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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Um país de chicos habitado por totós

Eu sou um 'totó'. E quando olho para a esquerda e para a direita enquanto escrevo esta crónica só vejo 'totós'. Ser 'totó' tem as suas vantagens. Acreditamos que contribuímos para uma sociedade mais justa, que somos uma das pedras basilares da democracia, idealizamos um país melhor e à noite dormimos descansados.

Qualquer um pode ser 'totó'. Para isso basta cumprir todas as suas obrigações fiscais qualquer que seja a sua situação profissional, acreditar que a justiça ainda funciona, que o sistema público de saúde é o melhor que existe, que a educação pública é uma alternativa e que os políticos ainda podem mudar, a eles próprios e ao que está mal no país.

Se tiver um emprego por conta de outrem (principalmente numa empresa responsável, multinacional ou cotada em bolsa), então é logo promovido a 'totó', mesmo que não o queira.

Às vezes chamam-nos 'cidadãos responsáveis', e ficamos orgulhosos com o rótulo, até ao momento em que encontramos o 'chico-esperto'.

O 'chico tipo 1' lamenta-se a toda a hora da situação do país, do Estado que não funciona, do Governo que nada faz, dos ricos que são pulhas e que são vítimas. E depois vivem à custa dos impostos dos outros através de um Estado social cada vez mais ineficiente e trabalham aqui e ali numa economia paralela.

O 'chico tipo 2' trabalha para o Estado, num organismo ou empresa pública qualquer, tem o seu ordenado garantido, não tem de se preocupar com o futuro, cruza os braços porque "sempre foi assim" e sonha todos os dias com os direitos adquiridos.

O 'chico tipo 3' é o rei dos 'chicos'. Poder de compra elevado, atividades liberais, milhões de rendimento quase todos não declarados, utilização de empresas prestadoras de serviços, de offshores. E depois passa os dias a dar conselhos de como se devia ou não gerir o país.

As contas públicas do primeiro semestre mostram como este país de 'chicos-espertos' continua a ser mantido por 'totós'. O Estado continua a gastar cada vez mais (mais 5,1%), como se não estivéssemos em crise, e a pouca contenção orçamental é conseguida à custa de mais impostos (mais 6%). Tal e qual como aconteceu nos últimos 10 anos.

Podem agora andar a discutir revisões constitucionais, crises políticas e eleições que os 'chicos' agradecem, pois permite-lhes manter o seu status sem terem de mexer uma palha. E claro que podem contar sempre com os 'totós' para continuarem a pagar os seus impostos, para sustentarem o Estado e para ainda dizerem "obrigado por nos deixarem fazê-lo".

Quando falo com pessoas da minha geração sobre o futuro tenho sempre as mesmas respostas. Alteram entre o "se pudesse ia-me embora" e o "vou-me embora", mas são unânimes em dizer "vou aconselhar os meus filhos a fazê-lo".

Como seria este país de 'chicos' sem os 'totós'?

João Vieira Pereira (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 29 de Julho de 2010

Ensaio do filósofo rafapaim às 17:30
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