população mais um imposto, ‘eles’ aparecem: “eles são uns ladrões, pá, só nos roubam”. Se o Benfica perde, se a selecção nacional de futebol comete erros – como os jogadores sub-21 –, perdendo, ‘eles’ lá estão prontos a levar a culpa às costas: “eles não se esforçam, não sabem jogar, só sabem jogar no Porto”. Se um polícia de trânsito decide caçar multas, eis que surgem, definidos: “eles só estão onde não é preciso”. Se são profissionais da televisão, por exercerem o ofício de actor e jornalista, são imediatamente referidos da seguinte forma: “eles ganham montes de dinheiro e não fazem nada. Aquilo é tudo improvisado. Grandes vidas que eles têm”. Sendo médicos, os comentários costumam ser bastante mais ofensivos: “eles nunca sabem nada”. Caso sejam profissionais das finanças, pior: “eles pensam que me enganam mas não, tenho os olhinhos bem abertos. Que é isso?”
Pois bem, ‘eles’ são uma entidade abstracta, é o que é. Sujeitos a quem a generalidade da população se refere quando tem os calos apertados, quando está insatisfeita e zangada com alguma coisa ou, simplesmente, quando quer dizer mal de tudo e de todos. Por puro despeito e inveja contida, ‘eles’ engloba uma enormidade de profissões de que se sabe pouco, muito pouco ou quase nada. Daí o medo. Há uma dose de medinho presente quando o plural da terceira pessoa do sujeito aparece. “Eles nunca ajudam ninguém, pá, são uns chupistas.” A palavra chupista, por exemplo, não carece de nenhuma indefinição de significado. Um chupista pode ser um bêbedo, um chupador, um comedor, um explorador, um interesseiro, um papa-jantares, um parasita ou um pau-d’água. Gosto particularmente de ‘chupador’, por ser uma palavra que sugere uma acção no tempo – o chupão, o sorvo. Se ‘eles’ fossem nomeados com rigor semelhante, seria mais fácil reconhecê-los.

‘Deles’ é sempre de desconfiar e nunca se sabe o que daí advirá. Mesmo quando são citados de forma branda. Podem ser muito bons mas é comum serem bastante maus. Como do ‘diabo’ se pode esperar tudo de mau, ‘eles’ não auguram nada de bom. Podem ser ‘o diabo em pessoa’. Ora, se ninguém lhes põe a vista em cima, porque na realidade vivem encapuçados pela generalização de si próprios, como definir a fundamentação do sujeito adequando-a a uma categorização correcta? Bem, em vez de se pronunciar ‘eles devem-me dinheiro’, dir-se-ia, ‘os oficiais de contas ainda não me enviaram o resultado do cálculo entre o que ganhei e o que o Estado arrecadou em excesso’. Em vez de ‘eles são uns ladrões e só nos roubam’, ‘os parlamentares, aqueles doutores, são uns filhos da puta, uns mete para dentro’. Em vez de ‘eles só estão onde não é preciso, ‘os polícias de trânsito são uns chupistas, embora a PJ seja muito boa e o corpo de intervenção bata lindamente’. O adjectivo ‘lindo’ aplica-se aqui pela eficácia policial dos ‘sujeitos’ interventivos depois de saírem das carrinhas azuis. Fazem-no sem deixar marcas evidentes. É preciso saber ser específico para levar adiante esse desabrimento acima de qualquer primor nominativo.

Chamar as pessoas pelo nome não é uma moda credível, isso é bastante óbvio. Há um desprezo absoluto pela nomenclatura nominal, embora existam excepções que resistem à generalização na conjugação verbal da terceira pessoa do plural. O Presidente da República é muitas vezes chamado de o ‘Sampaio’, o Primeiro-Ministro de o ‘Santana’, o Procurador-geral da República de o ‘Souto Moura’, e o presidente dos Estados Unidos de ‘Bush’. Verdade seja dita, fizeram por isso. O primeiro, um político de esquerda, promulgou a existência de um governo de direita. O segundo não se demitiu apesar das polémicas em volta do seu gabinete. O terceiro tem sido mais prolífero: cometeu ‘gaffes’ maravilhosas, começou uma guerra no Iraque e, se a actualidade seguir o seu caminho, ser-lhe-á aberta a porta de saída nas eleições presidenciais de Novembro.

Ora, fazer da terceira ‘pessoa’ do plural um substantivo, é preciso notar, torna redutor e quase criminoso o exercício de uma certa criatividade verbal. Cria problemas graves de discurso. Por exemplo, encontrar amigos na rua e não ter de os chamar por Pedro, Paulo, Zé, Sofia e Ricardo é prenúncio de alguma economia, o que poderá fazer algum sentido se a recessão continuar. Mas porquê poupar no que não custa nada, as palavras? Fará sentido chegar a casa e dizer à mulher: “hoje vi-os”. E ela perguntará: “viste quem? Eles. Eles quem? Pá, eles. Aqueles grande amigos meus com cabelos loiros e madeixas.” Que parvoíce!

Ruben P. Perereira in Diário Digital em 01-09-2004

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:05
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Domingo, 5 de Setembro de 2004

Wise Up

It's not.. what you thought...
When you first... began it.
You got... what you want...
Now you can hardly stand it, though,
By now you know, it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.

You're sure... there's a cure...
And you have finally found it.
You think... one drink...
Will shrink you to... your underground
And living down, but it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.

Prepare a list for what you need,
Before you sign away the deed,
'Cause it's not going to stop...
It's not going to stop...
It's not going to stop,
Till you wise up.

No, it's not going to stop,
Till you wise up.
No, it's not going to stop,
So just give up.

Aimee Mann

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:46
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Sábado, 4 de Setembro de 2004

O SAPO não ajuda!

Sei que este ensaio não vai para o ar no dia em que foi escrito mas a culpa é do SAPO que anda a dificultar a vida de quem escreve e de quem quer comentar!!!

Acho que só prova a teoria de quando um não quer, dois não... (brigam, dançam, conversam, sei lá já ouvi muitas versões para esta máxima popular!)

Mas estou convencido de que é verdade... por vezes a melhor resposta a uma agressão não é outra agressão!!! Responder com educação ou com algo bonito num momento mais complicado é sempre (e produz quase sempre) melhores resultados!

Assim não vou mudar de servidor... até porque aqui já estão cerca de seis meses de escrita diária e comentários! Começar de novo um blog com a mesma “filosofia” não seria possível sem tudo o que aqui já foi escrito!!!

Assim espero melhores dias... no fim sempre tudo acaba bem... ou então não!

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:39
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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2004

Tubo para Tudo

Será que podemos tirar algum significado da forma como alguém aperta o tubo da pasta de dentes!!!

Em primeiro lugar é preciso ser dessas de tubo... agora tem umas todas modernas que é uma embalem que fica de cabeça para baixo e podemos fazer pressão onde bem entendermos que sempre volta ao lugar (sem graça!!!).

Agora quando é aquele tubo tudo (tubo!? tudo!?) pode acontecer!!! Se apertar com demasiada força pode acontecer uma desgraça... e já agora alguma vez pensou se coloca a pasta na escova de trás para a frente ou da frente para trás?!?!

Isto tudo parece muito fácil.. mas normalmente é quando o tubo da pasta é novo que temos tendência a carregar do fim para o início!!! Quando no fim tentamos carregar em todo o lado (onde o lógico seria carregar de baixo para cima de forma a levar a pasta até ao ponto de saída!)

E mesmo no final ainda temos a mania de desenroscar a tampa para aproveitar mais alguma coisa... no extremo até tentamos sugar pelo tubo... em casos perdidos abrem o tudo ao meio!!! ehehe! Seja como for... talvez indique algum comportamento!!!

Eu em relação a isso tenho uma mania... passear pela casa enquanto escovo os dentes!!!

Ensaio do filósofo rafapaim às 20:33
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2004

Tanto amar

Amo tanto e de tanto amar
Acho que ela é bonita
Tem um olho sempre a boiar
E outro que agita

Tem um olho que não está
Meus olhares evita
E outro olho a me arregalar
Sua pepita

A metade do seu olhar
Está chamando pra luta, aflita
E metade quer madrugar
Na bodeguita

Se seus olhos eu for cantar
Um seu olho me atura
E outro olho vai desmanchar
Toda a pintura

Ela pode rodopiar
E mudar de figura
A paloma do seu mirar
Virar miúra

É na soma do seu olhar
Que eu vou me conhecer inteiro
Se nasci pra enfrentar o mar
Ou faroleiro

Amo tanto e de tanto amar
Acho que ela acredita
Tem um olha a pestanejar
E outro me fita

Suas pernas vão me enroscar
Num balé esquisito
Seus dois olhos vão se encontrar
No infinito

Amo tanto e de tanto amar
Em Manágua temos um chico
Já pensamos em nos casar
Em Porto Rico

Chico Buarque

Ensaio do filósofo rafapaim às 23:51
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Quarta-feira, 1 de Setembro de 2004

A novela do barco

Não é um blog de actualidades... mas em relação a isto nem mais uma palavra... e a este texto não acrescento nada!!!

" As primeiras exibições da série televisiva já deram para perceber cinco coisas:

1. O tal de barco é uma embarcação – cacilheiro, diz Louç㠖 cuja operação está abortada.

2. A tal de clínica é um contentor, talvez com piores condições do que por aí se pratica, infelizmente.

3. A tal da equipa médica e técnica ainda não deu de si, esperando-se que não seja a senhora do «piercing» que apareceu nas imagens. Não inspira grande confiança, diga-se.

4. O tal de folclore não passa de um passeio de barco, ao sabor das vagas e do frio, para uma cenas caricatas.

5. A tal de organização, muito corajosa, deveria percorrer mais umas centenas de milhas, até à costa mediterrânica, mas do lado africano, e tentar uma operação idêntica em Marrocos, Argélia, Líbia, Tunísia e países afins. Aí sim, seriam necessários.

No último capítulo apareceu mais um personagem: o PR, comadante Supremo, pois então. Ele quer explicações. Façam o favor de lhe dar, tanto mais que a lei existente até foi promulgada por ele. "

Luis Delgado in Diário Digital em 31-08-2004

Ensaio do filósofo rafapaim às 19:16
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